Homenageado do mês de Outubro / Zé Ramalho, José Ramalho Neto / * 3/10/1949 Brejo da Cruz, PB / Cantor. Compositor. Produtor / Seu pai faleceu quando ele tinha dois anos de idade, sendo então entregue pela mãe ao avô, José Alves Ramalho.

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 A Rádio Campinarte na verdade é um blog com o objetivo de divulgar, promover e na medida do possível gerar renda para os artistas (músicos) em particular do Terceiro Distrito de Duque de Caxias no Rio de Janeiro.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Memória / Carmen Miranda


Estados Unidos. Junho de 1939. Com seis minutos num quadro do musical Streets of Paris, Carmen Miranda, acompanhada do Bando da Lua, provoca furor na Broadway. No repertório, Mamãe Eu Quero, Touradas em Madri, cantadas em português. Sem entender palavra, o público fica fascinado pela brazilian bombshell, que fala com olhos, mãos e quadris.
Carmen Miranda assinou contrato com a 20th Century Fox. Estrelou 14 filmes, fazendo sucesso durante 15 anos. Talento inato. Em 1946, a atriz mais bem paga da América. Milionária, comprou mansão em Beverly Hills, poços de petróleo, coleções de jóias, roupas e sapatos. Um fenômeno que se transformou em mito internacional.

BRASILEIRA, SIM!
Carmen nasceu Maria do Carmo Miranda da Cunha, em 1909, em Marco de Canaveses, Portugal. Ganhou o apelido de um tio, em homenagem à heroína da ópera Carmen, de Bizet. Com um ano veio para o Rio com a família. Nunca mais voltou ao país de origem.
Ex-candidata a freira, balconista, aprendiz de chapelaria e modista. Na juventude cantava em festas. Conheceu o professor e violonista Josué de Barros. O músico empolgou-se com ela e levou-a para gravar o primeiro disco, em 1929, pela Brunswick. Em 1930, o primeiro sucesso: a marchinha Taí, de Joubert de Carvalho.
No cinema brasileiro estrelou cinco filmes. Em Banana da Terra (1939), interpretando O Que É Que a Baiana Tem?, de Dorival Caymmi, aparece pela primeira vez no estilo que a consagrou: vestida de baiana, turbantes, balangandãs, sandália-plataforma, cílios postiços.
Em 1939, acompanhada pelo Bando da Lua em show no Cassino da Urca, no Rio, é vista pelo empresário americano Lee Schubert. Recebe convite para a Broadway.

ESTOURO DE MULHER
Quando partiu para os Estados Unidos em 1939, Carmen já havia gravado quase 300 músicas. Taí chegou a 36 mil cópias. Nenhuma outra cantora havia vendido tanto. Carmen não tinha grande técnica. E sabia do pequeno alcance de sua voz. Tanto que aperfeiçoou isso e investiu uma fortuna em equipamento de microfone e alto-falantes para compensar as dificuldades. Mas era intérprete divertida e original. Criou um estilo. Seu repertório era malicioso, bem-humorado e brasileiríssimo. No palco, gigantesca e atraente. Media 1m53, mas usava sandálias-plataforma. Na cabeça, pôs os chapéus mais loucos da história. Figurino provocante; coxas e barriguinha de fora; quadris remexendo. Exalava energia, graça e sensualidade. A verdadeira brazilian bombshell: um estouro brasileiro.

NEM TUDO FOI GLÓRIA
Em 1940 Carmen volta ao Rio e, surpresa, o público a vaia em show no Cassino da Urca. Acharam que estava americanizada. Com o baque, só retornou ao País 14 anos mais tarde, quando o casamento já desmoronava e a saúde fraquejava.
Conheceu o marido na gravação de um filme, o assistente de produção David Sebastian. Casaram em 1947. Contam que o marido a humilhava, a maltratava e a consumia. Problemas no casamento, excesso de trabalho. Dormia sob efeito de tranqüilizantes e precisava de estimulantes para trabalhar. Dependente química, andou levando choques elétricos para ver se equilibrava a tensão.
Ao contrário do que imaginava, quando desembarcou no aeroporto do Galeão, no Rio, em 1954, houve festas e homenagens. Lotou todos os lugares em que se apresentou. Ao voltar para Hollywood, reencontrou o marido tirânico, agenda lotada. E a morte, poucos meses depois, em 5 de agosto de 1955. Fulminante ataque cardíaco, aos 46 anos. No enterro, meio milhão de pessoas acompanharam o trajeto pelas ruas do Rio. Coisa igual só se havia visto um ano antes, na morte de Getúlio Vargas.
Janaina Abreu



Especial / Carmen Miranda

Carmen Miranda sempre foi destaque em nossas publicações. Perdi as contas de quantas vezes publicamos fotos, artigos e homenagens a Pequena Notável. Mesmo que multiplicássemos tudo o que já foi publicado no Campinarte por mil, ainda assim seria poucou (quase nada) para reverenciar o talento de um verdadeiro mito da música brasileira. (Huayrãn Ribeiro)
Ouça: Adeus batucada / Cachorro vira-lata / Alô...Alô! / Chica Chica Boom Chic



Cantora, atriz e dançarina. Seu nome verdadeiro era Maria do Carmo Miranda da Cunha. Mito maior da música popular no Brasil, foi a artista brasileira que mais sucesso e prestígio alcançou na indústria do entretenimento dos Estados Unidos, para onde imigrou. Primeira artista a decolar para o sucesso por meio dos discos, foi também a cantora de rádio mais cara do Brasil. Chamada de "A Pequena do It na Voz e no Gesto", "Rainha do Samba" e "Ditadora Risonha do Samba", a partir de 1935, ganhou seu "slogan" definitivo: "A Pequena Notável", que lhe foi dado pelo célebre cantor-apresentador César Ladeira. Nos Estados Unidos, ficou conhecida como "Brazilian Bombshell". Nasceu em Portugal, na pequena aldeia de Marco de Canavezes, Distrito do Porto, vindo para o Brasil com apenas 18 meses. Seu pai, José Maria Pinto da Cunha, que exercia a profissão de barbeiro, imigrou para o Brasil primeiro. A mãe, Maria Emília Miranda da Cunha, veio em seguida, trazendo a pequena Carmen e a outra filha mais velha, Olinda. A família cresceu no Brasil com o nascimento de mais quatro irmãos, Amaro, Cecília, Aurora e Oscar. Moraram inicialmente em um quarto de aluguel na Rua da Candelária; depois transferiram-se para a Rua Joaquim Silva, na Lapa, até resolver abrir uma pensão. Encontraram uma grande casa na Travessa do Comércio, nº 13, na Praça XV, e para lá se mudaram. A mãe assumiu a direção da pensão que fornecia refeições a empregados do comércio e ainda aceitava hóspedes. O estabelecimento logo passou a ser freqüentado por músicos da época, como Pixinguinha e seu grupo que eram assíduos. Ainda menina, estudou alguns anos num colégio de freiras, a Escola Santa Tereza, que atendia a crianças humildes, situado no bairro da Lapa, Centro do Rio. Na infância era chamada pelos apelidos de Bituca e de Carmen por seus familiares. Ainda adolescente aprendeu a costurar com a irmã Olinda. Com apenas 15 anos começou a trabalhar como balconista de lojas de roupas femininas, de chapéus e gravatas. Na Maison Marigny, aprendeu a decorar chapéus femininos e logo depois já estava empregada como aprendiz na loja La Femme Chic, no Centro do Rio, onde passou a confeccionar chapéus orientada por Madame Boss. Desde menina demonstrou inclinação para a música, cantando para os amigos em festas, acompanhando os programas radiofônicos de então e imitando as cantoras que faziam sucesso na época, como Araci Cortes. Na década de 30, teve um namorado, que ela declarou ter sido o grande amor de sua vida, o remador do Flamengo Mário Cunha. (Saiba mais no site Collector's Stúdios Ltda)
Carmen Miranda por Ricardo Cravo Albin / Carmen Miranda também vem merecendo citações, livros e artigos em praticamente todo o mundo, que a incensam como um ícone do exagero tropicalista brasileiro, da luxuriante “extravaganza” musical de Hollywood nos anos 40 e até da alegria desenfreada que sua figura emitia. Figura que era uma rara conjugação de olhos, mãos e corpo inteiro ondulante, cujo ponto culminante estava não só nos turbantes recheados com frutas dos trópicos, como nas frases metralhadas em português dentro do seu inglês de forte sotaque latino-americano. Mas quem foi, lá no fundo da alma, essa portuguesa de nascimento (Marco de Canavezes, vila de colhedores de nobre vinhedo, perto do Porto), que veio morar no Rio com apenas um ano de idade? Vale dizer que Carmen Miranda foi: 1 — a rainha absoluta da época de ouro da MPB no Brasil (1930-1940), gravando dezenas de sucessos. Um filete de voz projetado com tal charme e “swing”, que logo conquistaria o país e deixaria no chinelo sua inspiradora, a supervedete Aracy Cortes; 2 — a rainha absoluta de Hollywood entre 1941 e 1949, quando chegou a ser a estrela de cinema mais bem paga do mundo, estrelando filmes de qualidade até duvidosa (reconheço), mas iluminados por sua personalidade magnética. Quem duvidar que faça um exercício: veja no vídeo qualquer filme da Carmen e tente tirar os olhos dela quando aparece em cena. Como resistir a um ser quase de um outro planeta? Carmen foi, sim, um ser especialíssimo e iluminado: bem-humorada e feliz, era capaz de dizer palavrões com uma graça tal, que ninguém se dava conta dos ditos cabeludos, insuportáveis em qualquer outra mulher de sua época. Só que, mesmo cercada pelo namorado Aluysio de Oliveira (do Bando da Lua), teve que curvar-se ao catolicismo de sua mãe. E, para satisfazê-la, casou-se. Com o homem errado, o produtor David Sebastian. Data daí, do casamento, seu infortúnio e sua perdição. O marido, quase um rufião, explorava-lhe como empresário e a torturava como homem, chegando ao desatino de lhe aplicar pancadas em público. O que a levou quase à loucura e ao trágico fim, provocado pela ingestão de excitantes (bolinhas) para acordar, dormir e até se alimentar. Ou seja, vivendo nas telas a “féerie” do samba saltitante, vivia em casa o drama soturno do bolero mexicano mais chinfrim. Não poderia dar bom resultado. Por isso tudo, Carmen sucumbiu aos 46 anos. Morte prematura que ajudou, a meu ver, a preservar o mito e a “persona” que ela representava com frescor e vivacidade.

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22 de Novembro é dia de Santa Cecília...

Padroeira dos músicos, por isso hoje também é comemorado o dia do músico. O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor. Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.
O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, em pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações. A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.
A santa dos músicos
Santa Cecília viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convence-lo. Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo.

Mito grego
Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Fonte: UFGNet

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