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 A Rádio Campinarte na verdade é um blog com o objetivo de divulgar, promover e na medida do possível gerar renda para os artistas (músicos) em particular do Terceiro Distrito de Duque de Caxias no Rio de Janeiro.
Um blog com cara de rádio, notícias do mundo do rádio, cantores do rádio.Um blog que tem como uma de suas principais bandeiras os novos talentos sem esquecer dos grandes nomes da música popular brasileira de todos os tempos; sem esquecer os pioneiros, os baluartes, os verdadeiros ícones da era de ouro do rádio. Fazemos isso para que esses novos talentos não percam de vista nossas referências musicais que até hoje são veneradas mundo a fora - uma forma que encontramos de dizer um MUITO OBRIGADO àqueles que nos proporcionaram (e continuam proporcionando) com suas vozes, suas músicas, momentos de paz e alegria. Uma maneira de agradecer a todos que ajudaram a compor as trilhas sonoras de milhões e milhões de pessoas.
Este blog irá gradativamente estreitar os seus laços com as Rádios Comunitárias que desenvolvem um papel importantíssimo em nossos bairros.
A Rádio Campinarte tem (fundamentalmente) um compromisso com a qualidade e o bom gosto / e qualidade e bom gosto nos vamos pinçar nos nossos bairros, o que nós queremos mesmo é fazer jus ao nome: RÁDIO CAMPINARTE - O SOM DAS COMUNIDADES.

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O SHOW DO COMÉRCIO DO CAMPINARTE

sábado, 2 de agosto de 2014

Saudades de Clara Nunes (atualizado)



A música que Paulo César Pinheiro fez para ela diz: mineira guerreira que é filha de Ogum com Iansã. Ogum, orixá guerreiro; Iansã, senhora do vento e da tempestade. Clara Nunes foi lutadora como as divindades que cultuava. “Sinto Deus no momento de cantar”, dizia aquela que também chamavam de “um ser de luz”.
Nasceu em 2 de agosto de 1942 em Paraopeba, hoje Caetanópolis, vizinha da terra de outro mineiro ilustre: Guimarães Rosa.
O pai, Mané Serrador, era violeiro das Folias de Reis. Quando morreu, a mãe logo o seguiu: “Um caso típico de morrer de amor. Eu também seria capaz”, disse mais tarde Clara, órfã aos dois anos. Aos 14, começa a trabalhar como tecelã. À noite, faz o Curso Normal, iria ser professora.
Na música, também se inicia bem cedo. Aos dez anos, ganha o primeiro prêmio: um vestido azul. Aos domingos, canta na missa ladainhas em latim. Em 1960, vence concurso na Rádio Inconfidência. Mas ainda não passa de vocalista de conjuntos.
Três anos depois, ganha programa próprio na TV Itacolomi: Clara Nunes Apresenta. Mostrava artistas de renome nacional. Logo gravaria o primeiro lp. A Voz Adorável de Clara Nunes trazia boleros rasgados.
“Eu cantava Besame Mucho com um castelhano muito fajuto.”

BEM-VINDA AO SAMBA
Clara já combinava de forma harmoniosa beleza com personalidade forte. “Não tenho medo de nada. Eu sou mulher. Eu sou tudo muito. Sou feminista pela emancipação da mulher. Mas - pelo amor de Deus! - a feminilidade vamos manter.” Larga a fama em Minas, vai para o Rio e muda também de rota musical. Você Passa e Eu Acho Graça, de Ataulfo Alves e Carlos Imperial, marca sua entrada no samba. Sem volta.
Clara resgata compositores esquecidos e revela novos. Entra na década de 1970 com grandes sucessos. Ê Baiana (Baiana boa /Gosta do samba / Gosta da roda / E diz que é bamba); Clarice, presente de Caetano (Que mistério tem Clarice / Pra guardar-se assim tão firme, no coração?); Conto de Areia (O mar serenou quando ela pisou na areia / Quem samba na beira do mar é sereia). É arrebatada por duas grandes paixões: candomblé e Portela.
Em 1974, vai a Cannes e ganha uma fl or do cantor romântico Charles Aznavour. No ano seguinte, lança Claridade e desmente a máxima de que “mulher não vende disco”: com mais de 400 mil cópias, o lp é campeão de vendas. Casa com o compositor e poeta Paulo César Pinheiro, criador de muitas das canções que imortaliza. Canto das Três Raças, por exemplo: E de guerra em paz / De paz em guerra / Todo o povo dessa terra / Quando pode cantar / Canta de dor.

SINA VERDE-AMARELA
No começo da década de 1980, Clara recebe homenagem de Chico Buarque: Morena de Angola. Dois anos depois, grava Nação, título da composição de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio: A minha sina é verde-amarela feito a bananeira.
“Esse disco talvez seja mais político e, por isso mesmo, por eu dizer todas as minhas verdades, esteja mais límpida e coerente”, conta ela. Não sabe que seria o último lançamento. Não temia o futuro: “Não tenho medo de morrer e muito menos de envelhecer. Quero ficar uma velha da pesada. Rosto corado de ruge, participando de tudo, com batom e muitas pulseiras.”
Em 1983, procura uma clínica para uma cirurgia de varizes. Reage mal à anestesia. Depois de 28 dias em coma, a guerreira perde a última batalha.
Mais de 50 mil pessoas vão se despedir no velório, na sede da Portela - hoje Rua Clara Nunes, morada do samba.
(Angela Pinho)

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22 de Novembro é dia de Santa Cecília...

Padroeira dos músicos, por isso hoje também é comemorado o dia do músico. O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor. Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.
O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, em pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações. A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.
A santa dos músicos
Santa Cecília viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convence-lo. Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo.

Mito grego
Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Fonte: UFGNet

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