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 A Rádio Campinarte na verdade é um blog com o objetivo de divulgar, promover e na medida do possível gerar renda para os artistas (músicos) em particular do Terceiro Distrito de Duque de Caxias no Rio de Janeiro.
Um blog com cara de rádio, notícias do mundo do rádio, cantores do rádio.Um blog que tem como uma de suas principais bandeiras os novos talentos sem esquecer dos grandes nomes da música popular brasileira de todos os tempos; sem esquecer os pioneiros, os baluartes, os verdadeiros ícones da era de ouro do rádio. Fazemos isso para que esses novos talentos não percam de vista nossas referências musicais que até hoje são veneradas mundo a fora - uma forma que encontramos de dizer um MUITO OBRIGADO àqueles que nos proporcionaram (e continuam proporcionando) com suas vozes, suas músicas, momentos de paz e alegria. Uma maneira de agradecer a todos que ajudaram a compor as trilhas sonoras de milhões e milhões de pessoas.
Este blog irá gradativamente estreitar os seus laços com as Rádios Comunitárias que desenvolvem um papel importantíssimo em nossos bairros.
A Rádio Campinarte tem (fundamentalmente) um compromisso com a qualidade e o bom gosto / e qualidade e bom gosto nos vamos pinçar nos nossos bairros, o que nós queremos mesmo é fazer jus ao nome: RÁDIO CAMPINARTE - O SOM DAS COMUNIDADES.


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domingo, 25 de janeiro de 2015

Campinarte / Memória / Tom Jobim


Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim /
25/1/1927 Rio de Janeiro, RJ /  8/12/1994 Nova York, EUA
Compositor. Arranjador. Instrumentista.




Filho de Jorge de Oliveira Jobim e de Nilza Brasileiro de Almeida. Nascido na Tijuca, mudou-se para Ipanema em 1931. Lá viveu com os avós maternos, Mimi e Azor, os pais e sua única irmã, Helena Jobim. Depois da morte prematura do pai, sua mãe casou-se com Celso Frota Pessoa, que lhe deu muito incentivo para a vida musical, chegando a lhe presentear com um piano. Em 1940, sua mãe fundou o Colégio Brasileiro de Almeida. 

Iniciou seus estudos de música em 1941, com aulas de piano com o professor Hans Joachim Koellreuter. Estudou, ainda, com Lúcia Branco, Tomás Terán, Leo Peracchi e Alceu Bocchino. Cursou a Faculdade de Arquitetura, chegando a trabalhar em um escritório, por um curto período.

Em 1949, casou-se com Thereza Hermanny e, no ano seguinte, nasceu seu primeiro filho, Paulo Jobim, que se tornaria músico como o pai.

Em 1953, mudou-se para o apartamento 201 da Rua Nascimento Silva, 107, em Ipanema, endereço que viria a ser tema da música "Carta ao Tom 74", de Toquinho e Vinicius de Moraes.

Em 1957, nasceu Elizabeth Jobim, sua primeira filha, que se tornaria artista plástica e participaria da Banda Nova, grupo que o acompanhou nos últimos anos de sua carreira, atuando no coro feminino característico de seus últimos trabalhos.

Em 1962, mudou-se, com a família, para a casa da Rua Barão da Torre, em Ipanema. Seu primeiro neto, Daniel Jobim, nasceu em 1973. Tornou-se músico e, após a morte do avô, formou, ao lado do pai, Paulo Jobim, e de Jaques e Paula Morelenbaum, o quarteto Jobim-Morelenbaum.

Em 1976, nasceu Dora, irmã de Daniel. Foi neste ano que Tom conheceu a fotógrafa Ana Beatriz Lontra, então com 19 anos, com quem saiu em lua-de-mel, em 1978, vindo a se casar, oficialmente, somente em 1986. Ana lhe deu mais dois filhos: João Francisco, em 1979, e Maria Luiza Helena, em 1987. Ana Lontra também participou do coro feminino da Banda Nova, acompanhando o marido em shows e gravações, e lançou, em 1988, um livro de fotos sobre o maestro intitulado "Ensaio Poético".

Morreu dia 8 de dezembro de 1994, aos 67 anos de idade, em Nova York, no Hospital Mount Sinai.

Em 1998, morreu, aos 18 anos, João Francisco, seu primeiro filho com Ana Jobim, em conseqüência de um acidente de carro no Rio de Janeiro.

http://www.dicionariompb.com.br/tom-jobim

Paulo Virgílio
Os versos iniciais de Samba do Avião - “minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro” – são a trilha sonora perfeita para quem chega à cidade por via aérea. E se desembarcar no principal aeroporto carioca, tem ali a primeira de muitas referências ao maestro Antônio Carlos Jobim, que estaria completando hoje (25) 90 anos de idade.
Diariamente, milhares de pessoas transitam pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, centenas de moradores do Rio e turistas tiram fotos junto à estátua do compositor, no Arpoador, e outras tantas visitam o Jardim Botânico. Lá, o Espaço Tom Jobim exibe uma exposição permanente do acervo do compositor e o banco onde ele costumava sentar para observar o canto dos pássaros e sua árvore preferida – uma sumaúma – é uma das principais atrações do parque.
Autor de uma obra mundialmente reconhecida como uma das mais importantes da música popular do século 20, o carioca Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994)  - brasileiro até no nome – era profundamente ligado, na vida e na criação musical, à natureza. Mar, rios, chuva, matas, árvores, flores, pássaros e pedras são temas recorrentes em grande parte das cerca de 400 canções compostas por Tom, e tiveram sua síntese na obra-prima Águas de Março (1972).
Amigo de Tom e também ligado ao ambiente musical que nos anos 50 resultou na Bossa Nova, o pianista, compositor e arranjador João Donato define a música de Jobim como a tradução do “frescor da manhã”. Para ele, havia uma relação automática entre a natureza e a criação melódica na obra do compositor.
"Outro dia eu estava no quintal da casa de uma amiga minha e ouvi o canto de um pássaro que parecia os acordes iniciais de Garota de Ipanema. Era o canto de uma sabiá, quando tem filhote no ninho, um canto de alegria”, conta Donato. O sabiá, aliás, foi um dos pássaros que serviu de inspiração para Jobim, na música do mesmo nome, composta em 1968 em parceria com Chico Buarque.
Também um dos grandes nomes da Bossa Nova, o compositor, violonista e arranjador Roberto Menescal concorda com Donato e afirma que o "frescor da manhã" tinha a ver com o período do dia em que Tom costumava criar. “Pouca gente sabe disso, mas o Tom acordava muito cedo, antes das 7h, ia comprar o pão lá embaixo no Jardim Botânico, subia para tomar o café e depois começava a compor. Compunha até às 11h e depois voltava a dormir. Acordava às 15h e ia pro 'escritório', como ele chamava seu bar preferido no Leblon”, lembra Menescal.
Caçador submarino nos anos 60, Roberto Menescal guarda outra história que demonstra o ecologista que Tom Jobim era antes do tema entrar para a agenda do planeta. Um dia ele encontrou na então deserta Barra da Tijuca o amigo pescando com duas varas.
Para sua surpresa, quando Tom puxou os molinetes não havia iscas nos anzóis. “Menesca, eu não uso isca. Eu não quero pegar os peixes. Eu só quero jogar no mar esse material bonito, mas não quero pegar peixe nenhum não.”, disse Tom. “Ele queria a natureza”, define o amigo Menescal.
Referência
Vinte e três anos após sua morte, ocorrida em 8 de dezembro de 1994, em Nova Iorque, Tom Jobim está presente no cenário musical brasileiro, com suas composições interpretadas e regravadas por novas gerações de músicos e cantores. Além de biografias e livros que contam a história da Bossa Nova, vídeos na internet e documentários, como A música segundo Tom Jobim, de Nelson Pereira dos Santos, lançado em 2012, asseguram a eternidade da obra do “maestro soberano”.
E quem transitar a partir de hoje no aeroporto que leva o nome do compositor poderá ouvir uma hora diária de clássicos de Tom, incluindo o Samba do Avião. Iniciativa da concessionária RioGaleão, a programação A Hora do Tom será apresentada pela locutora Íris Lettieri, a célebre voz  das chamadas no aeroporto carioca.
*colaborou Nanna Pôssa, repórter do Radiojornalismo da EBC

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22 de Novembro é dia de Santa Cecília...

Padroeira dos músicos, por isso hoje também é comemorado o dia do músico. O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor. Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.
O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, em pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações. A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.
A santa dos músicos
Santa Cecília viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convence-lo. Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo.

Mito grego
Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Fonte: UFGNet

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