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 A Rádio Campinarte na verdade é um blog com o objetivo de divulgar, promover e na medida do possível gerar renda para os artistas (músicos) em particular do Terceiro Distrito de Duque de Caxias no Rio de Janeiro.
Um blog com cara de rádio, notícias do mundo do rádio, cantores do rádio.Um blog que tem como uma de suas principais bandeiras os novos talentos sem esquecer dos grandes nomes da música popular brasileira de todos os tempos; sem esquecer os pioneiros, os baluartes, os verdadeiros ícones da era de ouro do rádio. Fazemos isso para que esses novos talentos não percam de vista nossas referências musicais que até hoje são veneradas mundo a fora - uma forma que encontramos de dizer um MUITO OBRIGADO àqueles que nos proporcionaram (e continuam proporcionando) com suas vozes, suas músicas, momentos de paz e alegria. Uma maneira de agradecer a todos que ajudaram a compor as trilhas sonoras de milhões e milhões de pessoas.
Este blog irá gradativamente estreitar os seus laços com as Rádios Comunitárias que desenvolvem um papel importantíssimo em nossos bairros.
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O SHOW DO COMÉRCIO DO CAMPINARTE

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Campinarte / Tropicália


Movimento musical que teve lugar a partir de 1967, pautado pela intervenção crítico-musical no cenário cultural brasileiro, liderado pelo compositor Caetano Veloso e do qual participaram, também, os compositores Gilberto Gil e Tom Zé, os poetas Torquato Neto e Capinam, os maestros de formação erudita Rogério Duprat, Damiano Cozzella e Júlio Medaglia, o grupo Os Mutantes, a cantora Gal Costa e o artista plástico Rogério Duarte, entre outros artistas. O movimento ressaltou, em sua estética, os contrastes da cultura brasileira, trabalhando com as dicotomias arcaico/moderno, nacional/estrangeiro e cultura de elite/cultura de massas. Absorveu vários gêneros musicais, como samba, bolero, frevo, música de vanguarda e o pop-rock nacional e internacional, e incorporou a utilização da guitarra elétrica. Estabeleceu uma interlocução com a poesia concreta paulista, tendo recebido apoio crítico de seus expoentes, Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari. O histórico remonta a discussões estéticas mantidas entre Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Torquato Neto, Rogério Duarte e o empresário Guilherme Araújo, em que eram colocadas em pauta questões como a necessidade de universalização da música brasileira em um contexto marcado hegemonicamente pela preocupação nacionalista de rechaçar a influência estrangeira. Em 1967, Gilberto Gil e Caetano Veloso participaram do III Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), já se apresentando ao lado de grupos de rock. Classificaram, em 2º e 4º lugares, respectivamente, suas canções "Domingo no parque", defendida por Gilberto Gil e Os Mutantes, e "Alegria, alegria", defendida por Caetano Veloso e os Beat Boys. Essa última, sucesso imediato nos programas de rádio, foi lançada em compacto simples, que somou 100 mil cópias vendidas, marca incomum para a época. 

Em seguida, foram lançados os primeiros discos tropicalistas de Gilberto Gil (com arranjos assinados pelo maestro Rogério Duprat) e de Caetano Veloso (com arranjos assinados pelos maestros Damiano Cozzella, Sandino Hohagen e Júlio Medaglia, todos ligados à música de vanguarda). O título da canção manifesto do movimento, "Tropicália" (Caetano Veloso), gravada por Caetano nesse LP, foi sugerido pelo produtor de cinema Luís Carlos Barreto, numa remissão a uma instalação assinada pelo artista plástico Hélio Oiticica. Em 1968, foi lançado o disco emblemático do movimento, "Tropicália ou panis et circensis", que incluiu canções de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Capinam e Tom Zé, interpretadas pelos autores, com arranjos do maestro Rogério Duprat. O LP contou, ainda, com a participação de Gal Costa, Nara Leão e o conjunto Os Mutantes. Nesse mesmo ano, Caetano Veloso participou do III Festival Internacional da Canção (Rede Globo) com sua música "É proibido proibir". Vaiado pela platéia, reagiu com um discurso de cunho estético e político. ("...Essa é a juventude que quer tomar o poder? Se vocês forem em política como são em estética, estamos perdidos..."). Ainda em 1968, os tropicalistas participaram de várias edições do programa "Discoteca do Chacrinha". Apresentaram-se, também nesse ano, na casa noturna Sucata (RJ). O cenário do show incluiu uma bandeira com a inscrição "Seja marginal, seja herói", obra assinada por Hélio Oiticica, que provocou a interrupção das apresentações pela censura federal. 

Caetano Veloso e Gilberto Gil comandaram, também em 1968, o programa "Divino maravilhoso", transmitido pela TV Tupi, com a participação de todos os artistas envolvidos com o movimento e de convidados como Jorge Ben, Paulinho da Viola e Jards Macalé. Após algumas edições, foi interrompido, em conseqüência do Ato Institucional nº 5. No dia 27 de dezembro de 1968, Caetano e Gil foram presos pela ditadura militar. No ano seguinte, seguiram para o exílio, em Londres, só retornando ao Brasil em 1972. O repertório do movimento incluiu, além das já citadas, canções como "Superbacana" (Caetano Veloso), "Soy loco por ti América (Gilberto Gil e Capinam), "Marginália 2" (Gilberto Gil e Torquato Neto), "Panis et circensis" (Gilberto Gil e Caetano Veloso), "Miserere nobis" (Gilberto Gil e Capinam), "Lindonéia" (Gilberto Gil e Caetano Veloso), "Parque industrial" (Tom Zé), "Geléia geral (Gilberto Gil e Torquato Neto), "Baby" (Caetano Veloso), "Enquanto seu lobo não vem" (Caetano Veloso), "Mamãe, coragem" (Caetano Veloso e Torquato Neto), "Bat macumba" (Gilberto Gil e Caetano Veloso), "Saudosismo", "Não identificado" (Caetano Veloso), "Divino, maravilhoso" (Gilberto Gil e Caetano Veloso), "2001" (Rita Lee e Tom Zé), "São São Paulo" (Tom Zé), entre outras. Em 1997, Caetano Veloso lançou o livro "Verdade tropical", pela Companhia das Letras, no qual apresenta depoimento pessoal sobre o movimento.

BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:

VELOSO, Caetano. Verdade tropical. São Paulo: Companhia das Letras,1997.


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22 de Novembro é dia de Santa Cecília...

Padroeira dos músicos, por isso hoje também é comemorado o dia do músico. O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor. Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.
O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, em pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações. A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.
A santa dos músicos
Santa Cecília viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convence-lo. Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo.

Mito grego
Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Fonte: UFGNet

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