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 A Rádio Campinarte na verdade é um blog com o objetivo de divulgar, promover e na medida do possível gerar renda para os artistas (músicos) em particular do Terceiro Distrito de Duque de Caxias no Rio de Janeiro.
Um blog com cara de rádio, notícias do mundo do rádio, cantores do rádio.Um blog que tem como uma de suas principais bandeiras os novos talentos sem esquecer dos grandes nomes da música popular brasileira de todos os tempos; sem esquecer os pioneiros, os baluartes, os verdadeiros ícones da era de ouro do rádio. Fazemos isso para que esses novos talentos não percam de vista nossas referências musicais que até hoje são veneradas mundo a fora - uma forma que encontramos de dizer um MUITO OBRIGADO àqueles que nos proporcionaram (e continuam proporcionando) com suas vozes, suas músicas, momentos de paz e alegria. Uma maneira de agradecer a todos que ajudaram a compor as trilhas sonoras de milhões e milhões de pessoas.
Este blog irá gradativamente estreitar os seus laços com as Rádios Comunitárias que desenvolvem um papel importantíssimo em nossos bairros.
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terça-feira, 25 de abril de 2017

Memória / Agostinho dos Santos


Agostinho dos Santos
 25/4/1932 São Paulo, SP 
 12/7/1973 Paris, França


Iniciou sua carreira no início dos anos 1950, como crooner da orquestra de Osmar Milani, na capital paulista. Nessa época, chegou a participar de alguns programas de calouros. Em 1951,  por indicação do trompetista José Luís, foi contratado pela Rádio América de São Paulo. Anos depois, seria contratado pela Rádio Nacional paulista. Gravou o primeiro disco em 1953 pelo selo Star com o samba "Rasga teu verso", de Sereno e Manoel Ferreira.  Em 1955, atuou na Rádio América de São Paulo e depois foi ao Rio de Janeiro para cantar com Ângela Maria, Sílvia Telles e a Orquestra Tabajara, na Rádio Mairynk Veiga. No mesmo ano, assinou contrato com a gravadora Polydor e lançou a toada "O vendedor de laranjas", de Albertinho e Heitor Carilo e o fox "A última vez que vi Paris", de J. Kern com versão de Haroldo Barbosa. Em 1956, gravou seu primeiro sucesso: a valsa "Meu benzinho", de Hawe, Gussin e Caubi de Brito. Por conta dessa música, recebeu os troféus Roquette Pinto e Disco de Ouro. Também no mesmo ano, gravou a primeira composição de sua autoria, o samba "Vai sofrendo", parceria com Vicente Lobo e Osvaldo Morige. Nesse período, teve rápida passagem pelo rock'n'roll gravando "Até logo, jacaré", versão de Júlio Nagib para "See you later, alligator", de Bill Halley & His Comets. Nesse mesmo ano, recebeu seu primeiro Disco de Ouro. Ainda em 1956, lançou pela Polydor o LP "Agostinho dos Santos" no qual interpretou o fox canção "Falam meus olhos", de Fernando César e Nazareno de Brito, a toada "O vendedor de laranjas", de Betinho, os fox "A última vez que vi Paris (The last time I saw Paris)", de J. Kern, e versão de Haroldo Barbosa, e "É tão gostoso amar (Open the window of your heart)", de Offmann e Manning, em versão de Édson Borges, o samba canção "Não digo", de Sebastião Gilberto e Antônio Bruno, a valsa lenta "Meu benzinho (My little one)", de Howe e Gussin, com versão de Cauby de Brito, faixa que contou com uma declamação de Walter Forster, o fox marcha "Pif-paf", de Portinho e Wilson Falcão, e a marcha fado "Canção do mar", de Frederico Brito e Ferrer Trindade. Ainda em 1956, foi escolhido pela equipe de redatores e repórteres da revista Radiolândia como a "Revelação do ano" na categoria cantor. Em 1957, gravou com acompanhamento da orquestra de Valdomiro Lemke os sambas canção "Chove lá fora", de Tito Madi e "Maria dos meus pecados", de Jair Amorim e Valdemar de Abreu. No mesmo ano, gravou a marcha "Maria Shangay", do jornalista e colunista social Ibrahim Sued, Alcyr Pires Vermelho e Mário Jardim. Nesse ano, recebeu seu segundo Disco de Ouro. Em 1958, lançou pela Polydor o LP "Uma voz e seus sucessos", trazendo as músicas "Desolação", de Othon Russo, "O amor não tem juízo", de Fernando César, e "Esquecimento", de Fernando César e Nazareno de Brito, "Chove lá fora", de Tito Madi, "Maria dos meus pecados", de Jair Amorim e Dunga, "Concerto de outono", de C. Bargoni e Danpa, e "Só você (Only you)", de B. Ram e A. Rand, em versões de Julio Nagib, "Triste a recordar", de Carmon Lewis, "Minha oração", de G. Boulanger, e versão de Cauby de Brito, "Faz mal pra mim", de Sidney Morais, Mário Donato e Heitor Carillo, "Pra lá e pra cá", de Mário Albanese e Armando Blundi Bastos, e "Três Marias", de Betinho e Nelson Figueiredo. Ainda em 1958, gravou com a orquestra de Valdomiro Lemke os sambas canção "Por causa de você" e "Estrada do sol", de Tom Jobim e Dolores Duran e "Se todos fossem iguais a você", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.  Foi agraciado no mesmo ano com seu terceiro Disco de Ouro. No mesmo ano, transferiu-se para a RGE e lançou a valsa "Meu castigo", de Onildo Almeida e o samba canção "Doi muito mais a dor", de Vadico e Edson Borges com acompanhamento da orquestra RGE dirigida por Enrico Simonetti. Também no mesmo ano, gravou os sambas canção "Chega de saudade", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes e "Balada triste", de Dalton Vogeler e Esdras Silva, com os quais fez grande sucesso. Ainda em 1958, lançou o LP "Antônio Carlos Jobim e Fernando César na voz de Agostinho dos Santos", seu último trabalho na Polydor no qual interpretou de Tom Jobim, as composições "Estrada do sol" e"Por causa de você", com Dolores Duran, "Sucedeu assim", com Marino Pinto, "Eu não existo sem você" e "Se todos fossem iguais a você", com Vinicius de Moraes, e "Foi a noite", com Newton Mendonça, e de Fernando César: "Tudo ou nada", "Dó-ré-mi", "Graças a Deus", "Segredo", "Deixe que eu possa esquecer" e "Crepúsculo", as duas últimas em parceria com Renato de Oliveira. Por causa desse elepê,  recebeu o convite de Tom Jobim e Vinícius de Morais para ser o intérprete da trilha de ambos para o filme "Orfeu do carnaval", de Marcel Camus, que lhe rendeu dois grandes sucessos: "Manhã de carnaval", de Luiz. Bonfá e Vinicius de Moraes e "A felicidade", de  Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Lançou também no mesmo período o LP "Agostinho espetacular", com o qual estreou na RGE com as obras "Balada triste", de Dalton Vogeler e Esdras Pereira da Silva, "Até o nome é Maria", de Billy Blanco, "Horóscopo", de Mário Donato e Heitor Carillo, "Um olhar um sorriso", de Guerra Peixe, "Flamingo", de Groya e Anderson, e versão de Ricardo Macedo, "Meu castigo", de Onildo Almeida, "Forças ocultas", com Antônio Bruno, "Tu és a dona de tudo", de Alcyr Pires Vermelho e Nazareno de Brito, "Sede de amor", de Mário Albanese, "Nem sol nem paz nem você", de Otello Zuccolo e Fernando César, e "Espera" e "Dói muito mais a dor", de Vadico e Édson Borges. Em 1959, gravou os sambas canção "Canção de amor" e "Manhã de carnaval", de Luiz Bonfá e Antonio Maria e "A felicidade", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, todos com grande sucesso. Gravou também a "Balada do homem sem Deus", de sua autoria e Fernando César com acompanhamento da orquestra RGE regida por Enrico Simonetti. No mesmo ano, gravou o LP "O inimitável Agostinho", também pela RGE, disco que incluía sucessos como "Hino ao sol", de Tom Jobim e Billy Blanco, "Eu sei que vou te amar", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, "Fim de caso", de Dolores Duran e "Feitio de oração", de Noel Rosa e Vadico, além das músicas "Eu sou de ser você", de Fernando César, "Saudade de Itapoã", de Dorival Caymmi, "Balada do homem sem Deus", com Fernando César, "Não tem solução", de Dorival Caymmi e Carlos Guinle, "Manhã de carnaval", de Luis Bonfá e Antônio Maria, "A felicidade", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, "A noite do meu bem", de Dolores Duran, "O morro", de Billy Blanco e Tom Jobim, "As aparências enganam" e "Eu não sou de reclamar", de Lupicínio Rodrigues, "Palpite infeliz", de Noel Rosa, e "Canção da volta", de Ismael Netto e Antônio Maria. Nesse ainda, recebeu seu quarto Disco de Ouro consecutivo. Em 1960, gravou os sambas canção "Cantiga de quem está só", de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, "Leva-me contigo", de Dolores Dura e os sambas "Saudade querida", de Tito Madi e "Chuva para molhar o sol", de sua autoria e Edson Borges. No mesmo ano, lançou o LP "Agostinho, sempre agostinho", com "Amor em paz", de Tom jobim e Vinicius de Moraes, "Dindi", de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, "Na solidão da noite", de Tom Jobim, "Céu e mar", de Johnny Alf, "Mais que minha vida", de Antônio Maria e Pernambuco, "Leva-me contigo", de Dolores Duran, "Chora tua tristeza", de Oscar Castro Neves e Luvercy Fiorini, "Saudade querida", de Tito Madi, "Beleza moça", de Garoto, "Chuva pra molhar o sol", com Édson Borges, "Coisas certas", de Roberto Ribeiro e Waltinho, e "Mulher passarinho", de Caetano Zamma e Roberto Freire. No ano seguinte, gravou o samba canção "Nossos momentos", de Haroldo Barbosa e Luiz Reis, e o samba "Distância é saudade", de sua autoria. Nesse mesmo ano, a RGE lançou o LP "Agostinho canta sucessos", que trazia sucessos da época como "Mulher de trinta", de Luiz Antônio, "Por quem sonha Ana Maria", de Juca Chaves, "Serenata suburbana", de Capiba, "Negue", de Enzo de Almeida Passos e Adelino Moreira, "Devaneio", de Djalma Ferreira e Luis Antônio, "Pior pra você", de Almeida Rego e Evaldo Gouveia, "Ninguém é de ninguém", de Umberto Silva, Toso Gomes e Luis Mergulhão, "O amor e a rosa", de Pernambuco e Antônio Maria, "Ri", de Luis Antônio, "Esmeralda", de Filadelfo Nunes e Fernando Barreto, "Estou pensando em ti", de Raul Sampaio e Benil Santos, e "Olhos castanhos", de Alves Coelho Filho. Ainda em 1961, lançou o LP "A presença de Agostinho" interpretando "Uma vez mais", "Lourdes" e "Eu e tu", da dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorim, "Escreva-me (Scrivimi)", de Raimondi e Frati, e versão de Ghiaroni, "Nossos momentos", de Haroldo Barbosa e Luis Reis, "Ajudai o próximo" e "Na casa do Antônio Job", de Monsueto e Venâncio, "Lúcia", de Édson Borges, "Doente", de Carlos Coquejo, "Mãos calmas", de Luis Bonfá e Ronaldo Bôscoli, "Canção para acordar você", de Tito Madi, e "Distância é saudade", de sua autoria. Em 1962, gravou o LP "Agostinho dos Santos canta boleros famosos" cantando grandes sucessos românticos da epoca: "Noite de ronda (Noche de ronda)", de Maria Teresa Lara, e versão de José Fortuna, "Vida minha (Vida mia)", de J. Morcillo e F. Garcia Morcillo, e versão de Julio Nagib, "Angustia", de O. Brito, e versão de A. Bourget, "Dedicação (Sinceridad)", de G. Perez, e versão de Ghiaroni, "Frenesi", de A. Dominguez, e versão de Lina Pesce, "Oracion Caribe", de Agustin Lara, "Aqueles olhos verdes (Aquellos ojos verdes)", de N. Menendez, e versão de João de Barro, "Quiereme mucho", de Gonzalo Roig, e versão de Mário Mendes, "Acerca-te mais (Acercate mas)", de O. Farres, e versão de Marcos Augusto, "Pecado", de Francini, Pontier e Bahr, e versão de Carlos Américo, "Vereda tropical", de Gonzalo Curiel, e versão de Paulo Gilvan, e "Perfídia", de A. Dominguez. No mesmo ano, participou do Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall, em Nova York (EUA), acompanhado pelo conjunto de Oscar Castro Neves. Em 1963, gravou em dueto com a cantora Rosana o "Samba em prelúdio", de Vinicius de Moraes e Baden Powell. No mesmo ano, lançou outro LP cantando boleros, dessa vez todfos em espanhol: "Mais boleros famosos - Agostinhos dos Santos em espanhol" do qual fizeram parte os boleros "Solamente uma vez" e "Amor de mis amores", de Agustin Lara, "Amor" e "Mar", de Lopes Mendez e Gabriel Ruiz, "Angelitos negros", de Manuel Alvarez Maciste e Andres Eloy Blanco, "Noche de luna" e "Calla tristesa", de Gonzalo Curiel, "Recuerdos de ti", de Roque Carbajo, "Lindissima", de J. Quirós, "Campanitas de cristal", de Rafael Hernandez, "Presentimiento", de Emílio Pacheco, e "Sueños de Paris", de J. Quirós. Lançou em 1964, o LP "Vanguarda", no qual interpretou sete composições da dupla Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli: "Vagamente", "Telefone", "Rio", "Amor a 120", "Negro", "Além da imaginação" e "A morte de um Deus de sal". Também fizeram parte desse disco as músicas "Amanhecendo" e "Noite de paz", de Roberto Menescal e Luis Fernando Freire, "Moça flor", de Durval Ferreira e Luis Fernando Freire, "Melhor voltar", de Luis Carlos Vinhas e Luis Fernando Freire, e "Pra que chorar", de Vinicius de Moraes e Baden Powell. Fez várias excursões ao exterior, tendo se apresentado no Chile, Argentina, México, Itália, Portugal e nos Estados Unidos, onde cantou ao lado de Johnny Mathis. Na Itália atuou ao lado da cantora Caterina Valente, grande sucesso na época. Em 1966, lançou pelo selo Elenco o LP "Agostinho dos Santos", com destaque para "O canto de Ossanha", de Baden Powell e Vinicius de Moraes, "Arrastão", de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, "Favelado", de Zé Kéti e "Preciso aprender a ser só", de Paulo Sergio Valle e Marcos Valle. Também estavam nesse LP as canções "Seu encanto", de Paulo Sergio Valle, Marcos Valle e Pingarilho, "Dorme profundo" e "Vem", de Marcos Valle e Paulo Sergio Valle, "Só de você", de Lúcio Alves e Geraldo Casé, "Último canto", de Francis Hime e Ruy Guerra, e "Das rosas", de Dorival Caymmi. Em 1967, gravou o elepê "Música nossa", pelo selo Ritmos/Codil no qual interpretou "Travessia", de Milton Nascimento e Fernando Brant, música que ele havia indicado, juntamente com "Maria minha fé" e "Morro Velho", ambas também de Milton Nascimento ao diretor artístico do II FIC, do Rio de Janeiro, o maestro Elmir Deodato, o que transformaria no primeiro padrinho artístico do futuro astro da MPB. Este disco incluía ainda "Ponteio", de Capinan e Edu Lobo, e "Carolina", de Chico Buarque, além de "Oferenda", de Lenita e Luiz Eça, e "Sim pelo não", de Alcivando Luz e Carlos Coquejo, que contaram com a participação especial da então iniciante Beth Carvalho. Ainda naquele ano, alavancou a participação de Milton Nascimento no II FIC, prestigiando o então desconhecido cantor e compositor em inúmeras entrevistas em que o considerava a "grande revelação da nova MPB". Ainda em 1967, lançou pela gravadora pernambucana Mocambo o LP "Agostinho dos Santos" cantando "Vem ouvir o amor" e "Brisa", de Eugênio Pepe e Francisco Nicholson, "Vem chegado a madrugada", de Zuzuca e Noel Rosa de Oliveira, "Tristeza", de Haroldo Lobo e Niltinho Tristeza, "Mona Ami Zeca", e "Carnaval Iolo buá" com adaptações de F. Pereira, "Em Luanda saudade de Luanda", de Eleutério Sanches, "Mulata é a noite", de A. Tavares da Silva e A. Maria Mascarenhas, "A banda", de Chico Buarque, "Canção de ser triste", de Jorge Costa Pinto e Jerônimo Bragança, "Outra vez", de Jorge Costa Pinto e Antônio José, e "Aprende a viver", com Matos Maia.  Participou, em 1968, do III FIC, da TV Globo (RJ), ocasião em que interpretou a música "Visão", de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar. Em 1969, passou a gravar pela Continental e lançou LP no qual interpretou as músicas "Aquarela do Brasil" e "Na baixa do sapateiro", de Ary Barroso, "Hava nagila", de A. Z. Idelsohn, "Saint Louis blues", de W. C. Handy, "O sole mio", de Di Capua e Capurro, "Quiereme mucho", de Gonzalo Roig, "Um jour tu verrás", de Mouloudji e G. V. Parys, "Hymne a l'amour", de Edith Piaf e Marguerite Monnot, "Douce France", de Charles Trenet, "Samba do Orfeu", de Luis Bonfá e Antônio Maria, "Night and day", de Cole Porter, "A felicidade", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, "Besame mucho", de Consuelo Velasquez, "Sá Marina", de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, e "Manhã de carnaval", de Luis Bonfá e Antônio Maria. Em 1970, gravou pelo selo London/Odeon o LP "Agostinho dos Santos", no qual interpretou "O diamante cor de rosa", de Erasmo Carlos e Roberto Carlos, "Pra dizer adeus", de Edu lobo e Torquato Neto, "Felicia", de José Jorge e Ruy Maurity, "Nosso caminho", de Olmir Stocker "Alemão" e Newton de Siqueira Campos, "Samba de Orfeu", de Luis Bonfá e Antônio Maria, "Gente humilde", de Garoto, Vinicius de Moraes e Chico Buarque, "Morte do amor", de Antônio Carlos Marques, Jocafi e Alberto Santos Pinheiro, "Canto de esquecer", de Walter Santos e Tereza Souza, "Você gostou", de Newton Braz e Fernando César, "Vim pra ficar", de Codó e Heloísa Serra, "Pra dizer adeus", de Edu Lobo e Torquato Neto, e "Vai pensamento", de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Em 1973, a Continental lançou LP que levou seu nome e que trazia entre outras, "O amor está no ar", de sua parceria com Joab Teixeira, além de antigos sucessos. Curiosamente, uma de suas últimas gravações foi "Avião", de Maurício Einhorn, Durval Ferreira e Hélio Mateus. Gravou 25 discos em 78 rpm, pela Star e RGE, e 16 LPs pela Polydor, RGE, Elenco, Mocambo, London e Continental. Alés dos discos de carreira, após sua morte suas gravações foram incluídas em mais de dezcoletâneas. Interpretações suas também estão p´resentes em mais de 50 LPs tais como o que registou o concerto no Carnegie Hall, em 1963, coletâneas de bolero, de bossa nova, de músicas de natal, com sucessos do ano e outras, além daquelas lançada em 1990 pela gravadora RGE intitulada "Grandes compositores" na aparecem gravações suas para obras de Dolores Duran, Vinícius de Moraes, Luiz Antônio e Dorival Caymmi. Em julho de 2008, o jornal do Brasil publicou reportagem com sua filha Nancy dos Santos, proprietária do bar "Ferradura", na cidade paulista de São José dos Campos que virou um espaço de preservação da memória do cantor com a exibição de capas de discos, fotos e documentos sobre sua carreira. Nancy dos Santos foi parceira do pai na música "Paz sem cor", que seria apresentada pelo cantor num festival de música que seria realizado na Grécia. Ela, no entanto, não embarcou com o pai que acabaria vitimado no acidente aéreo no aeroporto de Orly na França. Além de prestar tributo à memória do pai, Nancy dos Santos reivindica que haja um maior reconhecimento sobre a importância artística e histórica do cantor, lembrando que ele foi o mais aplaudido artista no histórico show realizado no Carnegie Hall em 1962. Em 2014, foi homenageado pelo selo Discobertas com o lançamento da caixa com 4 CDs "Bossa Nova - Vol. 1" com quatro LPs lançados por ele entre 1958 e 1961: "Agostinho espetacular", de 1958; "Inimitável", de 1959; "Agostinho sempre Agostinho", de 1960, e "Agostinho canta sucessos", de 1961. Em reportagem no jornal O Dia assim se reportou ao lançamento o crítico Mauro Ferreira: "Pela audição dos quatro discos, dá para perceber o ecletismo de Agostinho, "croner" diplomado na escola informal das orquestras e rádios da década de 1950. A inclusão de faixas-bônus valoriza as reedições. "Agostinho espetacular", por exemplo, chega ao formato de CD com três fonogramas adicionais, extraídos de discos 78 rotações por minuto. A faixa-bônus mais valiosa é "Chega de saudade" em gravação feita no fim de 1958, no embalo do lançamento do samba por João Gilberto. "Inimitável" traz músicas de Dolores Duran e Noel Rosa no repertório. O álbum mais dominado pelo repertório da bossa é "Agostinho sempre Agostinho", mas é redutor associar somente à bossa essa voz calada em 1973, em Paris, em acidente aéreo. Agostinho dos Santos voou em muitos céus".

http://dicionariompb.com.br/agostinho-dos-santos/dados-artisticos

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22 de Novembro é dia de Santa Cecília...

Padroeira dos músicos, por isso hoje também é comemorado o dia do músico. O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor. Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.
O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, em pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações. A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.
A santa dos músicos
Santa Cecília viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convence-lo. Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo.

Mito grego
Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Fonte: UFGNet

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