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 A Rádio Campinarte na verdade é um blog com o objetivo de divulgar, promover e na medida do possível gerar renda para os artistas (músicos) em particular do Terceiro Distrito de Duque de Caxias no Rio de Janeiro.
Um blog com cara de rádio, notícias do mundo do rádio, cantores do rádio.Um blog que tem como uma de suas principais bandeiras os novos talentos sem esquecer dos grandes nomes da música popular brasileira de todos os tempos; sem esquecer os pioneiros, os baluartes, os verdadeiros ícones da era de ouro do rádio. Fazemos isso para que esses novos talentos não percam de vista nossas referências musicais que até hoje são veneradas mundo a fora - uma forma que encontramos de dizer um MUITO OBRIGADO àqueles que nos proporcionaram (e continuam proporcionando) com suas vozes, suas músicas, momentos de paz e alegria. Uma maneira de agradecer a todos que ajudaram a compor as trilhas sonoras de milhões e milhões de pessoas.
Este blog irá gradativamente estreitar os seus laços com as Rádios Comunitárias que desenvolvem um papel importantíssimo em nossos bairros.
A Rádio Campinarte tem (fundamentalmente) um compromisso com a qualidade e o bom gosto / e qualidade e bom gosto nos vamos pinçar nos nossos bairros, o que nós queremos mesmo é fazer jus ao nome: RÁDIO CAMPINARTE - O SOM DAS COMUNIDADES.

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O SHOW DO COMÉRCIO DO CAMPINARTE

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Memória / Carlos Galhardo


Catello Carlos Guagliardi
 24/4/1913 Buenos Aires, Argentina 
 25/7/1985 Rio de Janeiro, RJ



Em 1933, lançou seu primeiro disco com as marchas  "Você não gosta de mim", dos Irmãos Valença e "Que é que há",  de Nelson Ferreira com acompanhamento do grupo da Guarda Velha. Menos de um mês depois gravou, também com acompanhamento do Grupo da Guarda Velha, os sambas "Para onde irá o Brasil" e "É duro de se crer", de Assis Valente, que em início de carreira estava a procura de um intérprete e lhe ofereceu esses sambas. No mesmo ano, gravou com acompanhamento do grupo Diabos do Céu os sambas "Ingratidão", de Erlúcio Godoy e Orlando Machado; "Não te quero mais", de André Filho; "Samba nupicial", de Barros de Souza, e "Sonho", de Ataulfo Alves. Também no mesmo ano, lançou a marcha "Boas festas", de Assis Valente, composta no Natal de 1932 por um solitário Assis Valente no quarto onde morava na Praia de Icaraí em Niterói, e que se tornaria canção natalina extremamente conhecida  dos brasileiros e uma das poucas do gênero que conseguiu sobreviver. Seu sucesso foi de extrema importância para ambos, em início de carreira à época do lançamento.  No carnaval de 1934, obteve enorme sucesso com "Carolina", marcha de Bonfiglio de Oliveira e Hervê Cordovil gravada em novembro do ano anterior. No mesmo ano, gravou ainda na Victor mais duas composições de Assis Valente, a marcha "Marcolina" e o samba "Sinos da Penha". Ainda no mesmo ano, passou a gravar pela Columbia, estreando com as marchas "Subindo...vai subindo", de Valfrido Silva e "Olha lá um balão", de Wilson Batista e Roberto Martins. Em 1935, gravou três discos na Columbia incluindo a marcha "Mariana", de Bonfiglio de Oliveira e Lamartine Babo e o samba "É de verdade", de Herivelto Martins e Bonfiglio de Oliveira. No final do mesmo ano, gravou o primeiro disco pelo selo Odeon com a marcha "Vem mulata" e o samba "Já é demais", da dupla Alcebíades Barcelos e Armando Marçal. Em 1936, gravou mais cinco discos pela Columbia com sambas e marchas, entre as quais, os sambas "Choro", de Roberto Martins e Ataulfo Alves, e "Não posso resistir", de Ataulfo Alves, e as marchas "Papai Noel", de Ataulfo Alves e Alcebíades Barcelos, "Morena", de Roberto Martins, e "Rei vagabundo", samba de Ataulfo Alves, que era seu companheiro habitual juntamente com Roberto Martins nas noitadas cariocas. Foi convidado a trabalhar na Rádio Cajuti e na Rádio Tupi e assinou contrato com a gravadora Odeon. No mesmo ano, lançou pela Odeon a marcha "Colombina do amor", de Ataulfo Alves e Alberto Ribeiro, e o samba "Enquanto a cidade dorme", de Roberto Martins. Ainda no mesmo ano, gravou na Victor a marcha "Madalena", de Bonfíglio de Oliveira e o samba "Você não sabe amar", de Ataulfo Alves e Alcebíades Barcelos e estreou como cantor romântico com "Cortina de veludo", valsa-canção de Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago, música que marcou época no Rio de Janeiro. Até então, apresentara-se como "free lancer" em muitas estações de Rádio, dentre as quais a Educadora, Mayrink, Sociedade e Clube. Nesse ano, assinou seu primeiro contrato com a Rádio Cruzeiro do Sul.  Em 1937, gravou com acompanhamento a Orquestra Copacabana as valsas "Assim acaba um grande amor" e "E o destino desfolhou", da dupla Gastão Lamounier e Mário Rossi, com a qual fez bastante sucesso, e com o acompanhamento do regional de Benedito Lacerda a valsa "É quase a fellicidade" e o samba "E a saudade ficou", de Benedito Lacerda e Jorge Faraj. No mesmo ano, gravou da dupla João de Barro e Alberto Ribeiro a valsa "Amar até morrer" e o samba "Eu sei de alguém" com acompanhamento da Orquestra Copacabana. Também no mesmo ano, gravou na Victor o fox-canção "Vela branca sobre o mar", de José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago, as valsas "Mais uma valsa... mais uma saudade", de José Maria de Abreu e Lamartine Babo e "Tens razão", de Newton Teixeira e Orestes Barbosa, e o "Samba da garota bonita", Newton Teixeira e Cristóvão de Alencar. Ainda nessa época, alcançou grande sucesso com a gravação de "Italiana" valsa de Paulo Barbosa, José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago.  A partir dessa gravação, a carreira do cantor  foi repleta de grandes sucessos, tornando-se  um dos quatro grandes cantores da era do rádio, ao lado de Orlando Silva, Sílvio Caldas e Francisco Alves. Transferiu-se para a Rádio Mayrink Veiga onde permaneceu por um período de 11 anos. Também em 1937, atuou no filme "Samba da vida", de Luiz de Barros. No início de 1938, lançou o samba "Cantar pra não chorar", de Heitor dos Prazeres e Paulo da Portela, gravado em fins do ano anterior. No mesmo ano, gravou o frevo-canção "Máscara de veludo", e o maracatu "Pisa baiana", dos Irmãos Valença, e o frevo- canção "Corre Faustina", de Nelson Ferreira. Ainda no mesmo ano, lançou as valsas "Noite sem luar", de José Maria de Abreu e Francisco Matoso, e "Alguém", da dupla José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago, e o fox-canção "Vinte e quatro horas sem amor" e a valsa "Meu sonho é só meu", da dupla Georges Moran e Osvaldo Santiago, gravadas no ano anterior. Também no mesmo ano, participou do filme musical "Banana da terra" dirigido por J. Rui. Em 1939, provavelmente o ano culminante de sua carreira,  gravou o fox-canção  "Linda Butterfly", a valsa "Perfume de mulher bonita"e o fox "Dia há de chegar", as três de George Moran e Osvaldo Santiago, e o samba "Você me deixou", de Ataulfo Alves e Armando Marçal. No mesmo ano, gravou o samba "Favela", de Roberto Martins e Valdemar Silva e a toada "Maringá", de Joubert de Carvalho, com a qual fez bastante sucesso. Nesse mesmo ano, atuou no filme "Banana da terra", de J. Rui cantando as músicas "Mares da China", de João de Barro e Alberto Ribeiro, "Sei que é covardia, mas...", de Ataulfo Alves e Claudionor Cruz e "Sem banana", de João de Barro e Alberto Ribeiro. Em 1940, participou do filme "Vamos cantar", de Leo Martin. No mesmo ano, gravou as valas "Beija-flor", de Roberto Martins e Torres Homem, e "Lago azul", de Roberto Martins e Mário Rossi, as marchas "Canção do trabalhador" e "De braços abertos", de Ari Kerner e a canção "Conversando com a saudade", e a valsa "Preso ao teu sorriso", da dupla Alberto Ribeiro e Antônio Almeida. Também no mesmo ano, gravou os frevos-canções "O vento levou....", de Nelson Ferreira e "Não se esqueça morena de mim", dos Irmãos Valença. No ano seguinte atuou no filme "Entra na farra", de Luís de Barros cantando "Lagoa azul" e "Sob duas bandeiras", que ficou inédita em discos. Para o carnaval de 1941, gravou  a marcha "Ala-la-ô",  de Haroldo Lobo e Nássara e a valsa "Nós queremos uma valsa" , de Nássara e Frazão, a primeira é até hoje um clássico e a segunda ganharia o concurso de músicas para o carnaval apesar do ritmo valseado. No mesmo ano, gravou a valsa "Saudades de Matão", de Jorge Galatti, Antenógenes Silva e Raul Torres, e o fox-canção "Sombras ao luar", de José Maria de Abreu e Francisco Matoso. No final de 1941, gravou quatro frevos lançados no início do ano seguinte: "Cadê Tereza" e "Quero ver quebrar", de Marambá, e "Tá...ra...la...lá..." e "Rosinha", dos Irmãos Valença. Em 1942, gravou as valsas "Vivendo à margem da vida", de Pedro Caetano e Paulo Barros, "Sol e chuva", de Roberto Martins e Jorge Faraj, "Que importa", de Mário Lago, e "A mulher que eu tanto adoro", de Georges Moran e Mário Rossi, a valsa-canção"Ai de mim se ela não voltasse", de Alcyr Pires Vermelho e Pedro Caetano, e o samba "Castigo de Deus", de Germano Augusto, Kid pepe e J. Piedade. Ainda no mesmo ano,  gravou o samba "Largo da Lapa", de Marino Pinto e Wilson Batista, e a marcha "Flor morena", de Gastão Viana e Mário Rossi. No ano seguinte, gravou com o acompanhamento de Passos e sua orquestra o frevo "Teus olhos", de Capiba, e os frevos-canções "Vamos cair no frevo", de Marambá, e "Brincando de esconder", de Nelson Ferreira e Ziul Matos. Ainda em 1943, gravou aquele que seria um de seus maiores sucessos e que se tornaria um espécie de prefixo seu, a valsa "Fascinação", de Marchetti, com versão de Armando Louzada. Também no mesmo ano, gravou com  Zaccarias e sua Orquestra os frevos-canções "Cai, cai", de Marambá, "Primeira bateria", de Capiba e "Bye, bye, my baby", de Nelson Ferreira.  Em 1944, gravou o fox "Rosa de maio", que obteria sucesso na época e nos anos subsequentes, e a valsa "Gira...gira...gira...", da dupla Custódio Mesquita e Evaldo Rui, com acompanhamento de Custódio Mesquita e sua orquestra; as valas "Empresta-me teus olhos", de Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago, "Convite à valsa", de Antônio Almeida, "Indiferença", de Geoerges Moran, com letra do poeta J. G. de Araújo Jorge, e o bolero "Talvez", de José Maria de Abreu e Ari Monteiro. Também no mesmo ano, voltou a gravar com Zaccarias e sua orquestra registrando os frevos-canções "Vamos virar", de Marambá, "Amar...e nada mais!", de Nelson Ferreira e "Senhorita Saudade", dos Irmãos Valença. Em 1945, brilhou com as valsas "Será?", de Mário Lago e "Bodas de prata", de Roberto Martins e Mário Rossi. Esta última seria executada nos vinte e cinco anos subsequentes nas celebrações dos casais que comemorassem bodas de prata de casamento. Neste mesmo ano,  lançou pela Continental atuando ao lado de  Dalva de Oliveira  e  Os Trovadores a adaptação de João de Barro para a história infantil "Branca de Neve e os sete anões" com músicas de Radamés Gnattali. Também no mesmo ano, gravou o samba "Canário", de Orestes Barbosa e Ari Monteiro, e o fox "Minha confissão", de Fats Elpídio e Evaldo Rui. Em 1946, gravou as valsas "Se a vida fosse sempre assim", de Newton Teixeira e Mário Lago e "Rosa Maria", de Roberto Martins e Evaldo Rui, e os sambas "Despeito", de Marino Pinto e Valdemar Gomes, e "Também tenho coração", de Marino Pinto e Jorge de Castro. No mesmo ano, voltou a gravar frevos-canções com Zaccarias e sua orquestra: "Quem quebrou sua cuíca", dos Irmãos Valença, e "O tocador de trombone", de Capiba. Ainda nesse ano, atuou no filme "Sob a luz do meu bairro", de Moacyr Fenelon no qual interpretou a música "Estrela cadente". Atuou ainda em "Pra lá de boa", filme de Luiz de Barros.  Em 1947, gravou o samba "Um de menos", de Cícero Nunes e Aldo Cabral, a valsa "Três amores", de José Maria de Abreu e Jair Amorim, as marchas "A marcha da lua", de Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti, e "Ré misteriosa", de Roberto Martins e Alberto Ribeiro e, com Zaccarias e sua orquestra os frevos- canções "Vem meu amor", de Marambá, e "Eu sou assim", de Gildo Moreno. Em 1948, transferiu-se para a Rádio Nacional onde permaneceu por quatro anos. Neste mesmo ano, gravou os sambas "23 de abril" e "Neste mundo e no outro" e a marcha "Canta vagabundo", de Roberto Martins e Ari Monteiro, e "Saudade do Maranhão", valsa de Roberto Martins e  Dilu Melo. Em 1949, gravou os frevos-canções "Morena da Sapucaia", dos Irmãos Valença, "Conhece Recife?", de Gildo Moreno, "Quando se vai um amor", de Capiba e "Primeiro amor", de Benedito Santos. Gravou também o bolero "Amar", de José Maria de Abreu e Jair Amorim, e o samba "Não me odeies assim", de Newton Teixeira. Em 1950, lançou a toada "Canções de toda gente", de Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago, os sambas "Um gesto...uma frase", de Roberto Martins e Mário Lago e "Você não me beija", de Peterpan e Ari Monteiro, a valsa "Última inspiração", de Peterpan e o samba-canção "Foi um sonho", de Klécius Caldas e Francisco Alves. No mesmo ano, voltou a gravar frevos-canções, para o carnaval do ano seguinte: "O teu lencinho", dos Irmãos Valença, "Tá sobrando mulher", de Carnera e "Eu durmo devagar", de Marambá.  Em 1951, gravou o samba-canção "Amor de ontem", de Newton Teixeira e Fernando Lobo, as valsas "Meu São Jorge", de Marino Pinto e Mário Rossi e "Cartas coloridas", de Silvino Neto, os sambas "Eu não quero", de Ataulfo Alves e "São Paulo coração do Brasil" e a toada "Doce amor", as duas últimas de Francisco Alves e David Nasser. Em 1952 passou a trabalhar na Rádio Mayrink Veiga e na Rádio Mundial. Nessa época foi a Portugal, apresentando-se com sucesso neste país pelo período de um ano. Nesse ano, gravou uma série de quatro disco com composições de Custódio Mesquita: a valsa "Caixinha de música" e a marcha "Se a lua contasse", apenas de Custódio, o samba "Preto velho", com Jorge Faraj, a valsa "Mês de maio", com Edgar Proença, o fox-canção "Naná", com Jardel Boscoli e Geysa Boscoli e as valsas "O pião" e "Velho realejo" e o o fox-canção "Mulher", as três últimas com Sadi Cabral. Em 1953, foi eleito "Rei do disco" pela Revista do Disco. Nesse ano, gravou o samba-canão "Eu acuso", de Francisco Alves e René Bittencourt, o baião "Quando eu era pequenino", de Francisco Alves, David Nasser e Felisberto Martins, o samba "Uma cruz na estrada", de Ari Monteiro e Irani de Oliveira, o bolero "Te quero tanto", de Lourival Faissal e Ari Monteiro, a valsa "Tanta mentira", de Mário Lago e Getúlio Macedo, a toada "Ai! Meu bem", de Zé Dantas e o samba "Ninguém te afastará de mim", do russo Georges Moran em parceria com o poeta J. G. de Araújo Jorge, entre outras. No ano seguinte fez diversas gravações incluindo o samba "A rua onde moras", de Herivelto Martins e David Nasser, o baião "Um trem, uma saudade", de Hervê Cordovil e Alberto Ortiz e os sambas-canção "Quisera", de René Bittencourt e "Fui eu", de José Maria de Abreu e Jair Amorim. Em 1955, participou do filme "Carnaval em lá maior", de Ademar Gonzaga. Nesse ano, gravou os sambas "Novamente abril", de Irani de Oliveira e Ari Monteiro, "Pois é", de Ataulfo Alves, que obteria grande sucesso no carnaval de 1956, e "Balada do Rio Doce", de Jair Amorim e Alcyr Pires Vermelho, o fox "Fala-me de amor", de Georges Moran e Osvaldinho, a marcha "Rio dos meus amores", de Jair Amorim e Alcyr Pires Vermelho e as valsas "Madre Rosa", de René Bittencourt e "Valsa da boa viagem", de Mário de Paoli e Osvaldinho. Em 1956, gravou da dupla Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago o fox "Rua escura" e a valsa "Cortina de veludo". Gravou também o fado "Lisboa antiga", de Raul Portela, J. Galhardo e A . do Vale, música que esteve em todas as paradas de sucesso da época, o tango "Meus oito anos", com música de Silvino Neto para o poema de Casimiro de Abreu e o maxixe "São Paulo dos lampeões", de Victor Simon. No mesmo ano, lançou seu primeiro LP com as faixas "Madame Pompadour", "Salambõ", "Canções de toda gente", "Rua escura", "Lenda árabe", "Um beijo em cada dedo" e "Cortina de veludo", todas da dupla Osvaldo Santiago e Paulo Barbosa, além de "Italiana", da mesma dupla em parceria com José Maria de Abreu. Ainda nesse ano, cantou o número "O coco", no filme "Carnaval em lá maior", de Adhemar de Gonzaga. Em 1957, atuou no filme "Metido a bacana", de J.B. Tanko. Nesse ano, lançou o LP "Sambas de ontem", no qual interpretou clássicos como "Divina dama", de Cartola, "Se você jurar", de Nilton Bastos, Erasmo Silva e Francisco Alves, "Saudade dela", de Ataulfo Alves e "A malandragem", de Bide e Francisco Alves. Ainda no mesmo ano, gravou o clássico bolero "Boneca cobiçada", sucesso da dupla sertaneja Biá e Bolinha e  fez sucesso nas festas de final de ano com as valsas "Natal das crianças", de Blecaute e "O velhinho", de Octávio Babo Filho, primo de Lamartine Babo. Em 1958, gravou o LP "Carroussel de melodias" com antigos sucessos seus como "Fascinação" e "Maringá", além de outras como "Canção do lar", de Carlos Morais, "Morreu meu coração", de Lindolfo Gaya e José Carlos, "Ser ou não ser", de Fernando César e "Academia da vida", de Rui Morais e Silva. No ano seguinte lançou LP com as músicas "Fim de estrada", de Adelino Moreira, "Idéias erradas", de Ribamar e Dolores Duran, que mais tarde viria a ser uma das clássicas da dupla, "Olhos castanhos", de Bruno Marnet e William Duba, "Presunçosa", de Antônio Almeida e "O bilhete", de Carlos Morais, entre outras. Ainda em 1959, gravou em 78 rpm para o dia das mães com as valsas "Mamãe, mamãezinha", de Octávio Babo Filho e "Imagem de mãe", de Oton Russo e José Nunes. Nesse ano, lançou pela RCA Victor o LP "Carlos Galhardo" com as músicas "Fim da estrada", de Adelino Moreira; "Sinto que a vida se vai (Se me va la vida)", de Alfredo Gil, e versão de Fernando César; "Ela ficou", de Geraldo Serafim e Armando Nunes; "Sayonara", de Irving Berlin, e versão de Haroldo Barbosa; "Idéias erradas", de Ribamar e Dolores Duran; "O bilhete", de Carlos Morais; "A devota e o pecador", de Adelino Moreira; "Presunçosa", de Antônio Almeida; "Ela mora na minha rua", de Carlos Morais; "Tarde demais para esquecer (No affair to remember)", de Adamson, McCarey e Chandler, e versão de Alberto Ribeiro; "Traição", de Newton Teixeira e J. Audi, e "Olhos estranhos", de William Duba e Bruno Marnet.  Em 1960, lançou o LP "Ele canta para você" interpretando "lua indiscreta", de Raul Sampaio e Ivo Santos, "Saúde, paz e amor", de Erasmo Silva, "Eu sei amar", de Almeida Rêgo e Irani de Oliveira, "Manhã de luz", de Horondino Silva e "Destinos diferentes", de Carlos Morais. Nesse mesmo ano, gravou as valsas "Rapaziada do Braz", de Alberto Marino e "Ave Maria", de Erotides de Campos. Em 1961, gravou a guarânia "Orgulho", de René Bittencourt, o samba "Não diga nada", de Carlito e Noaci de Marcenes, as valsas "Canção do bom viver", de Erasmo Silva e Valdir Finotti e "Valsa dos namorados", de Silvino Neto e os boleros "Insensatez", de Carlos Morais e "Esmagando rosas ", de David Nasser e Alcyr Pires Vermelho. No mesmo ano gravou o LP "Carlos Galhardo o rei da valsa" no qual interpretou valsas clássicas como "Último beijo", de Jorge Faraj e Roberto Martins, "Boneca", de Aldo Cabral e Benedito Lacerda, "Mimi", de Uriel Lourival e outras. Gravou ainda no mesmo ano o LP "Evocação" interpretando "Guacira" e "Favela", de Joracy Camargo e Hekel Tavares, "Casa de caboclo", de Luiz Peixoto e Hekel Tavares, "Valsa dos namorados", de Silvino Neto e "Mágoas de caboclo", e J. Cascata e Leonel Azevedo. Em 1962, gravou para o carnaval, embora sem maiores repercussões, as marchas "Maria trapalhona", de Antônio Almeida e Jorge de Castro e "Rio enxuto", de Octávio Babo Filho. Nesse mesmo ano, lançou o LP "Jóias musicais de Joubert de Carvalho", no qual interpretou "Baía da Guanabara", "O tempo que ficou", "Minha casa", "Lembro-me ainda" e a clássica "Maringá", entre outras. Com o advento da bossa-nova e o declínio do rádio, que daria lugar a TV, sua carreira começou a entrar em declínio. Em 1963, lançou o LP "Se essa rua fosse minha" no qual interpretou diversas modinhas clássicas como "Ontem ao luar", de Catulo da Paixão Cearense, "Na casa branca da serra", de Guimarães Passos e Miguel Emídio Pestana, "Mimosa", de Leopoldo Fróes, "Casinha pequenina", de domínio público e "Luar de Paquetá", de Hermes Fontes e Freire Jr. Três anos depois, gravou o LP "Carlos Galhardo no mundo das valsas e canções" no qual interpretou "A dama de vermelho", Pedro Caetano e Alcyr Pires Vermelho, "Só nós dois no salão...e esta valsa", de Lamartine Babo, "Chão de estrelas", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa, "Não sei", de Francisco Alves e Orestes Barbosa e "A mulher e a rosa", de David Nasser e Alcyr Pires Vermelho. Em 1968, gravou o LP "Se ela sente saudade", interpretando clássicos como "Jura" e "Gosto que me enrosco", de Sinhô, "Formosa", de J. Ruy e Nássara e "Louco", de Augusto Garcez e Wilson Batista, além de "Viola enluarada", dos então iniciantes Paulo Sérgio Valle e Marcos Valle, música que obteria, contudo, grande sucesso na voz do então jovem Milton Nascimento. Em 1970, gravou o LP "Uma voz e um violão" interpreando "Feitio de oração", de Noel Rosa e Vadico, "Malandrinha", de Freire Jr., "Foi ela", de Ary Barroso, "Queixumes", de Henrique Brito e Noel Rosa, "Eu não existo sem você", de Tom Jobim e vinícius de Moraes e "Luar, saudade", de Octávio Babo Filho. No ano seguinte, gravou o LP "A canção que ficou", música título de Marilene Silva e Lita Rodrigues além de "Meu pequeno cachoeiro", de Raul Sampaio, "Algum dia te direi", de Felisberto Martins e Cristóvão de Alencar, "Zíngara", e Olegário Mariano e Joubert de Carvalho, "Luzes da ribalta", de Charles Chaplin com versão de Antônio Almeida e "De tanto amor", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Em 1973, após deixar a RCA Victor depois de quase 40 anos de contrato, lançou pela Odeon o LP "E o destino desfolhou", no qual interpretou "Meus tempos de criança", de Ataulfo Alves, "Bodas de prata", de Mário Rossi e Roberto Martins, "Valsa do meu subúrbio", de Evaldo ruy e Custódio Mesquita, "Cruel destino", de José Maria de Abreu e Saint Clair Senna, "A rosa", de Lourival Faissal e a música título de Mário Rossi e Gastão Lamounier. Em 1976, lançou o LP "Fascinação", título de sua música de maior sucesso no qual cantou "Maria", de Ary Barroso e Luiz Peixoto, "Felicidade", de René Bittencourt e Noel Rosa, "Tributo a Pixinguinha", de Ary Guarda, "Meu Barracão", de Noel Rosa e "Pierrot", de Paschoal Carlos Magno e Joubert de Carvalho. Em 1978 lançou seu último LP "Parabéns a mim por ter você" no qual interpretou "Rugas", de Garcêz, Ary Monteiro e Nelson Cavaquinho, "A vida", de Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho, "Pra machucar meu coração", de Ary Barroso, "A saudade mata a gente", de Antônio Almeida e João de Barro, "Nós dois", de Cartola e "Valsinha", de Chico buarque e Vinícius de Moraes. Em 1983, participou de seu último espetáculo montado, o show " Ala-la-ô", em homenagem a Nássara, que também atuava ao lado da cantora Marília Barbosa, dirigidos ambos por R.C. Albin, igualmente autor do roteiro do espetáculo  apresentado na Sala Funarte- Sidney Miller na série "Carnavalesca". Ao final da vida, atuava com frequencia em shows por todo o Brasil.  Foi um dos cantores que mais vendeu discos no Brasil; sua vendagem de discos de 78 rpm (cerca de 580 gravações) só foi menor do que a de Francisco Alves. Sua popularidade entre as décadas de 1940 e 1950 foi tão grande que era apresentado como "Carlos Galhardo, o cantor que dispensa adjetivos". Foi conhecido também como "O rei da valsa". Em 1988, foi homenageado com a publicação do livro "Carlos Galhardo - uma voz que é um poema" da escritora Norma Hauer. Em 2004, o selo Revivendo lançou o CD "O homem da valsa" com gravações suas feitas entre 1935 e 1947 incluindo sucessos como "Cortina de veludo", "Mares da China", "Torre de marfim", "E o destino desfolhou", "Lago azul", "Meu sonho é só meu" e "Junto de ti estou no céu".  Em 2013, por ocasião do centenário de seu nascimento foi homenageado por sua filha Carla Guagiardi em colaboração com a pesquisadora Norma Hauer, que com a colaboração de admiradores e amigos organizou um concerto no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas que contou com as participações de Domenico Lancellotti, Moreno Veloso, Pedro Miranda, Siri, Cabelo e Jairo Aguiar, entre outros, interpretando seu repertório. Espetáculo resultou na caixa "Carlos Galhardo - O Cantor que Dispensa Adjetivos" com dois CDs gravados em estúdio com músicas selecionadas pelo pesquisador Jairo Severiano que juntamente com Carla Guagliardi escreveu textos sobre o cantor que ganhou ainda uma mini biografia escrita por Sérgio Cabral. Também fazem parte da caixa fotografias dele cedidas pela viúva Eulalia Salomon.

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22 de Novembro é dia de Santa Cecília...

Padroeira dos músicos, por isso hoje também é comemorado o dia do músico. O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor. Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.
O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, em pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações. A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.
A santa dos músicos
Santa Cecília viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convence-lo. Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo.

Mito grego
Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Fonte: UFGNet

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