Homenageado do mês de Novembro / Paulinho da Viola / Paulo César Batista de Faria - 12/11/1942 Rio de Janeiro, RJ / Compositor. Cantor. Instrumentista..

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 A Rádio Campinarte na verdade é um blog com o objetivo de divulgar, promover e na medida do possível gerar renda para os artistas (músicos) em particular do Terceiro Distrito de Duque de Caxias no Rio de Janeiro.
Um blog com cara de rádio, notícias do mundo do rádio, cantores do rádio.Um blog que tem como uma de suas principais bandeiras os novos talentos sem esquecer dos grandes nomes da música popular brasileira de todos os tempos; sem esquecer os pioneiros, os baluartes, os verdadeiros ícones da era de ouro do rádio. Fazemos isso para que esses novos talentos não percam de vista nossas referências musicais que até hoje são veneradas mundo a fora - uma forma que encontramos de dizer um MUITO OBRIGADO àqueles que nos proporcionaram (e continuam proporcionando) com suas vozes, suas músicas, momentos de paz e alegria. Uma maneira de agradecer a todos que ajudaram a compor as trilhas sonoras de milhões e milhões de pessoas.
Este blog irá gradativamente estreitar os seus laços com as Rádios Comunitárias que desenvolvem um papel importantíssimo em nossos bairros.
A Rádio Campinarte tem (fundamentalmente) um compromisso com a qualidade e o bom gosto / e qualidade e bom gosto nos vamos pinçar nos nossos bairros, o que nós queremos mesmo é fazer jus ao nome: RÁDIO CAMPINARTE - O SOM DAS COMUNIDADES.


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O SHOW DO COMÉRCIO DO CAMPINARTE

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Lula Barbosa - Músicas Que Marcaram a Noite



Foto Lula Barbosa

Biografia de Lula Barbosa

Lula Barbosa nasceu em São Paulo, na Vila Mariana, único paulistano entre os cinco irmãos de uma família mineira da cidade de Mar de Espanha.

Herdou de sua mãe o dom de cantar. D. Sebastiana gostava de cantar as músicas de Cascatinha e Inhana em dupla com o pequeno Luiz. Aprendeu a tocar violão aos seis anos com sua tia Bicida e sanfona com seu padrinho Artur. Desde cedo participava das cantorias da família em volta das fogueiras na Vila Santa Catarina...

Assim ele conta um pouco de sua vida...
Cresci em São Paulo, na Vila Santa Catarina atrás do Aeroporto de Congonhas, onde o lazer preferido era ir ao aeroporto ver os aviões chegarem e decolarem nos idos anos 60. Esse era o passeio preferido dos paulistanos que moravam ao redor do romântico aeroporto. Naquele tempo era como se a gente vivesse no interior, pois não havia quase luz de rua e volta e meia tinha gente em volta de uma fogueira: meus tios com violão, cavaquinho, sanfona, flauta, batata doce, quentão e a seresta ia até altas madrugadas, e eu só espiava e sonhava com músicas de Francisco AlvesOrlando SilvaAtaúlfo AlvesDalva de OliveiraCaubí PeixotoLuiz GonzagaJackson do PandeiroÂngela Maria, Cascatinha e Inhana etc...

Concluí o ginásio no GEBI no Jabaquara, que ficava atrás da garagem de ônibus da CMTC e acompanhava nas aulas a Dona Lourdinha de Pirajú, minha professora de música. Incentivado por ela participei do primeiro festival da 2ª Delegacia de Ensino do Estado de São Paulo com o samba “Meu sonho na avenida” feito em parceria com Joel e Paulinho: ganhamos o 2º lugar com apresentação do nosso grupo Semente.
Não parei mais. Continuei nos festivais estudantis. Concluí o colégio no C .E. Quirino Ferreira na Vila Guarani e fui fazer o cursinho no Anglo Latino na Tamandaré, na Liberdade. Queria ser engenheiro, mas, na hora do intervalo a gente tinha o som no DA supervisionado pelo Barba (prof. Jonas) produtor dos shows da turma e que shows! 

Lá conheci verdadeiros bambas da nossa música como o Joel NunesMineiroDudah LopesMariô, Pércio e Marcio MaroteFernando Carvalho, Mexerica do grupo Canto a CantoNico RezendeUlisses RochaJosé LopesClaudia etc...1976 era o auge da MPB e eu já estava totalmente envolvido, tomado pela música de Chico, Milton, Simone,Taiguara, Gil, Geraldo Vandré, Caetano, Edu LoboGonzaguinhaIvan Lins, Elis, Clara Nunes, Vinícius, Tom Jobim, Egberto Gismonti etc...e não tinha ainda percebido que ali estava o meu caminho. 

Entrei na Metodista (Instituto Metodista de Ensino Superior) para fazer Publicidade e Propaganda. No show de calouros fui chamado ao palco pelo Tom Zé, atendendo aos reclamos da minha turma da faculdade e meio sem jeito acenei com as mãos mas, não subi ao palco por timidez. 

Daí não teve jeito, abandonei os estudos no 4º ano, sob protestos da minha mãe e da Tia Hélia, minha segunda mãe, e segui com a música até os dias de hoje. E não me arrependo, pois tudo o que tenho e sei foi a música que me deu e me ensinou.

Lula Barbosa iniciou sua carreira artística no início dos anos 70, quando formou o grupo Semente ainda garoto com apenas 15 anos. Venceu vários festivais estudantis muito em voga naquela época. Com o grupo Semente abriu shows de Isaurinha Garcia, Adoniran Barbosa e Paulinho da Viola no Sesc Interlagos. Mais tarde nos anos 80 abandonou o último ano de Publicidade e Propaganda no Instituto Metodista em São Bernardo e começou a cantar profissionalmente nos bares da noite de São Paulo, nos barzinhos, como se dizia antigamente, na época fértil da MPB e da vida noturna no bairro do Bixiga em São Paulo. Cantou durante alguns anos numa das casas mais famosas e badaladas casas da época, o Boca da Noite, na Rua Santo Antônio, no coração do Bixiga, ao lado de Filó Machado, Geraldo Cunha, Celso Miguel e outros e também no Vou Vivendo, Beleléu Chope e Arte, Gente Amiga, Pianos Bar, Barzileirinho, Violão Chopp e Cia, O Porão, e Vozes da Terra, em Santana.
Lula Barbosa compõe para diversos intérpretes da MPB; já fez músicas em parceria com Cesar Camargo Mariano, Eduardo Gudin, Thaís Andrade, Fabio Jr, Mario Lucio Marques, Filó Machado D. Pedro Casaldáglia, Abílio Herlander, Miriam Mirah, Jica, Salgadinho, Adriano Stuart, Marcos Rezende, Irineu de Palmira, Canarinho, Celso Prudente, Eduardo Neves, Joãozinho Gomes, Natan Marques, Vanderlei de Castro e Álvaro Gomes entre outros grandes letristas e poetas. Tem mais de 500 composições gravadas por nomes como Roberto Carlos, Jessé, Fábio Jr., Thobias da Vai Vai, Pierre Onásis, Altemar Dutra Jr., Emmanuel, A 4 Vozes, Olodum, Miriam Mirah, Grupo Catavento, Célia, Jane Duboc, Christian e Ralph, Jair Rodrigues, O Terço, Sérgio Reis, Tarancón, Tania Libertad (México), Pedro Fernández (México), Tito Gomez (Porto Rico), Jim Porto (Italia), Amaya Uranga (Espanha), Katinguelê, Negritude Jr., Só pra Contrariar, Peninha e muitos outros.

Lula Barbosa também atua no campo da publicidade, como intérprete de premiados jingles da publicidade e propaganda brasileira, dentre eles Kaiser (Aquarela do Brasil), Brahma Chopp (Vai de Branco prá Dar Sorte), Fiat (Canção do Exílio), Telesp Celular (Andança), Itaú (Amanhã), Varig, Gol Linhas Aéreas, Banco do Brasil, Bamerindus, Vale do Rio Doce, Bota Sete Léguas, Ticket Restaurante e muitos outros.

Lula Barbosa já fez várias trilhas para documentários em vídeo para a Verbo Filmes. Destacam-se Canção para Zumbi (em parceria com D. Pedro Casaldaglia), Mãos Vazias, Nossa Senhora Aparecida, Ameríndia etc... 
Lula participou em abril de 2005 da Caravana 3 da nova edição do Projeto Pixinguinha. Juntamente com Mônica Salmaso e Lui Coimbra fizeram shows em Anápolis, Brasília, Teresina, São Luis, Belém, Santarém, Macapá e Boa Vista. Eles foram acompanhados pelos músicos Benjamin Taubkin (piano), Carlos Bernardo (violão), Luiz Guello (percussão), Murilo O’Reilly (percussão), Natan Marques (violão), Teco Cardoso (sopros) e Zeca Assumpção (baixo). Em todas as cidades visitadas eles tiveram um sucesso fabuloso de público e despertaram um grande interesse da imprensa e da mídia locais.

Lula Barbosa já fez shows em várias unidades do SESC, teatros, Feiras, Clubes, Bares, Convenções, e participa em parceria de projetos culturais com vários artistas da MPB, participando de Festivais de Música ora concorrendo como intérprete ou compositor, ora como jurado, ou como artista convidado para os shows de encerramento. Suas participações mais importantes foram no Festival dos Festivais em 1985 com Mira Ira (2º lugar e melhor arranjo) e no último Festival da Globo em 2000 com Brincos (prêmio de aclamação popular).

Em 2008 retomou o trabalho em parceria com Miriam Miràh e Mário Lucio Marques, formando a Tribo Mira Ira. Gravaram o CD Viajar e fizeram shows de lançamento no interior do estado de São Paulo, com um projeto patrocinado pelo Programa de Ação Cultural da Secretária de Cultura.

Nos últimos anos Lula tem participado intensamente do projeto Sarau Chama Poética idealizado e produzido por Fernanda Almeida Prado. Eles fazem apresentações na Casa das Rosas, Museu da Língua Portuguesa, Biblioteca de São Paulo e SESCs.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

G. R. E. S. Imperatriz Leopoldinense


O Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense foi fundado em 6 de março de 1959 por Amaury Jório, José da Silva (Zé Gato), Elísio Pereira de Mello, Agenor Gomes Pereira, Vicente Venâncio da Conceição, Jorge Costa (Tinduca), Manoel Vieira (Sagui), Aloísio Soares Braga (Índio), Francisco José Fernandes(Canivete) e Osvaldo Gomes Pereira (seu primeiro presidente), entre outros dissidentes da Recreio de Ramos, presentes na reunião na casa de Amaury Jório. Em sua bandeira, são lembrados através de 11 estrelas douradas, os bairros da Leopoldina, sendo as cores desta bandeira a ouro, a verde e a branca, recordando as cores de sua Escola madrinha - a Império Serrano. No livro de ata da fundação da escola, consta que o nome da agremiação foi inspirado na linha de ferro Leopoldina, e ainda de acordo com a ata, esse fato se deu, para que a escola tivesse um nome que representasse todo o subúrbio da Leopoldina. Inclusive a coroa, símbolo da da escola, é uma referência à coroa do Primeiro Reinado, ou seja, reinado no qual a Imperatriz Leopoldina governou o Brasil. No mesmo ano de 1959, a escola conseguiu o Alvará de Localização, sendo a pioneira neste fato, ficando a sede por cinco anos, na casa do próprio Amaury Jório. Em 1959 recebeu Menção Honrosa no Concurso de Ornamentação da cidade do Rio de Janeiro. Em 1967 a escola inovou ao criar o primeiro Departamento Cultural de uma escola de samba. Amaury Jório connvidou o médico e pesquisador Hiram Araújo para presidi-lo. Segundo Hiram Araújo, no livro "Carnaval - Seis Mil Anos de História", inicialmente começou desfilando no Grupo 3, em 1960, classificando-se em sexto lugar com o enredo "Homenagem à Academia de Letras". Em 1961, passou para o Grupo 2, após a vitória com o enredo "Riquezas e Maravilhas do Brasil". No ano seguinte, conseguiu o quinto lugar com o enredo "Rio no século XVIII, Homenagem a Carlos Gomes de Andrade, O Conde de Borbadela". Em 1963, ainda desfilando pelo Grupo 2, classificou-se em terceiro lugar com o enredo "Três Capitais". No ano posterior foi vice-campeã do Grupo 2 com o enredo "A Favorita do Imperador-Marquesa de Santos", subindo para o primeiro grupo. Em 1965, tirou o 10º lugar no primeiro grupo com o enredo "Homenagem ao Brasil no IV Centenário do Rio de Janeiro", descendo para o segundo grupo, por não ter feito um bom desfile, tendo em vista a verba que empregou na nova sede, situada à rua Professor Lacê, 235, em Ramos. Em 1966, obteve o 2º lugar no Grupo 2 com o enredo "Monarquia e Esplendor da História". Em 1967, obteve o nono lugar no Grupo 1 com o enredo "Vida Poética de Olavo Bilac". Neste mesmo ano, Amaury Jório convidou para integrar o Departamento Cultural Oswaldo Macedo, Ilmar de Carvalho, Fernando Gabeira e Hiram Araújo. Em 1968, tirou o segundo lugar no Grupo 2 com o enredo "Bahia em Festa", com samba-enredo de Bide e Carlinhos Sideral. No ano seguinte, obteve o oitavo lugar no Grupo 1 com o enredo "Brasil, Flor Amorosa de Três Raças", com samba-enredo de Carlinhos Sideral e Matias de Freitas, considerado por Pixinguinha um dos melhores sambas-enredos de todos os tempos. Em 1970, classificou-se em sexto lugar no Grupo 1 com o enredo "Oropa, França e Bahia", uma homenagem à Semana de Arte de 1922, com samba-enredo de Carlinhos Sideral e Matias de Freitas. No ano seguinte tirou o sétimo lugar do Grupo 1 com o enredo "Barra de Ouro, Barra de Rio, Barra de Saia". Nos anos posteriores, ficaria alternando as suas posições entre o primeiro e o segundo grupo com as seguintes colocações: 1972, quarto lugar no Grupo 1, com o enredo "Martim Cererê", homenagem ao poeta paulista Cassiano Ricardo; 1973, quinto lugar do Grupo 1 com o enredo "ABC do Carnaval à Maneira da Literatura de Cordel"; 1974, sexto lugar do Grupo 1 com o enredo "Réquiem por um Sambista, Silas de Oliveira"; 1975, oitavo lugar do Grupo 1 com o enredo "A Morte da Porta-Estandarte"; 1976, oitavo lugar no Grupo 1 com o enredo "Por Mares Nunca Dantes Navegados"; 1977; nono lugar do mesmo grupo com o enredo "Viagens Fantásticas às Terras de Ibirapitanga"; 1978, segundo lugar do Grupo 2 com o enredo "Vamos Brincar de ser Criança"; Só em 1979, recuperou-se definitivamente, firmando-se no Grupo 1A, obtendo o sétimo lugar com o enredo "Oxumaré, A Lenda do Arco-Íris". Sob a direção do carnavalesco Arlindo Rodrigues a escola fez quatro carnavais que marcaram a sua história: 1980, primeiro lugar com o enredo "O Quê que a Bahia Tem?"; 1981, primeiro lugar com o enredo "O Teu Cabelo Não Nega"; 1982, terceiro lugar com o enredo "Onde Canta o Sabiá" e em 1983, quarto lugar com o enredo "O Rei da Costa do Marfim Visita Chica da Silva em Diamantina". Em 1984, quarto lugar com o enredo "Alô Mamãe"; 1985, sexto lugar com o enredo de João Felício dos Santos "Adolã, Cidade Mistério" e samba de Carlinhos Sideral; 1986, oitavo lugar com o enredo "Um Jeito para Ninguém Botar Defeito (Agüenta Coração); 1987, sexto lugar com o enredo "Estrela Dalva"; 1988, 14º lugar com o enredo "Conta Outra Que Essa Foi Boa"; 1989, primeiro lugar com o enredo "Liberdade, Liberdade, Abre as Asas Sobre Nós". Em 1990, a Escola passou a fazer parte do Grupo Especial ganhando o quarto lugar com o enredo "Terra Brasilis, o que se Plantou Deu"; 1991, terceiro lugar com o enredo "O Que é Que a Banana Tem? "; 1992, terceiro lugar com o enredo "Não Existe Pecado Abaixo do Equador" (que marcou a estreia da carnavalesca Rosa Magalhães): 1993, segundo lugar com o enredo "Marquês que é Marquês do Saçarico é Freguês"; 1994, primeiro lugar com o enredo "Catarina de Médicis na Corte dos Tubinambôs e Tabajéres"; 1995, primeiro lugar com o enredo "Mais Vale um Jegue que me Carregue, que um Camelo que me Derrube, lá no Ceará"; 1996, segundo lugar com o enredo "Leopoldina, Imperatriz do Brasil"; 1997, sexto lugar com o enredo "Eu Sou da Lira Não Posso Negar", homenagem à compositora, maestrina e pioneira da MPB, Chiquinha Gonzaga; 1998, terceiro lugar com o enredo "Quase Ano 2000". Ganhou os campeonatos de 1980, 1981 e 1989, com enredos de Arlindo Rodrigues. Na década de 1980, sob a presidência de Luiz Pacheco Drumond, iniciou uma escalada de sucesso em seus carnavais, colocando-se sempre entre as melhores escolas do Rio de Janeiro. Em 1997, foi investido no cargo de Presidente da Escola Wagner Araújo. Em 1999, desfilou com o enredo exaltando a defesa da terra às vésperas do terceiro milênio "Brasil Mostra a Tua Cara... Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae", com samba de César Som Livre, Waltinho Honorato, João Esteves e Eduardo Medrado. Neste mesmo ano foi campeã, ganhando o primeiro lugar no Grupo Especial. Quanto à Comissão de Frente, esta tem sido uma das principais atrações em seus desfiles, que vem sofrendo transformações - na década de 1960, era composta por mulatas vestidas com fantasias deslumbrantes de acordo com o enredo; na década de 1980, trazia jogadores do futebol carioca e a nata dos sambistas; nos anos 90, a Comissão de Frente, ficou famosa por apresentar outra inovação; coreografia que representam dramaticamente o enredo e trazer jovens ligados a sua comunidade. Sua Ala das Baianas é pentacampeã do Estandarte de Ouro, seu casal de mestre-sala e porta-bandeira é composto por mãe e filho, Maria Helena e Chiquinho. A sua carnavalesca mais famosa é Rosa Magalhães, carioca, filha do escritor e acadêmico Raimundo Magalhães Júnior, que foi membro do primeiro corpo de jurado do Concurso de Escolas de Samba, em 1932. Rosa herdou de sua mãe, Lúcia Benedetti, autora teatral, o prazer do estudo e da criação e de seu pai, o gosto pela pesquisa e uma vasta biblioteca. Formada em Pintura, pela Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e em Cenografia, pela Escola de Teatro da Uni-Rio, foi também professora de Cenografia e Indumentária na Escola de Belas Artes da UFRJ e da Faculdade de Arquitetura Benett. Teve a sua estréia profissional em 1971, no Acadêmicos do Salgueiro, como desenhista de figurinos, levada por Fernando Pamplona. Trabalhou em teatro, televisão e cinema, exercendo funções de cenógrafa, figurinista, diretora e produtora de arte. Em 1982, conquistou para o Grêmio Recreativo e Escola de Samba Império Serrano, juntamente com Lícia Lacerda, o título do carnaval com o enredo "Bumbum Paticumbum Prugurundum". Passou por outras Escolas de Samba como GRES Estácio de Sá e Salgueiro, retornando à Imperatriz Leopoldinense, em 1992. No ano 2000, foi a campeã do desfile no Grupo Especial com o enredo "Quem descobriu o Brasil foi Seu Cabral, no dia 22 de abril, dois meses depois do Carnaval". Em 2001, a escola desfilou com o enredo "Cana Caiana, Cana Roxa, Cana Fita, Cana Preta, Amarela, Pernambuco... Quero Ver Descer o Suco na Pancada do Ganzá". Neste mesmo ano, foi consagrada tricampeã. No carnaval do ano de 2002, desfilou com o samba-enredo "Goytacazes... Tupi or not tupi, in a shouth american way!" de autoria de Marquinhos Lessa, Guga e Tuninho Professor, interpretado por Paulinho da Mocidade e com o qual a escola se classificou em 3º lugar no Grupo Especial. No ano de 2003 desfilou com o samba-enredo "Nem todo pirata tem a perna de pau, o olho de vidro e a cara de mau" de Darcy do Nascimento, Brandãozinho da Imperatriz, Rubens Napoleão e Jorge Rita. Em 2004 classificou-se em 5º lugar no Grupo Especial, desfilando com o samba-enredo "Breazail" (Jeferson Lima, Veneza, Carlos de Olaria, Me Leva e Guga), puxado po Davi do Pandeiro. No ano de 2005 desfilou com o samba-enredo "Uma delirante confusão fabulística", de Josimar, Evaldo Ruy, Jorge Artur, Jorginho e PC, tendo como intérprete Ronaldo Ylé, classificando-se em quarto lugar no Grupo Especial. Em 2006 classificou-se em 9º lugar com o samba-enredo "Um por todos e todos por um", de Niltinho Tristeza, Amaurizão, Maninho do Porto e Tuninho Professor, puxado por Ronaldo Ylé. No ano de 2007, no Grupo Especial, a escola classificou-se em 9º lugar com o samba-enredo "Teresinhaaaaa, uhuhuuu!!!! Vocês querem bacalhau?", de Merrenga, Xande Sobrinho, Lula Inspiração, Bill Amizade e Aliomar. No ano de 2008, com enredo da carnavalesca Rosa Magalhães, desfilou no Grupo Especial classificando-se em 6º lugar com o samba-enredo "João e Marias", de Josimar, Di Andrade, Valtencir, Carlos Kind e Jorge Artur, puxado no Sambódromo por Preto Jóia. Em 2009 a escola classificou-se em 7º lugar no Grupo Especial com a seguinte formação: presidente Luiz Pacheco Drummond; diretor de carnaval Wagner Araújo; carnavalesca Rosa Magalhães; mestre de bateria Marcone; rainha de bateria Luiza Brunet; mestre sala Ubirajara; porta bandeira Verônica; comissão de frente Alex Neoral; enredo "Imperatriz... Só quer mostrar que faz samba também"; autores do samba enredo Carlos Kind, Di Andrade, Valtenci, Jorge Artur e Josimar; intérprete Paulinho Mocidade. No ano de 2010 a escola classificou-se em 8º lugar, no Grupo Especial, com o samba-enredo "Brasil de todos os Deuses!", de autoria dos compositores Jeferson Lima, Flavinho, Gil Branco, Me Leva e Guga, puxado pelo cantor Dominguinho do Estácio. No ano de 2011 a escola desfilou com enredo do carnavalesco Max Lopes e samba-enredo "A Imperatriz adverte: Sambar faz bem à saúde", de Flavinho, Me Leva, Gil Branco, Tião Pinheiro e Drummond, tendo como intérprete Dominguinhos do Estácio, classificando-se no carnaval carioca em sexto lugar. No ano de 2012 a escola desfilou no carnaval carioca pelo Grupo Especial, classificando-se em 10º lugar com o samba-enredo "Jorge Amado Jorge", de Jeferson Lima, Ribamar, Alexandre D'Mendes, Cristovão Luiz e Tuninho Professor. Em 2013 o G. R. E. S. Imperatriz Leopoldinense classificou-se em 4º lugar no carnaval carioca no Grupo Especial desfilando com o enredo "Pará - O Muiraquitã do Brasil", dos carnavalescos Cahê Rodrigues, Mário e Kaká Monteiro; Diretor de Carnaval Wagner Tavares de Araújo; Diretor de Harmonia Guilherme Nóbrega; Mestre de Bateria Noca; Rainha de Bateria Cris Viana; Mestre Sala Phelipe Lemos; Porta Bandeira Rafaela Teodoro, com samba-enredo "Pará, o Muiraquitã do Brasil - Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia" composto por Me Leva, Gil Branco, Tião Pinheiro, Drummond, Maninho do Ponto, puxado por Dominguinhos do Estácio. No ano de 2014 a escola classificou-se em 5º lugar, no Grupo Especial, desfilando com o samba-enredo "Artur X – O Reino do Galinho de Ouro na Corte da Imperatriz", de Elymar Santos, Guga, Tião Pinheiro, Gil Branco e Me Leva, tendo como intérprete Wander Pires. Destacamos também Wagner Tavares de Araújo (Diretor de Carnaval); Cahê Rodrigues (Carnavalescos); Guilherme Nóbrega (Diretor de Harmonia); Noca (Mestres de Bateria); Cris Viana (Rainha de Bateria); Phelipe Lemos (Mestre-Sala); Rafaela Teodoro (Porta-Bandeira) e Débora Colker (Comissão de Frente). No ano de 2015, tendo como presidente Luiz Pacheco Drumond; carnavalesco Cahê Rodrigues; autores do enredo e sinopse Cahê Rodrigues, Marta Queiroz e Cláudio Vieira; diretor de bateria Márcio de Souza Cezário (Mestre Noca), auxiliado por Jairo Ribeiro, Fábio Rosa, Raphael Correa, Flávio Torres, Flávio Bruzaco, Orlando, André, Novato, Tikinho, Feijão, Nebim e Mauro Lobo; diretor de harmonia Junior Escafura; 1º Mestre Sala Phelipe Lemos e 1ª Porta Bandeira Rafaela Theodoro, a escola desfilou com o samba-enredo "Axé, Nkenda! Um Ritual de Liberdade - E que a Voz da Igualdade Seja Sempre a Nossa Voz!", de autoria de Marquinho Lessa, Zé Katimba, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senna, puxado por Nêgo. A agremiação classificou-se em sexto lugar no desfile do carnaval carioca. No ano de 2016 a escola classificou-se em 6º lugar do Grupo Especial, desfilando com o samba-enredo "É o Amor... Que mexe com minha cabeça e me deixa assim... - Do sonho de um caipira nascem os Filhos do Brasil", de Zé Katimba, Adriano Ganso, Jorge do Finge, Moisés Santiago e Aldir Senna, tendo como carnavalesco Cahê Rodrigues; diretor de carnaval Wagner Tavares de Araújo; diretor de harmonia Luís Carlos Escafura; intérprete na avenida Marquinhos art'Samba; mestres de bateria Lolo; rainha de bateria Cris Vianna; mestre-sala Rogério Dornelles; porta-bandeira Rafaela Theodoro e comissão de frente criada por Débora Colker, além de Luiz Pacheco Drummond como presidente. BIBLIOGRAFIA CRÍTICA: ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Edição Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006. AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Esteio Editora, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014. ARAÚJO, Hiram. Carnaval - Seis milênios de história. Rio de Janeiro: Editora Gryphus, 2000.

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G. R. E. S. Estácio de Sá


Fundada por Miro, Caldez, Cândido Canário, Sidnei Conceição, Zacharias do Estácio, José Botelho, Maurício Gomes da Silva, Walter Herrice, Manuel Bagulho, entre outros, no dia 27 de fevereiro de 1955, no morro de São Carlos, tendo a vermelha e a banca como as cores de sua bandeira. Na década de 50, as escolas de samba do morro eram a Paraíso das Morenas e a Unidos de São Carlos (anteriormente Recreio de São Carlos), campeã em 1965 com o enredo "História do Teatro Municipal" (no Grupo 3), em 1973 com o enredo "Tra-lá-lá, um hino ao carnaval brasileiro" (no Grupo 2), em 1978 com "Céu de Orestes - Chão de estrelas" (no Grupo 2), em 1981 com "Quem diria, da monarquia à boemia, ao esplendor da Praça Tiradentes" (no Grupo 1-B) e, em 1983, com o enredo "Orfeu do carnaval" (no Grupo 1-B). Em 1984, a Unidos de São Carlos virou Estácio de Sá. Suas cores são vermelha e branca. A escola foi campeã do Grupo Especial em 1992, com o enredo "Paulicéia desvairada, 70 anos de Modernismo no Brasil". Em 1997, a Estácio de Sá foi rebaixada para o Grupo 1. Segundo Hiram Araújo, no livro "Carnaval - Seis mil anos de história", seus enredos em 1955 e 1956 foram, respectivamente, "Carmen Miranda", "Futebol carioca", não constando dados de colocação e grupo. No ano de 1957, a escola não desfilou. Em 1958, obteve o quarto lugar no Grupo 2, com o enredo "Homenagem a Alberto Santos Dumont"; Em 1959, alcançou o décimo primeiro lugar no Grupo 2, com o enredo "Marechal Rondon"; Em 1960, não desfilou. Em 1961, ficou em oitavo lugar no Grupo 3, com o enredo "Música, poesia e arte". Em 1962, obteve o quinto lugar no Grupo 3, com o enredo "Quatro séculos de glória da Bahia". Em 1963, ficou em oitavo lugar no Grupo 3, com o enredo "História da música brasileira". Em 1964, tirou o oitavo lugar no Grupo 3, com o enredo "Relíquias do Rio". Em 1965, alcançou o primeiro lugar no Grupo 3, com o enredo "História do Teatro Municipal". Em 1966, obteve o terceiro lugar no Grupo 2, com o enredo "História da Escola Nacional de Belas-Artes". Em 1967, atingiu o primeiro lugar no Grupo 2, com o enredo "Lendas e costumes do Brasil". Em1968, ficou em sétimo lugar no Grupo 1, com o enredo "Visita ao Museu Imperial". Em 1969: sexto lugar no Grupo 1, com o enredo "Gabriela, cravo e canela". Em 1970: sétimo lugar no Grupo 1, com o enredo "Terra de Caruaru". Em 1971: sexto lugar no Grupo 1, com o enredo "Brasil turístico". Em 1972: nono lugar no Grupo 1, com o enredo "Rio Grande do Sul, na festa do Preto Forro". Em 1973: primeiro lugar no Grupo 2, com o enredo "Tra-lá-lá, um hino ao carnaval brasileiro". Em 1974: nono lugar no Grupo 1, com o enredo "Heroínas dos romances brasileiros". Em 1975: décimo lugar no Grupo 1, com o enredo "A festa do Círio de Nazaré". Em 1976: décimo lugar no Grupo 1, com o enredo "Arte negra na legendária Bahia". Em 1977: décimo lugar no Grupo 1, com o enredo "Alô, alô Brasil, 40 anos de Rádio Nacional". Em 1978: primeiro lugar no Grupo 2, com o enredo "Céu de Orestes - Chão de Estrelas". Em 1979: oitavo lugar no grupo 1-A, com o enredo "Das Trevas à Luz do Sol, Uma odisséia dos Carajás". Em 1980: sexto lugar no Grupo 1-A, com o enredo "Deixa falar". Em 1981: primeiro lugar no Grupo 1-B, com o enredo "Quem diria, da monarquia à boemia, ao esplendor da Praça Tiradentes". Em 1982: décimo segundo lugar no Grupo 1-A, com o enredo "Onde há rede há renda". Em 1983: primeiro lugar no Grupo 1-B, com o enredo "Orfeu do carnaval". Em1984: sexto lugar no Grupo 1-A, com o enredo "Quem é você?". Em 1985: décimo lugar no Grupo 1-A, com o enredo "Chora chorões". Em 1986: décimo lugar no Grupo 1, com o enredo "Prata da noite - Grande Otelo". Em 1987: quarto lugar no Grupo 1, com o enredo "Tititi do Sapoti". Em 1988: nono lugar no Grupo 1, com o enredo "O boi dá bode". Em 1989: nono lugar no Grupo 1, com o enredo "Um, dois, feijão com arroz". Em 1990: quinto lugar no Grupo Especial, com o enredo "Langsdorff, delírio na Sapucaí". Em 1991: quinto lugar no Grupo Especial, com o enredo "Brasil - Brega e kitsch". Em 1992: primeiro lugar no Grupo Especial, com o enredo "Paulicéia desvairada, 70 anos de Modernismo no Brasil". Em 1993: sexto lugar no Grupo Especial, com o enredo "A dança da lua". Em 1994: décimo terceiro lugar no Grupo Especial, com o enredo "Saara - A estação chegou no lê-lê-lê do a-lá-laô". Em 1995: sétimo lugar no Grupo Especial, com o enredo "Uma vez Flamengo...". Em 1996: décimo lugar no Grupo Especial, com o enredo "De um novo mundo eu sou e uma nova cidade serei". Em 1997: décimo terceiro lugar no Grupo Especial, com o enredo "Através da fumaça o mágico cheiro do carnaval". Em 1998: oitavo lugar no grupo 1-A, com o enredo "Academia Brasileira de Letras, cem anos de cultura". Em 1999: terceiro lugar no Grupo 1-A, com o enredo "No passo do compasso, a Estácio no sapatinho". Em 2000: desfilou no Grupo de Acesso, com o enredo "Envergo mas não quebro". Em 2001: sétimo lugar no Grupo A, com o enredo "E aí, tem patrocínio? Temos: José' ". No ano de 2002 classificou-se em 8º lugar no Grupo de Acesso. Em 2006, reeditou uma samba-enredo do ano de 1984, "Quem é você", de Jangada, Darci Nascimento e Dominguinhos do Estácio, tendo como puxador Talarico, foi a vencedora do Grupo de Acesso, sendo promovida para o Grupo Especial. No ano de 2007 classificou-se em 13º lugar com uma nova versão do samba-enredo "O Tititi do Sapoti", antigo samba-enredo do ano de 1987, de Darcy do Nascimento, Djalma Branco e Dominguinhos do Estácio, com enredo do carnavalesco Paulo Menezes, sendo outra vez rebaixada para o Grupo de Acesso A. Em 2008 desfilou no Grupo de Acesso A, no qual se classificou em 7º lugar com o enredo "A História do Futuro", do carnavalesco Cid Carvalho. Em 2009 desfilou no Grupo de Acesso A com o enredo "Que Chita Banaca", do carnavalesco Cid Carvalho, que classificou a escola em quinto lugar naquele ano. Em 2010 desfilou no Grupo de Acesso A com o enredo "Deixa Falar - O Estácio é isso aí! Eu visto esse manto e vou por aí!", dos carnavalescos Chico Spinosa e Gebran Smera. No ano de 2011 a escola desfilou com o enredo "Rosas", do carnavalesco Marcus Ferreira, classificando-se em terceito lugar no Grupo de Acesso A. No ano de 2015 sagrou-se a campeã do Grupo de Acesso Série A, sendo este o seu quinto título neste grupo. Desta forma, a escola regressou ao desfile das Escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro no ano de 2016 a escola classificou-se em 12º lugar no Grupo Especial, desfilando com o samba-enredo "Salve Jorge! O Guerreiro na fé", de Édson Marinho, Adilson Alves, Jorge Xavier, André Félix, JB e Salviano, tendo como carnavalescos Amauri Santos, Chico Spinoza e Tarcísio Zanon; diretores de carnaval Nelson Souza e Marcão Silva; diretores de harmonia Julinho Fonseca e Marcos Alexandre; puxadores do samba Leandro Santos e Dominguinhos do Estácio; diretor de bateria Chuvisco; rainha de bateria Luana Bandeira; mestre-sala Márcio Souza; porta-bandeira Roberta Freitas; comissão de frente de Carlinhos de Jesus, além Coronel França como presidente de honra e Leziário Nascimento como presidente da escola, que foi reaixada para o Grupo de Acesso Série A para o defile do ano seguinte. BIBLIOGRAFIA CRÍTICA: ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006. AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014.

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G. R. E. S. Estação Primeira de Mangueira

Segundo depoimentos de alguns componentes da escola, a fundação ocorreu no dia 28 de abril de 1928, mas Sérgio Cabral, jornalista e pesquisador da música popular brasileira, afirma, baseado em documentos, que a data correta seria 28 de abril de 1929. De qualquer forma, a reunião que gerou a fundação da escola se deu na casa de Joana Velho, esposa de Seu Euclides (também presidente), pai de João Cocada. Além desses, estavam também presentes Saturnino Gonçalves (pai de Dona Neuma), Saint Clair (marido de Aurora, filha de Seu Euclides), Marcelino José Claudino (o velho Mansur), Pedro Paquetá, Abelardo Clemente (Abelardo da Bolinha), Ismar, Cartola e Zé Espinguela. A Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira foi fundada a partir da união dos blocos da região: Bloco dos Arengueiros, Bloco da Tia Tomásia, Bloco da Tia Fé, Bloco do Senhor Júlio, Bloco do Mestre Galdino e, ainda, Rancho Príncipe das Florestas. Juvenal Lopes, um dos fundadores da escola, afirmou que o nome Estação Primeira de Mangueira deve-se ao samba de Cartola, intitulado "Chega de demanda". A expressão Estação Primeira foi adotada por ser a Mangueira, na época, a primeira estação de parada, com samba, após a partida do trem da Central do Brasil. Outros acreditam que o nome da escola é oriundo da quantidade de mangueiras existentes no morro, naquela época. Foi de Cartola a sugestão das cores que, hoje, fazem parte da bandeira da escola. Quando perguntado sobre o porquê das cores, verde e rosa, tendo em vista que não combinavam e que, portanto, a bandeira não ficaria tão bonita, Cartola explicou: "Existe combinação tão bonita quanto a de um caule verde com uma rosa na ponta?" O próprio Cartola, mais tarde, disse que se inspirou, também, em um rancho existente em Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro. Em 20 de janeiro de 1929, Zé Espinguela organizou o primeiro concurso de escolas de samba. As escolas Mangueira, Portela e Estácio - que ainda não se chamavam assim - foram as concorrentes da disputa realizada no Buraco Quente, (uma das favelas que pertencem ao complexo da Mangueira) no próprio morro da Mangueira. Espinguela, único membro do júri, deu a vitória à Portela, com o samba "Não adianta chorar", de Heitor dos Prazeres. Em 1931, a escola desfilou na Praça Onze com o enredo "Jardim da Mangueira", mas o desfile não é considerado oficial, pois não houve concurso naquele ano. No primeiro desfile oficial das escolas de samba, em 1932, a Mangueira foi campeã com o samba "A floresta", de Cartola e Carlos Cachaça. No ano seguinte, com "Uma segunda-feira do Bonfim na Ribeira", de autoria de Carlos Cachaça e Cartola, a escola voltou a ser campeã. Em 28 de janeiro de 1934, no desfile extra-oficial, realizado no Campo de Santana, centro do Rio de Janeiro, a escola desfilou com o enredo "A República da Orgia" (Cartola e Carlos Cachaça). No desfile do carnaval daquele mesmo ano, voltou a se apresentar, desta vez com o samba-enredo "Homenagem", novamente de Carlos Cachaça e Cartola, tornando-se tricampeã. A Mangueira voltou a ser campeã em 1940, com "Prantos, pretos e poetas", da mesma dupla. Com sambas dos dois parceiros, "Ciência e arte" e "Plano salte", respectivamente, a Mangueira venceu, em 1949 e 1950, o desfile da Uges (União das Escolas de Samba). O campeonato de 1954 contou com o samba-enredo "Rio de ontem e hoje", de Cícero e Pelado. Em 1956, Carlos Cachaça e Cartola, fundadores da Ala dos Compositores, abandonaram a escola, insatisfeitos com a concorrência de Nelson Sargento e Alfredo Português. Nessa época, Hélio Turco entrou para a Ala dos Compositores. Com sambas-enredo de sua autoria, a Mangueira desfilou 12 vezes, sendo campeã cinco vezes: "Carnaval de todos os tempos" (c/ Pelado e Cícero) em 1960; "Recordações do Rio antigo" (c/ Pelado e Cícero) em 1961; "O mundo encantado de Monteiro Lobato" (c/ Darcy da Mangueira, Batista, Jurandir da Mangueira e Dico) em 1967; "Samba, festa de um povo" (c/ Darcy da Mangueira, Batista e Dico) em 1968. No ano de 1984, no desfile que inaugurou o Sambódromo, a escola sagrou-se novamente campeã com o samba-enredo "Yes, nós temos Braguinha", de autoria de Jurandir da Mangueira, Comprido, Arroz e Jajá. Outro samba de autoria de Hélio Turco foi o do carnaval de 1988: "Cem anos de liberdade, realidade ou ilusão" (c/ Jurandir da Mangueira e Alvinho), puxado por Jamelão, quando a Mangueira ficou em segundo lugar. A escola venceu ainda em 1973, com "Lendas do Abaeté" (de Jajá, Preto Rico e Manuel); em 1986, com "Caymmi mostra ao mundo o que a Bahia e a Mangueira têm" (de Ivo, Paulinho e Lula); em 1987, com "Reino das palavras - Carlos Drummond de Andrade" (de Rodi, Verinha e Bira do Ponto), e dividiu o campeonato de 1998 com a Beija-Flor, por ocasião do enredo "Chico Buarque de Mangueira". A escola se apresentou para a rainha Elizabeth da Inglaterra, na Embaixada Inglesa, em 1968. Orgulha-se de ser a primeira campeã da história dos desfiles. Foi pioneira na criação de uma ala de compositores, na utilização de carros alegóricos (em 1948) e na fundação de uma bateria mirim, em 1965. Também foi a primeira a utilizar o pandeiro oitavado e a manter, até hoje, uma única marcação, introduzida por Lúcio Pato, que tocava o surdo de primeira, sem obter resposta de outro surdo (comum em outras escolas), o que caracteriza a tal marcação peculiar da escola. Segundo Hiram Araújo, médico e pesquisador, em seu livro "Carnaval - seis mil anos de história", a partir de 1932, a escola, em desfiles extra-oficiais e oficiais, apresentou as seguintes colocações e enredos: 1932: primeiro lugar com o enredo "A floresta"; 1933: primeiro lugar com o enredo "Uma 2ª-feira do Bonfim na Ribeira"; 1934: primeiro lugar com o enredo "A República da orgia" (desfile extra-oficial no dia 28 de janeiro, no Campo de Santana); 1935: segundo lugar com o enredo "A pátria"; 1936: segundo lugar com o enredo "Cinco continentes"; 1937: neste ano, a escola não desfilou porque o delegado mandou desligar a luz e retirar o cordão de isolamento na apresentação da 16ª escola. Neste carnaval, também não se classificaram as escolas Prazer da Serrinha e Unidos de Lucas, que estavam entre as 32 inscritas; 1938: neste ano, chuvas fortes impediram a chegada da comissão julgadora. 1939: segundo lugar com o enredo "No jardim"; 1940: primeiro lugar com o enredo "Prantos, pretos e poetas"; 1941: segundo lugar com o enredo "Pedro Ernesto"; 1942: terceiro lugar com o enredo "A vitória do samba nas Américas"; 1943: segundo lugar com o enredo "Samba no Palácio do Itamarati"; 1944: segundo lugar com o enredo "Glória ao samba"; 1945: segundo lugar com o enredo "Nossa história"; 1946: segundo lugar com o enredo "Carnaval da vitória"; 1947: segundo lugar com o enredo "Brasil, ciência e arte"; 1948: quarto lugar com o enredo "Vale de São Francisco"; 1949: primeiro lugar com o enredo "Apologia ao mestre"; 1950: primeiro lugar com o enredo "Plano Salte - Saúde, Lavoura, Transporte e Educação"; 1951: terceiro lugar com o enredo "Unidade nacional"; 1952: neste ano, ainda segundo o livro de Hiram Araújo, não houve concurso devido à chuva; 1953: terceiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Unidade nacional"; 1954: primeiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Rio através dos séculos, passado e presente"; 1955: segundo lugar do Grupo 1 com o enredo "Quatro estações do ano" (alguns autores citam como "Cânticos à natureza"); 1956: terceiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Homenagem a Getúlio - o grande presidente"; 1957: terceiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Brasil rumo ao progresso"; 1958: terceiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Canção do exílio (alguns autores citam como "Gonçalves Dias"; 1959: quarto lugar no Grupo 1 com o enredo "Brasil através dos tempos"; 1960: primeiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Glória ao samba"; 1961: primeiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Reminiscência do Rio Antigo"; 1962: quarto lugar no Grupo 1 com o enredo "Casa-grande e senzala"; 1963: segundo lugar no Grupo 1 com o enredo "Exaltação à Bahia"; 1964: terceiro lugar no Grupo 1 com o enredo "História de um preto velho"; 1965: quarto lugar no Grupo 1 com o enredo "Rio através dos séculos"; 1966: segundo lugar no Grupo 1 com o enredo "Exaltação a Villa-Lobos"; 1967: primeiro lugar no Grupo 1 com o enredo "O mundo encantado de Monteiro Lobato"; 1968: primeiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Samba, festa de um povo"; 1969: segundo lugar no Grupo 1 com o enredo "Mercadores e suas tradições"; 1970: terceiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Um cântico à natureza"; 1971: quarto lugar no Grupo 1 com o enredo "Modernos bandeirantes"; 1972: segundo lugar no Grupo 1 com o enredo "Carnaval dos carnavais"; 1973: primeiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Lendas do Abaeté"; 1974: quarto lugar no Grupo 1 com o enredo "Mangueira em tempo de folclore"; 1975: segundo lugar no Grupo 1 com o enredo "Imagens poéticas de Jorge de Lima"; 1976: segundo lugar no Grupo 1 com o enredo "No reino da mãe de ouro"; 1977: sétimo lugar no Grupo 1 com o enredo "Parapanã, o segredo do amor"; 1978: segundo lugar no Grupo 1 com o enredo "Dos carroceiros do imperador ao palácio do samba"; 1979: quarto lugar no Grupo 1 com o enredo "Avatar e a selva transformou-se em ouro"; 1980: quarto lugar no Grupo 1 com o enredo "Coisas nossas"; 1981: quarto lugar no Grupo 1 com o enredo "De Nonô a JK"; 1982: quarto lugar no Grupo 1 com o enredo "As mil e uma noites cariocas"; 1983: quinto lugar no Grupo 1 com o enredo "Verde que te quero rosa... Semente viva do samba"; 1984: primeiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Yes, nós temos Braguinha"; 1985: sétimo lugar no Grupo 1 com o enredo "Abram alas que eu quero passar - Chiquinha Gonzaga"; 1986: primeiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Caymmi mostra ao mundo o que a Bahia tem e a Mangueira também"; 1987: primeiro lugar no Grupo 1 com o enredo "No reino das palavras - Carlos Drummond de Andrade"; 1988: segundo lugar no Grupo 1 com o enredo "100 anos de liberdade - Realidade ou ilusão?"; 1989: décimo primeiro lugar no Grupo 1 com o enredo "Trinca de reis (Chico Recarey, Carlos Machado e Walter Pinto); 1990: oitavo lugar no Grupo Especial com o enredo "E deu a louca no barroco"; 1991: décimo segundo lugar no Grupo Especial com o enredo "As três rendeiras do universo"; 1992: sexto lugar no Grupo Especial com o enredo "Se todos fossem iguais a você"; 1993: quinto lugar no Grupo Especial com o enredo "Dessa fruta eu como até o caroço"; 1994: décimo primeiro lugar no Grupo Especial com o enredo "Atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu"; 1995: sexto lugar no Grupo Especial com o enredo "A esmeralda do Atlântico"; 1996: quarto lugar no Grupo Especial com o enredo "Os tambores da Mangueira na terra da encantaria"; 1997: terceiro lugar no Grupo Especial com o enredo "O Olimpo é verde e rosa"; 1998: primeiro lugar no Grupo Especial com o enredo "Chico Buarque de Mangueira" (Título dividido com a Escola Beija-Flor); 1999: sétimo lugar no Grupo Especial com o enredo "O século do samba"; 2000: desfilou com o enredo "Dom Obá II - Rei dos Esfarrapados, Príncipe do Povo"; 2001: desfilou com o enredo "A seiva da vida", classificando-se em terceiro lugar. No ano de 2002 desfilou no Sambódromo com o samba-enredo "Brazil com "Z" é pra cabra da peste, Brasil com "S" é nação do Nordeste" de autoria de Lequinho e Amendoim, tendo como puxador oficial o cantor Jamelão e com o qual a escola foi campeã. Ainda neste mesmo ano, recebeu o "Estandarte de Ouro", prêmio oferecido há 17 anos pelo jornal O Globo para o "Melhor Samba-Enredo" e "Melhor Escola do Ano", entre outras categorias. Com o título de 2002, a Mangueira acumulou seu 5º título em 19 desfiles no Sambódromo. Em 2003, desfilou com o samba-enredo "Os Dez Mandamentos: O samba da paz canta a saga da liberdade" de autoria de Marcelo D'Aguiã, Bizuca, Gilson Bernini e Clóvis Pê. Neste carnaval a escola sagrou-se Vice-campeã e, num ato elegante e desportivo, o então presidente Álvaro Luiz Caetano declarou após a apuração, ainda no Sambódromo: "Parabéns para a Beija-Flor. Ano passado, ganhamos nós. Eles ficaram em segundo. Deixa eles comemorarem, estamos felizes também". A escola, que também promove diversas atividades na comunidade (esporte na Vila Olímpica da Mangueira ou shows e exposições no Centro Cultural Cartola), deu início ao projeto de gravação de sete CDs com todos os sambas-enredos desde 1928. O projeto, com produção musical de Josimar Monteiro, lançou o primeiro CD com 14 sambas-enredos, na visão do então presidente Álvaro Luiz Caetano, que melhor representam a escola, entre eles "Casa grande e senzala", de 1962; "O mundo encantado de Monteiro Lobato", de 1967; "Chico Buarque de Mangueira", de 1998 e "Brasil com Z é cabra da peste, Brasil com S é nação do Nordeste", de 2002. Ainda fazendo parte das comemorações dos 75 anos da escola, a Bateria da Mangueira e a Orquestra Escola da Petrobras Pró-Música apresentaram o "Concerto 75 Anos de Glórias" executando sinfonias e samba-enredos no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano de 2003, foi lançado um DVD com imagens das turnês internacionais da Velha-Guarda e a grife "Yes Brazil" lançou na quadra da escola a coleção "A Moda e a Cultura do Samba", com desfile de tops renomadas: Ana Beatriz Barros e Thalita Pugliese e modelos da comunidade. A grife ainda patrocinou a Ala das Baianas no carnaval de 2004, no qual a escola se classificou em 3º lugar no Grupo Especial, apresentando-se com o samba-enredo "Mangueira redescobre a Estrada Real... E deste Eldorado faz seu carnaval" (Cadu, Gabriel, Almyr e Guilherme), iterpretado por Jamelão. Entre as personalidades emblemáticas da escola, estão: Mocinha da Mangueira (Porta-Estandarte), Dona Zica, Dona Neuma, Cartola, Seu Euclides, Saturnino, Nelson Sargento, Alcione, Carlos Cachaça, Leci Brandão, Elmo José dos Santos, Carlinhos de Jesus (coreógrafo da Comissão de Frente), entre outros não menos importantes. Neste mesmo ano, através de uma pesquisa do Ibope foi apontada como a segunda escola de samba mais querida no Estado do Rio de Janeiro, vindo após a Beija Flor, a Mocidade em terceiro e a Portela em quarto. Em dezembro de 2004 o Presidente da Bateria, Robson Roque, de 43 anos, foi assassinado. Segundo os jornais da época, o caso se deu por causa da insatistação gerada na eleição da Rainha da Bateria. Segundo ainda os jornais, alguns marginais o executaram no topo do morro, onde semanas depois o corpo foi encontrado. Em 2005 a escola desfilou com o samba-enredo "Mangueira energiza a Avenida. Carnaval é pura energia e a energia é o nosso desafio", de Lequinho, Júnior Fionda e Amendoim, tendo como puxador Jamelão, classificando a escola em sexto lugar no Grupo Especial. No ano de 2006 desfilou como samba-enredo "Das águas do Velho Chico, nasce um rio de esperança", de Gilson Bernini, Henrique Gomes e Cosminho, tendo como intérprete Jamelão, sendo classificada em 4º lugar. Em 2007 a escola classificou-se em terceiro lugar com o samba-enredo "Minha pátria é minha língua, Mangueira meu grande amor. Meu samba vai ao Lácio e colhe a última flor", de Lequinho, Junior Fionda, Aníbal e Amendoím, no qual prestou homenagens à língua portuguesa falada do Brasil e ainda a poetas, compositores e escritores de clássicos brasileiros. Em 2008 desfilou com o samba-enredo "100 anos de frevo, é de perder o sapato. Recife mandou me chamar", de Francisco do Pagode (Tuchinha), Lequinho, Jr. Fionda, Silvão e Anibal). Com o samba-enredo interpretado por Luizito, a escola classificou-se em 10º lugar no Grupo Especial. O enredo foi de autoria do carnavalesco Max Lopes. Ainda em 2008, em homenagem à Dona Neuma foi inaugurada a Escola Tia Neuma 2, na Vila Olímpica da Mangueira, para 500 crianças de seis a 14 anos. A escola, com ensino gratuíto em horário integral com aulas de esportes, ciências, biblioteca e labortório de informática, foi inaugurada em solenidade presidida pelo governador Sérgio Cabral, sendo uma parceria do Estado com a iniciativa privada (Santa Mônica Centro Eduacacional). O evento contou com as presenças de Nélson Sargento e do ex-mestre-sala Delegado, além da cantora Alcione (que cantou o Hino Nacional) e da Banda do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Na ocasião, a presidente da escola, Eli Gonçalves da Silva, a Chininha, filha da homenageada, declarou: "Ela tinha relação forte com a educação. Não era professora, mas ajudou a alfabetizar muitas crianças no morro". Vários outros eventos foram ralizados neste ano em que a Escola completou 80 anos, tais como missa ecumênica na quadra; lançamento de selo comemorativo com show da Velha-Guarda da escola na quadra; Baile de Gala dos 80 anos (na quadra); homenagem a Nélson Sargento e ao Mestre-Sala Delegado e ainda show da Velha-Guarda da Mangueira no Canecão, com participações especiais de Leila Pinheiro, Leci Brandão e Alcione. No ano de 2009 a escola classificou-se em 6º lugar do Grupo Especial com o samba enredo "A Mangueira traz os Brasis do Brasil, mostrando a formação do povo brasileiro", de autoria de Lequinho, Jr. Fionda, Gilson Bernini e Gustavo Clarão, tendo como intérprete Luizito. A escola desfilou com os seguintes integrantes: presidente Eli Gonçalves da Silva (Chininha); presidente do Conselho de Carnaval Celso Rodrigues; carnavalesco Roberto Szaniecki; mestre de bateria Taranta; rainha de bateria Gracyanne Barbosa; mestre sala e porta bandeira Marquinhos e Giovanna e comissão de frente Janice Botelho. No ano de 2010 a escola classificou-se em 6º lugar no Grupo Especial com o samba-enredo "Mangueira é música do Brasil", de Renan Brandão, Machado, Paulinho Bandolim e Rodrigo Carioca, puxado pelos intérpretes Rixxah, Luizito e Zé Paulo. Em 2011 a escola desfilou com o samba-enredo "O filho fiel, sempre Mangueira", de Alemão do Cavaco, Cesinho Maluco, Xavier, Ailton Nunes, Rifai e Pê Baianinho, enredo em homenagem ao centenário de nascimento do compositor mangueirense Nélson Cavaquinho, tendo como intérpretes Luizito, Zé Paulo Sierra e Ciganerey, classificando-se em terceiro lugar na disputa do carnaval carioca deste ano. Em 2012 a escola classificou-se, no desfile do Grupo Especial do carnaval carioca, em 7º lugar com o samba-enredo "Vou Festejar! Sou Cacique, Sou Mangueira", de Igor Leal, Lequinho, Junior Fionda e Paulinho Carvalho. No ano de 2013 o G. R. E. S. Estação Primeira de Mangueira classificou-se em 8º lugar do Grupo Especial do carnaval carioca com o enredo "Cuiabá: Um Paraíso no Centro da América!", do carnavalesco Cid Carvalho, tendo como Diretor de Carnaval Jeferson Carlos; Diretores de Harmonia José Carlos Netto e Dimichel Velasco; Rainha da Bateria Gracyanne Barbosa; Mestre de Bateria Ailton; Mestre Sala Raphael Rodrigues e Porta Bandeira Marcella Alves, em samba-enredo composto por Lequinho, Junior Fionda, Paulinho Carvalho e Igor Leal, interpretado por Luizito, Zé Paulo Sierra, Ciganerey e Agnaldo Amaral. No ano de 2014 a escola classificou-se em 8º lugar, no Grupo Especial, desfilando com o samba-enredo "A festança brasileira cai no samba da Mangueira", de Lequinho, Júnior Fionda, Paulinho Carvalho, Flavinho Horta e Igor Leal, tendo como intérprete Luizito. Destacamos também Aramis Santos (Diretor de Carnaval); Rosa Magalhães (Carnavalesco); Edson Góes (Diretor de Harmonia); Ailton (Mestres de Bateria); Evelyn Bastos (Rainha de Bateria); Raphael (Mestre-Sala); Squel (Porta-Bandeira) e Carlinhos de Jesus (Comissão de Frente). No ano de 2015, tendo como presidente Francisco Manoel de Carvalho; carnavalesco, autor de enredo e sinopse Cid Carvalho; casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Raphael Rodrigues e Squel Jorgea; diretores de bateria Vitor Art & Rodrigo Explosão, a escola desfilou com o samba-enredo "Agora chegou a vez, vou cantar: Mulher de Mangueira, Mulher Brasileira em primeiro lugar", de Renan Brandão, Cadu, Alemão do Cavaco, Paulinho Bandolin, Deivid Domênico e Almyr Luz Divina. A agremiação classificou-se em 10º lugar no desfile do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. No ano de 2016 a escola foi a campeã do Grupo Especial desfilando com o samba-enredo "Maria Bethânia, a Menina dos Olhos de Oyá" de autoria de Alemão do Cavaco, Almyr, Cadu, Lacyr D Mangueira, Paulinho Bandolim e Renan Brandão, tendo como carnavalesco Leandro Vieira; diretor de carnaval Júnior Schall; diretor de harmonia Edson Goes; puxador do samba Ciganerey; mestres de bateria Rodrigo Explosão e Vitor Arte; rainha de bateria Evelin; mestre-sala Raphael; porta-Bandeira Squel e comissão de frente de Júnior Scapin e ainda Nélson Sargento como Presidente de Honra e Francisco de Carvalho como presidente da agremiação. Um dos destaques do desfile foi o carro "Abelha Rainha", composto por 15 amigos da cantora, especialmente convidados por ela, entre os quais Ricardo Cravo Albin, Caetano Veloso, Paulinha Lavigne, Zélia Duncan, Bia Lessa, Mart’nália, Moacyr Luz, Renata Sorrah, Chico César, Vanessa da Matta, Ana Carolina e Regina Casé. BIBLIOGRAFIA CRÍTICA: ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Edição Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006. AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Esteio Editora, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014. ARAÚJO, Hiram. Carnaval - Seis milênios de história. Rio de Janeiro: Editora Gryphus, 2000.
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G. R. E. S. Em Cima da Hora

Fundada a 15 de novembro de 1959, suas cores são azul-pavão e branco, com sede localizada à Rua Zeferino da Costa, 556, no subúrbio de Cavalcante. A escola nasceu de um bloco carnavalesco de Cavalcante. Na reunião para sua fundação, não se chegava a um acordo quanto ao nome da escola. Como a discussão já se estendia pela madrugada, às três horas da manhã um participante exclamou: "Tenho que me retirar, está em cima da hora". Desta forma, nasceu o nome e o símbolo da escola: um relógio marcando três horas. Próxima aos bairros de Cascadura e Inhaúma, figurou no grupo principal sete vezes por suas boas apresentações. Várias pessoas importantes pertenceram à escola, dentre eles o escritor e compositor Sérgio Cabral, Baianinho, compositor de vários sucessos e João Severino, que presidiu a agremiação durante muitos anos. Em 1976, a escola apresentou na avenida o seu mais famoso samba-enredo "Os Sertões", de E. Paula. As suas principais colocações nos grupos e seus respectivos enredos, segundo Hiram Araújo, no livro "Carnaval - Seis Mil anos de História", foram: 1972, 8º lugar do Grupo 1 com o samba-enredo "Bahia, berço do Brasil" (de Baianinho), gravado pelo próprio autor neste mesmo ano em compacto simples, lançado pela AESEG (Associação das Escolas de Samba do Estado da Guanabara) em conjunto com a gravadora Top Tap;1995, 10º lugar no Grupo de Acesso A, com o enredo "De Freqüência em Freqüência, na Cadência do Samba"; 1996, sexto lugar no Grupo de Acesso A, com o enredo "Yara, Cigana, Canta, Dança e Toca, é Rio, é Rua, é Carioca";1997, quinto lugar no Grupo de Acesso A, com o enredo "Sérgio Cabral, A Cara do Rio";1998, sétimo lugar no Grupo de Acesso A, com o enredo "Quem é Você, Zuzu Angel? ... Um Anjo Feito Mulher?";1999, desfilou no Grupo de Acesso A; 2000, desfilou no Grupo de Acesso A, com o enredo "Osvaldo Cruz - A Saga de Um Herói Brasileiro"; 2001, 12º lugar no Grupo A, com o enredo "Goiá Tacá Amopi - O Campo das Delícias". No ano de 2012, na Livraria da Travessa, no bairro do Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, foi lançado o livro "Marcadas para viver", de autoria do jornalista, compositor e pesquisador de carnaval João Pimentel, sobre as agremiações que já desapareceram ou estão em grupos das últimas divisões do carnaval carioca. O livro faz parte da Coleção "Cadernos de Samba", da Editora Verso Brasil. No ano de 2015 a escola classificou-se em décimo quinto lugar no Grupo de Acesso Série A, sendo rebaixada para o Grupo de Acesso Série B para o desfile do ano posterior. BIBLIOGRAFIA CRÍTICA: ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006. AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014.
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G. R. E. S. E. Império da Tijuca

Escola de samba fundada a 8 de dezembro de 1940 por Joaquim Augusto de Oliveira (Quincas), Rodolfo Augusto de Oliveira, Celestina Pinto Rabaça, Fernando Matos, Jorge Domingos da Silva, João Escrevente, Mário Pereira, Manoel Queiroz, Aylton dos Santos, Emílio Marcante, Manuel Pinto, entre outros. Tem na sua bandeira as cores verde e branca e sua sede fica na Rua Conde de Bonfim, nº 1.286, no bairro da Usina. A Império da Tijuca traz, acrescido ao nome, o termo Sociedade Educativa (G. R. E. S. E. Império da Tijuca), dada a preocupação principal, no momento de sua fundação, com a educação. A escola desde o início efetivou experiências comunitárias no morro da Formiga, onde está localizada. Havia uma escola de alfabetização para crianças, a Tropa José do Patrocínio (grupo de escoteiro do morro), que atuou durante anos na comunidade. A Império da Tijuca foi a primeira escola a usar o termo Império, razão por que tem uma coroa estampada em sua bandeira, bem como o fumo e o café, que traduzem as riquezas do Brasil. Entre seus quadros mais famosos, figuram os nome de Sinval Silva (compositor predileto de Carmen Miranda) e Mário Pereira, conhecido como Marinho da Muda. Suas principais colocações nos grupos e seus respectivos enredos, de acordo com o livro "Carnaval - Seis mil anos de história", de autoria de Hiram Araújo, foram: 1991: oitavo lugar no Grupo 1 com o enredo "Canaã, a terra prometida, Brasil"; 1992: décimo lugar no Grupo 1 com o enredo "Mistério chamado Brasil"; 1993: oitavo lugar no Grupo 1 com o enredo "Vitis vinífera, a Império é uma uva"; 1994: quarto lugar no Grupo 1 com o enredo "Nelson Rodrigues, um beijo na Sapucaí"; 1995: segundo lugar no Grupo de Acesso A com o enredo "No saçarico da Colombo"; 1996: décimo sétimo lugar no Grupo Especial com o enredo "O Reino Unido e independente do Nordeste"; 1997: quarto lugar no Grupo de Acesso A com o enredo "A coroa do perdão na terra de Oyó" ; 1998: quinto lugar no Grupo de Acesso A com o enredo "Elymar superpopular"; 1999: desfilou no Grupo A; 2000: desfilou no Grupo de Acesso A com o enredo "O ouro vermelho de Pati do Alferes"; 2001: nono lugar no Grupo A com o enredo "Macaé, a princesinha do Atlântico". No ano de 2002 classificou-se em 12° lugar no Grupo de Acesso, sendo rebaixada para o Grupo B. Em 2006 desfilou no Grupo de Acesso A com o enredo "Tijuca, cantos, recantos e encantos", comandada pelo carnavalesco Sandro Gomes. No ano de 2007 desfilou com o enredo "O Intrépido Santo Guerreiro", de Sandro Gomes, classificando-se em quinto lugar no Grupo d eAcesso A. Em 2008 desfilou, no Grupo de Acesso A, com o samba-enredo "Vou juntando o que eu quiser, minha mania vale ouro. Sou Tijuca trago a arte colkecionando meu tesouro", de Júlio Alves, Sereno, Paulo Rios e Beto Lima, classificando-se em 8º lugar, comandada pelo carnavalesco Sandro Gomes. No ano seguijnte, em 2009 classificou-se em oitavo lugar no Grupo de Acesso A, com o enredo "O mundo de barro de Mestre Vitalino", do carnavalesco Fábio Santos. No ano de 2010 desfilou com o enredo "Suprema Jinga - Senhora do trono Brazngola", comandada pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, classificando-se em quinto lugar no Grupo de Acesso A. Em 2011 a escola desfilou com o enredo "O Mundo em Carnaval - Um Olhar sobre a cultura dos povos", do carnavalesco Severo Luzardo, classificando-se em sétimo lugar no Grupo de Acesso A. No ano seguinte, em 2012, com o enredo "Utopias - Viagens aos confins da imaginação", dom carnavalesco Severo Luzardo a escola desfilou no Grupo de Acesso A, do carnaval carioca, classificando-se em 3º lugar deste grupo. No ano de 2013 o G. R. E. S. E. Império da Tijuca sagrou-se campeão do Grupo de Acesso A - Série Ouro, com o enredo "Negra, Pérola Mulher", do carnavalesco Júnior Pernambucano (com colaboração de Diego Martins de Araújo), tendo como Diretor de Carnaval Thiago Monteiro; Diretor Geral de Harmonia Thiago Alemão; Mestre de Bateria Antonio Martins (Mestre CAPOEIRA); Rainha de Bateria Laynara Teles; Mestre Sala Antônio Carlos Nunes (Peixinho) e Porta Bandeira Jaçanã, em samba-enredo composto por Samir Trindade , Serginho Aguiar, Araújo, Walace Menor e Alexandre M, interpretado na avenida por Diego Nicolau. No ano de 2014 a escola classificou-se em 12º lugar, no Grupo Especial, desfilando com o samba-enredo "Batuk", de Marcio André, Vaguinho, Marcão Meu Rei, Alexandre Alegria, Rono Maia e Karine Santos, tendo como intérprete Pixulé. Destacamos também Luís Carlos Amâncio (Diretor de Carnaval e Diretor de Harmonia); Júnior Pernambucano (Carnavalesco); Capoeira (Mestre de Bateria); Laynara Teles (Rainha de Bateria); Peixinho (Mestre-Sala); Jaçanã Ribeiro (Porta-Bandeira) e Júnior Scapin (Comissão de Frente). A escola foi rebaixada para o Grupo de Acesso Série A, onde desfilou em 2015, classificou-se em sexto lugar neste mesmo grupo (Grupo de Acesso Série A). BIBLIOGRAFIA CRÍTICA: ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Edição Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006. AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Esteio Editora, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014. ARAÚJO, Hiram. Carnaval - Seis milênios de história. Rio de Janeiro: Editora Gryphus, 2000.
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G. R. E. S. Caprichosos de Pilares

A Caprichosos de Pilares foi fundada a 19 de fevereiro de 1949, por Walter Machado, Ferminiani da Silva, Amarildo Cristiano, Sebastião Benjamin, Beto Limoeiro, Valtinho Fala-Fina, entre outros, componentes da Unidos da Terra Nova que, insatisfeitos com as apresentações da escola, queriam fazer desfiles de uma grande escola de samba. A maioria de seus componentes é de comunidades circunvizinhas dos morros do Urubu, Engenho da Rainha e das favelas Fernão Cardin e Rato Molhado. As cores de sua bandeira são azul e branco. O primeiro desfile oficial ocorreu em 1953, quando ficou em sétimo lugar no Grupo 2. O primeiro campeonato veio em 1960, no Grupo 2, com o enredo "Invasão holandesa na Bahia". Tornou-se campeã novamente no carnaval de 1971, desta vez no Grupo 3, com o enredo "Primaveras". Em 1978, a escola recebeu o Estandarte de Ouro do jornal O Globo, pelo melhor samba-enredo, "A festa da uva em Caxias do Sul", de Alcino Corrêa e Valadão. Subiu para a elite das escolas de samba ao vencer o Grupo 2 em 1982, sob o comando de Luís Fernando Reis - carnavalesco da escola de 1982 a 87 e 93 a 94 - com o samba-enredo de Alcino Corrêa,"Moça bonita não paga", inspirado nas feiras livres. Embora não tenha alcançado o campeonato do grupo de elite, a Caprichosos emplacou o maior sucesso do carnaval de 1985, "E por falar em saudade" (de Almir Araújo, Marquinhos Lessa, Hércules Corrêa, Balinha e Carlinhos de Pilares), que ficou mais conhecida como "Tem bumbum de fora", em virtude do refrão final. Rebaixada em 1996, retornou para o Grupo Especial em 1998. Segundo o livro "Carnaval - Seis mil anos de história", de autoria de Hiram Araújo, não há registro do nome dos enredos nos anos de 1953 e 1954, nos quais a escola se classificou no sétimo e no segundo lugares, repectivamente, no Grupo 2. As outras colocações nos grupos com seus respectivos enredos nos anos seguintes, de acordo como o livro, foram: 1955: décimo lugar no Grupo 1, com o enredo "Retirada da Laguna"; 1956: décimo quarto lugar no Grupo 1, com o enredo "Exaltação à Justiça brasileira"; 1957: oitavo lugar no Grupo 1, com o enredo "Exaltação à música brasileira"; 1959: décimo lugar no Grupo 1, com o enredo "Laços de fita"; 1960: primeiro lugar no Grupo 2, com o enredo "Invasão holandesa na Bahia"; 1961: nono lugar no Grupo 1, com o enredo "Império de d. Pedro II";1962: quarto lugar no Grupo 2, com o enredo "Galeria dos bravos"; 1963: nono lugar no Grupo 2, com o enredo "A lenda da pedra verde"; 1964: décimo lugar no Grupo 2, com o enredo "O último baile da corte imperial"; 1965: décimo primeiro lugar no Grupo 2, com o enredo "O IV Centenário do Rio de Janeiro";1966: décimo segundo lugar no Grupo 2, com o enredo "A vida e obra de d. João VI"; 1967: décimo lugar no Grupo 2, com o enredo "O Brasil através de sua música"; 1968: décimo terceiro lugar no Grupo 2, com o enredo "Brasil em plena primavera";1969: oitavo lugar no Grupo 3, com o enredo "A Revolução dos Alfaiates na Bahia"; 1970: décimo primeiro lugar no Grupo 3, com o enredo "Consagração histórica de uma princesa"; 1971: primeiro lugar no Grupo 3, com o enredo "Brasil na primavera"; 1972: décimo primeiro lugar no Grupo 2, com o enredo "Brasil - A flor que desabrocha"; 1973: décimo terceiro lugar no Grupo 2, com o enredo "Aclamação e coroação de D. Pedro I"; 1974: terceiro lugar no Grupo 3, com o enredo "Adeus, Praça Onze, Adeus";1975: décimo lugar no Grupo 2, com o enredo "Congada do rei David"; 1976: décimo terceiro lugar no Grupo 2, com o enredo "Sonho de Pierrô"; 1977: terceiro lugar no Grupo 3, com o enredo "Maria Quitéria, heroína de uma raça";1978: sexto lugar no Grupo 2, com o enredo "Festa da uva no Rio Grande do Sul"; 1979: sexto lugar no Grupo 1-B, com o enredo "Uruçumirim, paraíso tupinambá";1980: quinto lugar no Grupo 1-B, com o enredo "É a maior";1981: décimo segundo lugar no Grupo 1-B, com o enredo "Amor, sublime amor"; 1982: primeiro lugar no Grupo 1-B, com o enredo "Moça bonita não paga"; 1983: (Segundo Hiram Araújo, no livro "Carnaval - Seis mil anos de história", a escola não foi julgada por falta de luz) - Enredo "Um cardápio à brasileira"; 1984: terceiro lugar no Grupo 1-A, com o enredo "A visita da nobreza do riso a Chico Rei"; 1985: quarto lugar no Grupo 1-A, com o enredo "E por falar em saudade"; 1986: nono lugar no Grupo 1, com o enredo "Brasil, não seremos jamais, ou seremos?"; 1987: oitavo lugar no Grupo 1, com o enredo "Eu prometo";1988: oitavo lugar no Grupo 1, com o enredo "Luz, câmara, ação; 1989: décimo segundo lugar no Grupo Especial, com o enredo "O que é bom todo mundo gosta"; 1990: décimo terceiro lugar no Grupo Especial, com o enredo "Com a boca no mundo"; 1991: décimo lugar no Grupo Especial, com o enredo "3° milênio - Em busca do juízo final"; 1992: décimo lugar no Grupo Especial, com o enredo "Brasil Feito à mão - Do barro ao carnaval"; 1993: décimo terceiro lugar no Grupo Especial, com o enredo "Não existe pecado no lado de cá do Túnel Rebouças"; 1994: décimo lugar no Grupo Especial, com o enredo "Estou amando loucamente uma coroa de quase 90 anos";1995: décimo lugar no Grupo Especial, com o enredo "Da terra brotei, negro sou e ouro virei"; 1996: décimo quinto lugar no Grupo Especial, com o enredo "Samba, sabor chocolate"; 1997: segundo lugar no Grupo 1, com o enredo "Do tambor ao computador"; 1998: décimo lugar no Grupo Especial, com o enredo "Negra origem, negro Pelé, negra Bené"; 1999: nono lugar no Grupo Especial, com o enredo "No universo da beleza, mestre Pitanguy"; 2000: décimo primeiro lugar no Grupo Especial, com o enredo "Brasil, teu espírito é santo"; 2001: desfilou no Grupo Especial com o enredo "Goiás, um sonho de amor no coração do Brasil". No ano seguinte, em 2002, desfilou com o samba-enredo "Deu pra ti! Tô em alto astral! Tô com Porto Alegre, tri-legal!" de autoria de J. Mazarim e André Fullgaz, homenageando a dupla gaúcha Kleiton e Kledir, puxado na avenida por Jackson Martins e classificando-se em 12º lugar no desfile do Grupo Especial. No ano de 2003 desfilou com o samba-enredo "Zumbi, Rei de Palmares e herói do Brasil. A história que não foi contada" de Carlos Ortiz, Claudia Nei, Alberto Capital e Mestre Augusto. Em 2004, com o samba-enredo "Xuxa e seu reino encantado no carnaval da imaginação" (Preto Jóia, Nei Negrone, Silvio Araújo e Riquinho Gremião), puxado por Jackson Martins, a escola classificou-se em 13º lugar no Grupo Especial. No mês de agosto de 2004, o puxador Jackson Martins foi assassinado na rodovia Washigton Luis, no Rio de Janeiro, após o carro emprestado em que usava ser abordado por um assaltante que disparou após o confundir com militar. O corpo foi enterrado no Cemitério da Solidão, em Belford Roxo. Em 2005 a escola desfilou com o samba-enredo "Carnaval, doce ilusão - a gente se encontra aqui, no meio da multidão! 20 anos de Liga", de J. L.Fróes, Carlinhos Danoninho, Edmar Silva, Jorge 101, Fernando de Lima, Rafael França e Lee Santana, tendo como intérprete Serginho do Porto, classificando-se em 11º lugar no Grupo Especial. No ano de 2006 desfilou com o samba-enredo "Na folia com o Espírito Santo, o Espírito Santo caprichou", de Josemar Manfredini, Mauro Speranza e Márcio do Swing, interpretado por Clóvis Pê, classificando-se em 13º lugar, sendo rebaixada para o Grupo de Acesso. Em 2007 desfilou com o enredo "Com Todo o Gás, a Caprichosos Acende a Chama do Carnaval", do caranvalesco Marcos Januário, que classificou a escola em segundo lugar, sendo a vice-campeã do carnaval carioca do Grupo de Aceso A. Em 2008, desfilando no Grupo de Acesso A, classificou-se em sexto lugar com o enredo "De Santo Antônio de Sá ao Polo Petroquímico, Itaboraí...uma terra abençoada!", do caranvalesco Lane Santana. No ano de 2009 desfilou com o enredo "No transporte da alegria...Me leva Caprichosos a caminho da folia", dos carnavalescos Lane Santana e Sandro Gomes, classificando-se em décimo lugar do Grupo de Acesso A. Em 2010 desfilou com o enredo "E por falar em saudade", classificando-se em sétimo lugar no Grupo de Acesso A. No ano de 2011 ficou em décimo lugar no desfile do Grupo de Acesso A com o enredo "Gente Humilde", de Amauri Santos, sendo rebaixada para o Grupo de Acesso B. No ano de 2015 a escola classificou-se em sétimo lugar no Grupo de Acesso Série A. BIBLIOGRAFIA CRÍTICA: ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006. AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014.
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G. R. E. S. Beija-Flor

O Grêmio Recreativo e Escola de Samba Beija-Flor foi fundado no dia 25 de dezembro de 1948. Um grupo formado por Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), D. Eulália (mãe de Milton), Edson Vieira Rodrigues (Edinho Ferro-Velho), Helles Ferreira da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva resolveu formar um bloco, batizado de Beija-Flor por sugestão da mãe de Milton, inspirado no Rancho Beija-Flor, da cidade de Valença. Em 1953, Cabana (Silvestre David dos Santos), da Ala dos Compositores, inscreveu o bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor, como Escola de Samba, na Confederação das Escolas de Samba para disputar o desfile do segundo grupo no ano seguinte. A Beija-Flor foi campeã com o samba-enredo "Caçador de esmeraldas", de autoria de Cabana, subindo para o primeiro grupo, onde ficou até 1963. Em 1974, retornou ao primeiro grupo. Dois anos depois, foi campeã com o enredo "Sonhar com rei dá leão", quando Joãosinho Trinta passou a ser o carnavalesco da Escola, levando a Beija-Flor ao bicampeonato em 1977, com o enredo "Vovó e o rei da Saturnália na corte egipciana" e, em 1978, ao tricampeonato, com o enredo "A criação do mundo na tradição nagô". Sagrou-se campeã em 1980, dividindo o título com a Imperatriz Leopoldinense e com a Portela, com o enredo "O sol da meia-noite, uma viagem ao país das maravilhas". A Escola voltou a ser campeã em 1983, com o enredo "A grande constelação das estrelas negras". No ano de 1989, com o enredo "Ratos e urubus larguem a minha fantasia", a Beija-Flor classificou-se em segundo lugar, mas foi o grande acontecimento daquele carnaval: Joãosinho Trinta levou mendigos e pessoas esfarrapadas para o desfile, quebrando a tendência de fantasias caras que os foliões tinham que comprar para sair em qualquer escola do Grupo Especial. Em 1992, Joãosinho Trinta fez seu último desfile pela Beija-Flor, transferindo-se para a Unidos do Viradouro, Escola da cidade de Niterói. Milton Cunha passou a ser o carnavalesco da Escola em 1995. Nesse ano, a Beija-Flor alcançou o terceiro lugar com o enredo "Bidu Sayão e o canto de cristal", em homenagem a maior cantora lírica brasileira, que desfilou, com mais de 90 anos, em um dos carros alegóricos. A Escola voltou a ser campeã em 1998, dividindo o título com a Mangueira, quando apresentou o enredo "Pará, o mundo místico dos caruanas nas águas do patu-anu". No ano seguinte, com o samba-enredo "Araxá - Lugar alto onde primeiro se avista o sol", de autoria de Wilsinho Paz e Noel Costa, interpretado por Neguinho da Beija-Flor, a Escola classificou-se em segundo lugar no Grupo Especial. No ano 2000, desfilou com o samba-enredo "Brasil, um coração que pulsa forte. Pátria de todos ou terra de ninguém?", de Igor Leal e Amendoim da Beija-Flor. As suas colocações nos grupos e seus respectivos enredos através dos anos, de acordo com o livro "Carnaval - Seis mil anos de história", de autoria de Hiram Araújo, foram: 1954: primeiro lugar no Grupo 2, com o enredo "O caçador de esmeraldas", samba-enredo de autoria do compositor Cabana; 1955: sexto lugar no Grupo 1, com o enredo "Páginas de ouro da poesia brasileira"; 1956: décimo segundo lugar no Grupo 1, com o enredo "O gaúcho"; 1957: décimo lugar no Grupo 1, com o enredo "Riquezas do Brasil"; 1958: décimo lugar no Grupo 1, com o enredo "Exaltação às Forças Armadas"; 1959: nono lugar no Grupo 1, com o enredo "Copa do Mundo"; 1960: décimo lugar no Grupo 1, com o enredo "Regência"; 1961: oitavo lugar no Grupo 1, com o enredo "Homenagem a Brasília"; 1962: segundo lugar no Grupo 1, com o enredo "Dia do Fico"; 1963: décimo lugar no Grupo 1, com o enredo "O guarani"; 1964: décimo segundo lugar no Grupo 2, com o enredo "Café, riqueza do Brasil"; 1965: terceiro lugar no Grupo 3, com o enredo "Lei do Ventre Livre"; 1966: terceiro lugar no Grupo 3, com o enredo "Fatos que culminaram com Independência do Brasil"; 1967: segundo lugar no Grupo 3, com o enredo "A queda da monarquia"; 1968: nono lugar no Grupo 2, com o enredo "Exaltação a José de Alencar"; 1969: nono lugar no Grupo 2, com o enredo "O paquete do exílio"; 1970: sexto lugar no Grupo 2, com o enredo "Rio, quatro séculos de glórias"; 1971: sétimo lugar no Grupo 2, com o enredo "Carnaval, sublime ilusão"; 1972: sexto lugar no Grupo 2, com o enredo "Bahia dos meus amores"; 1973: segundo lugar no Grupo 2, com o enredo "Educação para o desenvolvimento do Brasil do ano 2000"; 1974: sétimo lugar no Grupo 1, com o enredo "Brasil ano 2000"; 1975: sétimo lugar no Grupo 1, com o enredo "O grande decênio"; 1976: primeiro lugar no Grupo 1, com o enredo "Sonhar com rei dá leão"; 1977: primeiro lugar no Grupo 1, com o enredo "Vovó e o rei da Saturnália na corte egípicia"; 1978: primeiro lugar no Grupo 1, com o enredo "A criação do mundo na tradição nagô"; 1979: segundo lugar no grupo 1, com o enredo "O paraíso da loucura"; 1980: primeiro lugar no Grupo 1, com o enredo "O sol da meia-noite, uma viagem ao país das maravilhas"; 1981: segundo lugar no Grupo 1, com o enredo "Carnaval no Brasil - A oitava das sete maravilhas do mundo"; 1982: segundo lugar no Grupo 1, com o enredo "O olho azul da serpente"; 1983: primeiro lugar no Grupo 1, com o enredo "A grande constelação das estrelas negras"; 1984: terceiro lugar no Grupo 1, com o enredo "O gigante em berço esplêndido"; 1985: segundo lugar no Grupo 1, com o enredo "A Lapa de Adão e Eva"; 1986: segundo lugar no Grupo 1, com o enredo "O mundo é uma bola"; 1987: quarto lugar no Grupo 1, com o enredo "As mágicas luzes da ribalta"; 1988: terceiro lugar no Grupo 1, com o enredo "Sou rei negro do Egito, à liberdade"; 1989: segundo lugar no Grupo 1, com o enredo "Ratos e urubus larguem a minha fantasia"; 1990: segundo lugar no Grupo Especial, com o enredo "Todo mundo nasceu nu"; 1991: quarto lugar no Grupo Especial, com enredo "Alice no Brasil das maravilhas"; 1992 no qual a: sétimo lugar no Grupo Especial, com o enredo "Há um ponto de luz na imensidão". No ano de 1993 com a carnavalesca foi Maria Augusta, a escola classificou-se em terceiro lugar no Grupo Especial, com o enredo "Uni, duni, tê a Beija-Flor escolheu você", de autoria de Wilson Bombeiro, Edeor de Paula e Sérgio Fonseca; 1994: quinto lugar no Grupo Especial, com o enredo "Margareth Mee, a Dama das Bromélias"; 1995: terceiro lugar no Grupo Especial, com o enredo "Bidu Sayão e o canto de cristal"; 1996: terceiro lugar no Grupo Especial, com o enredo "Aurora do povo brasileiro"; 1997: quarto lugar no Grupo Especial, com o enredo "A Beija-Flor é festa na Sapucaí"; 1998: primeiro lugar no Grupo Especial, com o enredo "O mundo místico dos caruanas na águas do Patu Anu", com a inovação de apresentar não apenas um carnavalesco, mas um conjunto de quatro responsáveis, formadores da Comissão de Carnaval da escola. Em 1999 a escola classificou-se em segundo lugar no Grupo Especial com o enredo "Araxá, lugar alto onde primeiro se avista o sol"; 2000: segundo lugar no Grupo Especial, com o enredo "Brasil, um coração que pulsa forte. Pátria de todos ou terra de ninguém?"; 2001: segundo lugar no Grupo Especial, com o enredo "A saga de Agotime - Maria Mineira Naê". No ano 2002 desfilou com o samba-enredo "O Brasil dá o ar de sua graça. De Ícaro a Ruben Berta, o ímpeto de voar" de autoria de Wilsinho Paz, Elcy, Gil da Flores, Alexandre Moraes, Tamir, Tom e Igor Leal", tendo como puxador oficial da escola Neguinho da Beija-Flor e classificando-se em 2º lugar no Grupo Especial, com apenas um décimo de diferença dos pontos do primeiro lugar. No ano de 2003 desfilou com o samba-enredo "O povo conta a sua história: saco vazio não pára em pé. A mão que faz a guerra faz a paz", de autoria de Betinho, J.C, Coelho, Ribeirinho, Glyvaldo, Luís Otávio, Manoel do Cavaco, Serginho Sumaré e Vinícius, sendo a campeã do Grupo Especial. Em 2004 conseguiu o bi-campeonato após um desfile embaixo de uma forte chuva. A Escola levou para o sambódromo o samba-enredo "Manôa - Manaus - Amazônia - Terra Santa... Que alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz" (Cláudio Russo, Zé Luiz, Marquinhos, Jessi e Leleco), interpretado por Neguinho da Beija-Flor. Neste mesmo ano, através de uma pesquisa do Ibope foi apontada como a escola de samba mais querida no Estado do Rio de Janeiro, vindo logo a seguir a Mangueira em segundo lugar, a Mocidade em terceiro e a Portela em quarto. No ano de 2005 desfilou com o samba-enredo; "O vento corta as terras dos pampas. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Guarani. Sete povos na fé e na dor... Sete missões de amor", de J.C. Coelho, Ribeirinho, Adilson China, Serginho Sumaré, Domingos OS, R. Alves, Sidney de Pilares, Zequinha do Cavaco, Jorginho Moreira, Wanderlei Novidade, Walnei Rocha, Paulinho Rocha, tendo como intérprete Neguinho da Beija-Flor. Com esse enredo, totalizando 399,4 pontos e superando a segunda colocada, a Unidos da Tijuca, por apenas um décimo de diferença, sagrou-se tri-campeã neste mesmo ano. No ano de 2006 desfilhou com o samba-enredo "Poços de Caldas derrama sobre a Terra suas águas milagrosas: do caos Inicial à explosão da vida - Água, a nave-mãe da existência", de autoria de Wilsinho Paz, Noel Costa, Alexandre Moraes e Silvio Romai, puxado por Neguinho da Beija-Flor, classificando-se em 5º lugar. Com um trabalho social ativo, a escola mantém uma das maiores crecres do país e ainda, dirigido por Cleitom Machado, um educandário que atende não só a população carente de Nilópolis, como também de áreas adjacentes. No ano de 2007 foi a campeã do carnaval carioca com o samba-enredo "Áfricas: do berço real à corte brasiliana", de Cláudio Russo, J. Veloso, Carlinhos do Detran e Gilson Dr. Em 2008 tornou-se bi-campeão do Grupo Especial com o enredo de autoria de Laíla, Alexandre Louzada, Fran-Sérgio e Bira e o samba-enredo "Macapaba: equinócio solar, viagens fantásticas do meio do mundo", de Cláudio Russo, Carlinhos Detran, J. Velloso, Gilson Dr, Kid e Marquinhos, com o intérprete oficial Neguinho da Beija-Flor. Em 2009 a escola classificou-se em 2º lugar no Grupo Especial com o enredo "No chuveiro da alegria quem banha o corpo lava a alma na folia", tendo como presidente Farid Abrão David; diretor de carnaval: Laila; carnavalescos: Alexandre Louzada, Fran-Sérgio, Laila e Ubiratan Silva; mestres de bateria: Plínio e Paulinho; rainha de bateria: Rayssa Oliveira; mestre-sala e porta-bandeira: Claudinho e Selminha Sorriso; comissão de frente: Gislaine Cavalcante; intérprete: Neguinho da Beija-Flor e compositores do samba-enredo: Tom Tom, Marcelo Guimarães, Lopita, Jorge Augusto e Veni Vieira. Em 2010 a escola classificou-se em 3º lugar no Grupo Especial apresentando o samba-enredo "Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília: do sonho à realidade, a capital da esperança", dos compositores Picolé da Beija-Flor, Serginho Sumará, Samir Trindade, Serginho Aguiar, Dilson Marimba e André do Cavaco, interpretado por Neguinho da Beija-Flor, tendo como carnavalesco Laíla, Fra-Sérgio, Ubiratan Silva e Alexandre Louzada. No ano de 2011 a escola desfilou com o samba-enredo "A Simplicidade de um Rei", de Samir Trindade, Serginho Aguiar, Jr. Beija-Flor, Sidney de Pilares, Jorginho Moreira, Théo M. Netto, Kleber do Sindicato e Marcelo Mourão, tendo como intérprete Neguinho da Beija-Flor e tendo como tema uma homenagem ao cantor Roberto Carlos, sagrando-se campeã do carnaval carioca. No ano de 2012 a escola classificou-se em 4º lugar com o samba enredo "São Luís: O Poema Encantado do Maranhão", de J. Velloso, Adilson China, Carlinhos do Detran, Silvio Romai, Hugo Leal, Gilberto Oliveira, Samir Trindade, Serginho Aguiar, Jr Beija-Flor, Ricardo Lucena, Thiago Alves e Rômulo Presidente. Neste mesmo ano foi lançada a biografia da escola na Livraria da Travessa, no bairro do Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. Escrita por Aydano André Motta e com o título de "Maravilhosa e Soberana", a biografia faz parte da Coleção "Cadernos de Samba", da Editora Verso Brasil. No ano de 2013 o G. R. E. S. Beija-Flor classificou-se como vice-campeã do carnaval carioca com o enredo "Amigo Fiel, do cavalo do amanhecer ao Mangalarga Marchador", da Comissão de Carnaval composta por André Cezari, Fran-Sérgio, Ubiratan Silva, Vítor Santos e Bianca Behrends, tendo como Diretor de Carnaval Laíla, Mestres de Bateria Plínio e Rodney; Rainha de Bateria Rayssa Oliveira; Mestre Sala Claudinho e Porta Bandeira Selmynha Sorriso, além de puxador de samba Neguinho da Beija-Flor, em composição de J. Velloso, Ribeirinho, Marquinho Beija-Flor, Gilberto Oliveira, Dilson Marimba, Sílvio Romai, Cláudio Russo e Miguel. No ano de 2014 a escola classificou-se em 7º lugar, no Grupo Especial, desfilando com o samba-enredo "O Astro Iluminado da Comunicação Brasileira", de Jr. Beija-Flor, Sidney de Pilares, Júnior Trindade, Adilson Brandão, Zé Carlos, Diogo Rosa, Carlinhos Careca e Samir Trindade, tendo como intérprete Neguinho da Beija-Flor. Destacamos também Laila, Fran-Sérgio, Ubiratan Silva, Vítor Santos e André Cezari. Pesquisadora: Bianca Behrends (Carnavalescos); Laíla (Diretor de Carnaval); Plínio e Rodney (Mestres de Bateria); Rayssa Oliveira (Rainha de Bateria); Claudinho (Mestre-Sala); Selmynha Sorriso (Porta-Bandeira) E Marcelo Misailidis (Comissão de Frente). No ano de 2015, tendo como presidente Farid Abraão David; comissão de carnaval integrada por Laíla, Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Victor Santos, André Cezari, Bianca Behrends e Claudio Russo, também autores do enredo e da sinopse; diretores de bateria Mestres Rodney Ferreira e Plínio de Morais, auxiliados por Anderson Miranda, Carlos Alberto, Adelino Vieira, Clóvis, Thiago, Michel, Xunei, Marlon e Rogério Pó de Mico; 1º Mestre-Sala Claudinho e 1ª Porta-Bandeira Selmynha Sorriso, a escola desfilou com o samba-enredo "Um Griô Conta a História: Um Olhar Sobre a África e o Despontar da Guiné Equatorial Caminhemos Sobre a Trilha de Nossa Felicidade", de J. Velloso, Samir Trindade, Jr. Beija-Flor, Marquinhos Beija-Flor, Gilberto Oliveira, Elson Ramires, Dílson Marimba, Silvio Romai, Junior Trindade e Ribeirinho, puxado na avenida por Neguinho da Beija-Flor. A agremiação tornou-se a campeã do carnaval carioca, obtendo seu 13º título. No ano de 2016 a escola classificou-se em 5º lugar no desfile do Grupo Especial, apresentando o samba-enredo "Mineirinho Genial! Nova Lima - Cidade Natal. Marquês de Sapucaí - O Poeta Imortal!", de Marcelo Guimarães, Sidney de Pilares, Manolo, Jorginho Moreira, Kirraizinho e Diogo Rosa, com base no trabalho da pesquisadora Bianca Behrendstendo; tendo como carnavalescos uma comissão integrada por Laíla, André Cezari, Fran-Sérgio, Ubiratan Silva, Vítor Santos e Cláudio Russo; Diretor de Carnaval e Harmonia Laíla; intérprete na avenida Neguinho da Beija-Flor; Mestres de Bateria Plínio e Rodney; Rainha de Bateria Rayssa Oliveira; Mestre-Sala Claudinho; Porta-Bandeira Selmynha Sorriso, e Comissão de Frente dirigida por Marcelo Misailidis. BIBLIOGRAFIA CRÍTICA: ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Edição Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006. AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Esteio Editora, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014. ARAÚJO, Hiram. Carnaval - Seis milênios de história. Rio de Janeiro: Editora Gryphus, 2000.
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G. R. E. S. Acadêmicos do Salgueiro


Segundo José dos Santos, no livro "Salgueiro, Cem Anos de Existência", o Morro do Salgueiro, localizado na Chácara do Trapicheiro, começou a ser povoado por volta de 1885 por ex- trabalhadores das decadentes plantações de café do Vale do Paraíba e de zonas vizinhas. Com o falecimento do Conde de Bonfim e de seu filho o Barão de Mesquita a Chácara do Trapicheiro (pertencente à Comarca de Andaraí Pequeno) foi loteada pelo Barão de Itacuruçá (genro do Barão de Mesquita) e as terras negociadas para pequenos proprietários, como o comerciante Domingos Alves Salgueiro. Por volta de 1900 o próspero proprietário já era dono do único comércio local e de uma fábrica de conservas na Rua dos Araújos. Estabelecidos no morro, segundo José dos Santos, os pioneiros habitantes e seus descendentes cultivavam folguedos populares como o jongo e o caxambu, assim como as crenças e tradições dos negros bantos da zona cafeeira (macumba e omolocô). Desta forma fundaram vários blocos e pequenas agremiações de samba como as escolas de samba Azul e Branco, Unidos do Salgueiro e Depois Eu Digo, todas filiadas à Cbes (Confederação Brasileira das Escolas de Samba), que mais tarde, em 3 de março de 1953, viriam dar início ao Acadêmicos do Salgueiro. Esse número exagerado de escolas de samba, em um mesmo local, trazia como consequência o enfraquecimento das três. Os sambistas mais esclarecidos perceberam o fato e tentaram a união. A Unidos do Salgueiro, que tinha em seu quadro Joaquim Calça Larga, não concordou, mas a Depois Eu Digo e a Azul e Branco aderiram à ideia. A escola foi fundada sem a Unidos do Salgueiro, que pouco depois desapareceu. Para escolher o nome da nova escola, foi acatada a sugestão do compositor Noel Rosa de Oliveira. Em pouco tempo, a Acadêmicos do Salgueiro se tornou uma grande escola. Com sede própria à Rua Silva Tele, 104, no bairro do Andaraí, teve como seu primeiro presidente Paulino de Oliveira e as cores (vermelho e branco), segundo Haroldo Costa, foram sugeridas por Francisco Assis Coelho (Gaúcho), no que também ficou de acordo com o livro "Escolas de Samba Em Desfile", de Hiram Araújo e Amaury Jório, embora outras versões indiquem o nome de Pedro Ceciliano (Peru) como aquele que sugeriu as referidas cores. Entre seus fundadores destacam-se também Iracy Serra (Seu Ioiô) e a esposa Dona Fia, pais de Mestre Louro, Almir Guinéto e Chiquinho (do grupo Originais do Samba). Segundo o livro "Carnaval - Seis Mil Anos de História", de Hiram Araújo, suas colocações nos grupos e seus respectivos enredos através dos anos foram: em 1954, terceiro lugar no Grupo 1, com o enredo "Uma Romaria Na Bahia"; 1955, quarto lugar no Grupo 1, com o enredo "Epopeia do Samba";1956, quarto lugar no Grupo 1, com o enredo "Brasil, Fonte das Artes";1957, quarto lugar no Grupo 1, com o enredo "Navio Negreiro"; 1958, quarto lugar no Grupo 1, com o enredo "Um Século e Meio de Progresso a Serviço do Brasil". A entrada de Nelson de Andrade, a partir do carnaval de 1958, desencadeou uma série de transformações na escola, que pouco tempo depois adotou o lema, de autoria de Andrade, "Nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente". Criador também da bandeira da escola, Nelson, em 1959, levou Fernando Pamplona para organizá-la. Pamplona formou a equipe composta por ele, Dirceu e Marie Louise Nery, Arlindo Rodrigues e o aderecista e desenhista Nilton de Sá. Assim começou a revolução estética que culminaria, anos mais tarde, na ênfase ao grande visual dos carnavais modernos. Sobre Nelson Andrade declarou Fernando Pamplona: "Ele foi o cara que revolucionou o carnaval. Em vez de cantar 'capa e espada' cantou o artista". Neste mesmo de 1959 a escola classificou-se em segundo lugar no Grupo 1, com o enredo "Viagens Pitorescas do Brasil - Debret". No ano de 1960 classificou-se em primeiro lugar no Grupo 1, com o enredo "Quilombo dos Palmares", criado por Fernando Pamplona. No ano seguinte, em 1961 a escola classificou-se em segundo lugar no Grupo 1, com o enredo "Vida e Obra de Aleijadinho";1962, terceiro lugar no Grupo 1, com o enredo "O Descobrimento do Brasil"; Em 1963, o carnavalesco Arlindo Rodrigues convidou Joãosinho Trinta para auxiliá-lo nos desfiles, um ex-bailarino do Teatro Municipal que acumulava também as funções de chefe de guarda-roupa, chegando a dirigir a montagem das óperas "Tosca" e "O Guarani". Sobre esse fato, relatou certa vez Joãosinho: "Comecei a perceber que o desfile era como a ópera". Neste mesmo ano de 1963 a escola classificou-se em primeiro lugar no Grupo 1, com o enredo "Chica da Silva". Criado pelo carnavaleco Arlindo Rodrigues o enredo contou na passarela, na época, a Avenida Presidente Vargas, a estória da escrava Chica da Silva, tratada como rainha em Minas Gerais, representada por Isabel Valença. Na Ala dos Importantes 12 pares dançavam minueto, coreografado or Mercedes Batista (primeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro). O samba enredo fora composto por Anescarzinho do Slagueiro e Noel Rosa de Oliveira. No ano de 1964 a ecola classificou-se em segundo lugar no Grupo 1, com o enredo "Chico-Rei", enredo do carnavalesco Fernando Pamplona;1965, primeiro lugar no Grupo 1, com o enredo "História do Carnaval Carioca";1966, quinto lugar no Grupo 1, com o enredo "Os Amores Célebres do Brasil"; 1967, terceiro lugar no Grupo 1, com o enredo "História da Liberdade no Brasil"; 1968, terceiro lugar no Grupo 1, com o enredo "Dona Bêja, A Feiticeira do Araxá";1969, primeiro lugar no Grupo 1, com o enredo "Bahia de Todos os Deuses"; 1970, segundo lugar no Grupo 1, com o enredo "Praça XI - Carioca da Gema"; 1971, primeiro lugar no Grupo 1, com o enredo "Festa Para Um Rei Negro"; 1972, quinto lugar no Grupo 1, com o enredo "Mangueira - Minha Madrinha Querida"; Em 1973, Arlindo Rodrigues, seu padrinho, deixou a escola, e Joãozinho assumiu a função de carnavalesco. Neste mesmo ano a escola clasificou-se em terceiro lugar no Grupo 1, com o enredo "Eneida, Amor e Fantasia"; 1974, primeiro lugar no Grupo 1, com o enredo "Rei da França na Ilha da Assombração";1975, primeiro lugar no Grupo 1, com o enredo "O Segredo das Minas do Rei Salomão"; 1976, quinto lugar no Grupo 1, com o enredo "Valongo"; 1977, quarto lugar no Grupo 1, com o enredo "Do Cauim ao Efó, com Moça Branca, Branquinha"; 1978, sexto lugar no Grupo 1, com o enredo "Do Yorubá à Luz, a Aurora dos Deuses"; 1979, sexto lugar no Grupo 1, com o enredo "O Reino Encantado da Mãe Natureza contra o Rei do Mal"; 1980, terceiro lugar no Grupo 1, com o enredo "O Bailar dos Ventos, Relampejou, mas não Choveu"; 1981, quinto lugar no Grupo 1, com o enredo "Rio de Janeiro"; 1982, oitavo lugar no grupo 1, com o enredo "No Reino do Faz de Conta";1983, oitavo lugar no Grupo 1, com enredo "Traços e Troças"; 1984, quarto lugar no Grupo 1, com o enredo "Skindô, Skindô"; 1985, sexto lugar no Grupo 1, com o enredo "Anos Trinta, Ventos Sul-Vargas";1986, sexto lugar no Grupo 1, com o enredo "Tem Que Se Tirar da Cabeça Aquilo Que Não Se Tem No Bolso - Tributo a Fernando Pamplona";1987, quinto lugar no Grupo 1, com o enredo "E Por Que Não?"; 1988, quarto lugar no Grupo 1, com o enredo "Em Busca do Ouro";1989, quinto lugar no grupo 1, com o enredo "Templo Negro Em Tempo de Consciência Negra"; 1990, terceiro lugar no Grupo Especial, com o enredo "Sou Amigo do Rei"; 1991, segundo lugar no Grupo Especial, com o enredo "Me Amasso se Não Passo pela Rua do Ouvidor"; 1992, quarto lugar no Grupo Especial, com o enredo "O Negro Que Virou Ouro nas Terras do Salgueiro"; 1993, primeiro lugar no Grupo Especial, com o enredo "Peguei um Ita no Norte"; 1994, segundo lugar no Grupo Especial, com o enredo "O Rio De Lá Prá Cá"; 1995, quinto lugar no Grupo Especial, com o enredo "O Caso do Por Acaso"; 1996, quinto lugar no Grupo Especial, com o enredo "Anarquistas Sim, Mas Nem Todos"; 1997, sétimo lugar no Grupo Especial, com o enredo "De Poeta, Carnavalesco e Louco Todo Mundo Tem Um Pouco";1998, sétimo lugar no Grupo Especial, com o enredo "A Ilha do Boi-Bumbá: Garantido e Caprichoso";1999, quinto lugar com o enredo "Salgueiro é Sol e Sal nos 400 anos de Natal"; 2000, sexto lugar no Grupo Especial, com o enredo "Sou Rei, sou Salgueiro, meu Reinado é Brasileiro". Em 2001 desfilou com o samba-enredo "Salgueiro no Mar de Xarayés, é Pantanal, é Carnaval" de autoria de Augusto, Zé Carlos da Saara e Rocco Filho, tendo como puxador oficial da escola o intérprete Nego. No ano de 2002 a escola levou para avenida o samba-enredo "Asas de um sonho. Viajando com o Salgueiro, o orgulho de ser brasileiro..." de autoria de Leonel, Luizinho Professor, Serginho 20, Sidney Sá, Cláudinho e Nego. Neste ano a escola classificou-se em 6º lugar do Grupo Especial. Em 2003 desfilou com o samba-enredo "Salgueiro, minha paixão, minha raiz, 50 anos de glória", de autoria de Leonel, Luizinho, Professor, Serginho 20, Sidney Sá e Cláudinho. Em 2004 com o samba-enredo "A cana que aqui se planta tudo dá, até energia... Álcool, o combustível do futuro" (Leonel, Luizinho Professor, Serginho 20, Sidney Sã, Prof. Newtão e Quinho), puxado por Quinho, a escola classificou-se em 6º lugar no Grupo Especial. Em 2005 desfilou com o samba-enredo "Do fogo que ilumina a vida, Salgueiro é chama que não se apaga", de autoria de Moisés Santiago, Waltinho Honorato, Fernando Magaça, Luiz Antonio e Quinho, tendo como intérprete o também puxador Quinho, classificando-se em quinto lugar no Grupo Especial. No ano de 2006 classificou-se em 11º lugar com o samba-enredo "Microcosmos - O que os olhos não vêem, o coração sente", de autoria de Tiãozinho do Salgueiro, Abs, Leonel, Luizinho Professor, Moisés Santiago, Waltinho Honorato, Fernando Magaça, Paulo Shell e Quinho, sendo este último, puxador do samba na Sapucaí. Em 2007, no Grupo Especial, a escola classificou-se em 7º lugar com o samba-enredo "Candaces", de Dudu Botelho, Marcelo Motta, Zé Paulo e Luiz Pião. No ano de 2008 foi consagrada vice-campeã do Grupo Especial com o samba-enredo "O Rio de Janeiro continua sendo...", de Dudu Botelho, Marcelo Motta, Josemar Manfredini, João Conga e Luiz Pião, tendo como o puxador Quinho. Os carnavalescos Márcia Lavia e Renato Lage foram os autores do enredo. Neste mesmo ano faleceu Mestre Louro, um dos personagem mais emblemáticos da escola. Em sua homenagem o Acadêmicos do Salgueiro batizou a sala da bateria com o nome "Sala Mestre Louro". Em 2009 sagrou-se a campeã do Grupo Especial com o enredo "Tambor". A escola, tendo como presidente Regina Celi Fernandes Duran e Luís Otávio Novelo como diretor de carnaval, desfilou com a seguinte formação: carnavalesco: Renato Lage; mestre de bateria: Marcão; rainha de bateria: Viviane Araújo; meste-sala e porta-bandeira: Ronaldinho e Gleice Simpatia; comissão de frente: Hélio Bejane; Intérprete: Quinho; autores do samba-enredo: Moisés Santiago, Paulo Shell, Leandro Costa e Tatiana Leite. Em 2010, com Renato Lage como carnavalesco, a escola classificou-se em 5º lugar no Grupo Especial com o samba-enredo "Histórias sem fim" (Josemar Manfredine, Brasil do Quintal, Betinho do Porto e Fernando Mangaça) e Quinho como puxador oficial da escola. No ano de 2011 e escola desfilou com enredo do carnavalesco Renato Laje e samba-enredo "Salgueiro apresenta: O Rio no cinema", de Dudu Botelho, Miudinho, Anderson Benson e Luiz Pião, tendo como interpretes Quinho, Serginho do Porto e Leonardo Bessa, classificando-se em quinto lugar no carnaval carioca daquele ano. Em 2012, no carnaval carioca, classificou-se em 2º lugar com o samba-enredo "Cordel Branco e Encarnado", de Marcelo Motta, Tico do Gato, Ribeirinho, Dílson Marimba, Domingos OS e Diego Tavares. Em 2013 a escola classificou-se em 5º lugar no desfile do Grupo Especial do carnaval carioca tendo como enredo "Fama", dos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage e da Comissão de Carnaval composta por Regina Celi, Anderson Abreu e Renato Duran, tendo como Diretor de Harmonia Jô Calça Larga; Mestre de Bateria Marcão; Rainha de Bateria Viviane Araújo; Mestre Sala Sidclei e Porta Bandeira Gleice Simpatia, em samba-enredo composto por Marcelo Motta, João Ferreira, Gê Lopes, Thiago Daniel, puxado na avenida pelo trio de intérpretes Quinho, Serginho do Porto e Leonardo Bessa. No ano de 2014 a escola classificou-se em segundo lugar, no Grupo Especial, desfilando com o samba-enredo "Gaia, a vida em nossas mãos", de Xande de Pilares, Dudu Botelho, Miudinho, Betinho de Pilares, Rodrigo Raposo e Jassa, tendo como intérpretes Quinho, Serginho do Porto e Leonardo Bessa. Destacamos também Regina Celi, Dudu Azevedo e Renato Duran (Comissão de Carnaval); Renato Lage e Márcia Lage (Carnavalescos); Jô Calça Larga (Diretor de Harmonia); Marcão (Mestre de Bateria); Viviane Araújo (Rainha de Bateria); Sidclei Santos (Mestre-Sala); Marcella Alves (Porta-Bandeira) e Hélio Bejani (Comissão de Frente). No ano de 2015, tendo como presidente Regina Celi dos Santos Fernandes; vice-presidente de carnaval Regina Celi dos Santos Fernandes e diretor geral de carnaval Luiz Eduardo Lima Azevedo (Dudu Azevedo); carnavalescos, autores do enredo e da sinopse Renato Lage e Márcia Lage; 1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Sidclei e Marcella Santos; Diretor Geral de Bateria Mestre Marcão (Marco Antonio da Silva), a agremiação desfilou com o samba-enredo "Do fundo do quintal, saberes e sabores na Sapucaí...", de Xande de Pilares, Jassa, Betinho de Pilares, Miudinho, Luiz Pião e W. Correa, puxado por Leonardo Bessa, Serginho do Porto e Xande de Pilares, auxiliados por Eduardo Dias, Tuninho Jr. E Hugo Junior. A escola tornou-se a vice-campeã do carnaval carioca. No ano de 2016 a escola classificou-se em 4º lugar no desfile do Grupo Especial, desfilando com o samba-enredo "A Ópera dos Malandros", de Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga, Getúlio Coelho, Ricardo Fernandes e Francisco Aquino, tendo como carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage; Diretores de Carnaval Regina Celi, Dudu Azevedo e Renato Duran; Diretores de Harmonia Siromar Carvalho, Tia Alda e Jô Casemiro; Intérpretes na avenida Serginho do Porto e Leonardo Bessa; Mestre de Bateria Marcão; Rainha de Bateria Viviane Araújo; Mestre-Sala Sidclei; Porta-Bandeira Marcella Alves; Comissão de Frente Hélio Bejani e Regina Celi Fernandes como Presidente. BIBLIOGRAFIA CRÍTICA: ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Edição Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006. AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Esteio Editora, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014. ARAÚJO, Hiram. Carnaval - Seis milênios de história. Rio de Janeiro: Editora Gryphus, 2000.
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22 de Novembro é dia de Santa Cecília...

Padroeira dos músicos, por isso hoje também é comemorado o dia do músico. O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor. Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.
O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, em pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações. A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.
A santa dos músicos
Santa Cecília viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convence-lo. Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo.

Mito grego
Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Fonte: UFGNet

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