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Quem Somos?


 A Rádio Campinarte na verdade é um blog com o objetivo de divulgar, promover e na medida do possível gerar renda para os artistas (músicos) em particular do Terceiro Distrito de Duque de Caxias no Rio de Janeiro.
Um blog com cara de rádio, notícias do mundo do rádio, cantores do rádio.Um blog que tem como uma de suas principais bandeiras os novos talentos sem esquecer dos grandes nomes da música popular brasileira de todos os tempos; sem esquecer os pioneiros, os baluartes, os verdadeiros ícones da era de ouro do rádio. Fazemos isso para que esses novos talentos não percam de vista nossas referências musicais que até hoje são veneradas mundo a fora - uma forma que encontramos de dizer um MUITO OBRIGADO àqueles que nos proporcionaram (e continuam proporcionando) com suas vozes, suas músicas, momentos de paz e alegria. Uma maneira de agradecer a todos que ajudaram a compor as trilhas sonoras de milhões e milhões de pessoas.
Este blog irá gradativamente estreitar os seus laços com as Rádios Comunitárias que desenvolvem um papel importantíssimo em nossos bairros.
A Rádio Campinarte tem (fundamentalmente) um compromisso com a qualidade e o bom gosto / e qualidade e bom gosto nos vamos pinçar nos nossos bairros, o que nós queremos mesmo é fazer jus ao nome: RÁDIO CAMPINARTE - O SOM DAS COMUNIDADES.


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O SHOW DO COMÉRCIO DO CAMPINARTE

quinta-feira, 30 de março de 2017

O Campinarte e as Estações do Ano

segunda-feira, 27 de março de 2017

O que há de melhor pelas comunidades / Jair Guedes (atualizado)

JAIR GUEDES (27/03/1960) / A história de Jair começa aos 14 anos na Escola de Samba São Carlos, hoje Estácio de Sá. Jair (que já compunha) começou a freqüentar a quadra da São Carlos levado pelo seu padrinho - o Mago -, e o sonho daquele menino era fazer parte da Ala de Compositores. Naquela época quem quisesse entrar para a Ala de Compositores tinha que apresentar três sambas de quadra. E foi o que ele fez. E olha que naquele tempo só tinha fera: Darci do Nascimento, o próprio Mago, César Veneno, Oliviel, Jaime, Djalmão (uma relíquia), ele compôs os sambas, passou no teste e entrou para Ala de Compositores. A quadra nessa época ficava na Marquês de Sapucaí. O que chamava muito a atenção eram os sambas de terreiro e, claro, a bateria. Jair recorda nomes como Hélio Macadame, Nelson Galinha, Rato e outros. Jair se lembra que o samba só terminava lá pelas seis horas da manhã apesar do Bafo da Onça ficar bem ao lado. Uma coisa que eu não posso deixar de registrar é que a Estácio durante esses últimos anos tem ficado naquele sobe e desce e o Jair tem um samba de quadra que entrou para a história da Escola, virou slogan da Escola – A saudade apertou.

Jair e Soneca vinham perdendo a anos e anos seguidos as disputas de samba-enredo até o Ti-ti-ti onde eles pararam por causa de um acidente sofrido pelo Jair que caiu de cima de um telhado, numa tentativa de homenagear a bateria da Estácio. Jair teve a idéia de fazer este samba que acabou marcando. Lá se vão aproximadamente vinte anos e o samba ainda é um grande sucesso.
JAIR GUEDES NO ESPERANÇA DE NOVA CAMPINAS
Em 2007 foi campeão de Samba Enredo no Esperança de Nova Campinas de parceria com Soneca, o enredo era João da Grande Rio, poeta por natureza
 Em 2008 de parceria com Sérgio da Silva e Carlito do Sal foi novamente campeão e o enredo era Madureira, um Rio de Beleza.

domingo, 26 de março de 2017

Rádio Nacional (texto)

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Emissora de Rádio criada no Rio de Janeiro em 1936 a partir da compra da Rádio Philips, por 50 contos de réis. Seu primeiro prefixo, "Luar do sertão", de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, era tocado em vibrafone por Luciano Perrone e em seguida um locutor anunciava o prefixo da emissora: PRE-8. Nesse ano mesmo, começou a apresentar pequenas cenas de rádio-teatro intercalados com números musicais. Foi nos anos 1940 e 1950 a principal emissora do país e verdadeiro símbolo da chamada "Era do Rádio". Em 1937, foi inaugurado o "Teatro em Casa" para a irradiação de peças completas, semanalmente. Sua programação ao vivo passou depois a ser retransmitida para todo o país, o que a tornou uma pioneira na integração cultural do país.  Seus programas de auditório, radionovelas, programas humorísticos e musicais marcaram a História do Rádio no Brasil. Foi líder de audiência praticamente desde a fundação até que o aparecimento da TV ditasse novos rumos para a comunicação no país. Seus programas eram transmitidos diretamente dos muitos estúdios específicos, inclusive do auditório da Rádio, todos localizados nos três últimos andares do edifício "A Noite", Praça Mauá, 7, Rio de Janeiro. Se seus programas de humor, suas radionovelas, seus programas noticiários e os esportivos viraram modelo para muitas outras Rádios do país, foi fundamental também para o desenvolvimento da música popular brasileira. Os primeiro nomes de cantores a formar seu casting foram Sonia Carvalho, Elisinha Coelho, Silvinha Melo, Orlando Silva, Nuno Roland, Aracy de Almeida e Marília Batista. Segundo depoimento do radialista e compositor Haroldo Barbosa ao pesquisador Luis Carlos Saroldi, "Nos primeiros anos, a Rádio Nacional apresentava uma estrutura muito simples: uma seção artística e uma seção administrativa, nada mais que isso. A emissora contava com menos de 30 pessoas para cantar, executar músicas, contabilizar e realizar outras tarefas menores". 
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As rádionovelas da emissora marcaram época a partir da primeira transmitida em 1941, "Em busca da felicidade", que durou três anos, até "O direito de nascer", que chegou a mudar hábitos das pessoas que tinham compromisso marcado com as transmissões dessa radionovela, posteriormente adaptada para a televisão. Até meados da década de 1950, o Rádio-Teatro Nacional irradiou 861 novelas, as mais ouvidas do rádio brasileiro, segundo as mais seguras pesquisas de audiência. Pode-se observar que a música popular brasileira foi uma antes e outra depois da Nacional, que se transformou numa verdadeira criadora de ídolos através da realização de concursos como "A Rainha do Rádio", que consagrou diversas cantoras, como Emilinha Borba, Marlene, Dalva de Oliveira e Ângela Maria. Um dos cantores que ficou marcado como símbolo dessa era foi Cauby Peixoto, que enchia o auditória da Rádio em suas apresentações.  Em 1936, Linda Batista foi eleita a primeira "Rainha do Rádio", permanecendo no posto por doze anos. Em 1938, Almirante estreou o primeiro programa de montagem, ou montado, que foi "Curiosidades musicais", sob o patrocínio dos produtos Eucalol. O mesmo artista lançou no mesmo ano o primeiro programa de brincadeiras de auditório, o "Caixa de perguntas". Outro programa de destaque na emissora surgido no mesmo período foi "Instantâneos sonoros brasileiros", produzido por José Mauro com direção musical de Radamés Gnattali, regente da orquestra. Em 1939, Lamartine Babo passou a apresentar o programa "Vida pitoresca e musical dos compositores".  
Em 1940, a Rádio Nacional passou a fazer parte do Patrimônio Nacional, a partir de decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas, sendo então, dirigida por Gilberto de Andrade, que tratou de dar uma nova cara à programação da Rádio, no que muito foi auxiliado pelo radialista José Mauro, irmão do cineasta Humberto Mauro. No ano seguinte, passou a ser apresentado o noticioso "Reporter Esso", marco do jornalismo radiofônico e que passaria a ter como apresentador três anos depois o locutor Heron Domingues. O prefixo do "Reporter Esso" foi escrito pelo maestro Carioca e executado por Luciano Perrone na bateria, Carioca no trombone e Francisco Sergio e Marino Pissiani nos pistons. A Rádio Nacional foi a primeira emissora do Brasil a organizar uma redação própria para noticiários, com a rotina de um grande jornal diário impresso. A emissora da Praça Mauá possuía construiu uma divisão de rádio-jornalismo com mais de uma dezena de redatores, secretários de redação, rádio- repórteres, informantes e outros auxiliares, além de uma sessão de divulgação e uma sessão de esportes completa, e um boletim de notícias em idioma estrangeiro, que cobria todo o continente. Em 18 de abril de 1942, foram inaugurados os novos estúdios da Rádio Nacional, no viségimo primeiro andar do edifício "A Noite". Com 486 lugares, as novas instalações traziam inovações como o piso flutuante sobre molas especiais do palco sinfônico. Ainda em 1942, Almirante estreou o programa "A história do Rio pela música". Nesse ano iniciou-se uma publicação semanal com a programação da emissora e cuja capa na maioria das vezes estampava a foto de cantores ou cantoras ligados à emissora. 

Também nesse ano, as ondas curtas da PRE-8 passaram a ser ouvidas em vários países. Em 1943, a programação da emissora tomou impulso com a estréia do programa "Um milhão de melodias", patrocinado pelo refrigerante Coca-Cola, que estava sendo lançado no Brasil. Para esse programa foi criada a Orquestra Brasileira, com direção de Radamés Gnatalli. O repertório do programa apresentava duas músicas brasileiras atuais, duas antigas e três músicas estrangeiras de grande sucesso. A Orquestra Brasileira de Radamés Gnatalli era formada pela mescla de grandes músicos como Luciano Perrone na bateria, vibrafone e tímpano, Chiquinho no Acordeão, Vidal no contrabaixo, Garoto e Bola Sete nos violões, José Meneses no cavaquinho, além dos músicos da velha guarda do samba carioca como João da Baiana no pandeiro, Bide no ganzá e Heitor dos Prazeres tocando prato e faca e caixeta.Também para atuar no programa foram criados os Trios Melodia e As Três Marias. Nesse ano, estreou com grande sucesso o programa "Trem da alegria", apresentado pelo Trio de Osso, formado por Heber de Bóscoli, Yara Sales e Lamartine Babo. Entre as muitas inovações surgidas na Rádio Nacional e que influiram no próprio desenvolvimento da música popular brasileira estão os arranjos para pequenos conjuntos, trios e quartetos de Radamés Gnattali e os acompanhamentos rítmicos do baterista Luciano Perrone que causaram uma pequena revolução no samba orquestrado feito até então. Foi Luciano Perrone quem sugeriu a Radamés Gnatalli a utilização dos metais, até então com funções exclusivamente melódicas, como mais um elemento de função rítmica na interpretação dos sambas gravados.  Na década de 1940, pelo menos três dos maiores cantores brasileiros eram contratados da Rádio Nacional: Francisco Alves, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Ainda em 1943, estreou na Rádio Nacional o sanfoneiro Luiz Gonzaga que inspirado no sanfoneiro Pedro Raimundo que se vestia com trajes típicos do sul, resolveu vestir-se com trajes típicos do nordeste e dessa forma passou a divulgar a música e a cultura nordestinas. Em 1946, um dos maiores sucessos musicais foi o samba-canção "Fracasso", de Mário Lago gravado por Francisco Alves e tema extraído da radionovela com o mesmo título. Nesse ano, a Rádio Nacional inovou na forma de transmitir partidas de futebol, adotando o chamado "sistema duplo", que dividia o campo de jogo em dois setores, cada qual com um locutor acompanhando de preferência o ataque de cada um dos times. O "sistema duplo" foi inspirado no então moderno método de arbitragem em trio, com os bandeirinhas colocados em ângulos opostos. 
A década de 1950 ficou marcada pela acirrada competição pelo título de "Rainha do Rádio" que envolveu em disputas memoráveis cantoras como Emilinha Borba, Marlene e Ângela Maria. Nessa década, os programas de auditório da emissora tornaram-se tão concorridos que era cobrado ingresso até para assistir os programas em pé. Outra disputa musical que marcou época no Rio de Janeiro, tendo a Rádio Nacional como centro, era a da divulgação de marchas e sambas carnavalescos, dos quais um dos muitos destaques foi o cantor e compositor Blecaute, sempre presente aos programas de auditório da Rádio. Nesse período fizeram parte o "cast" da emissora artistas que marcaram a música popular brasileira como: Orlano Silva, Ataulfo Alves, Carlos Galhardo, Linda Batista, Luiz Gonzaga, Carmen Costa, Nelson Gonçalves, Nuno Roland, Paulo Tapajós, Albertinho Fortuna, Carmélia Alves, Luiz Vieira, Zezé Gonzaga, Gilberto Milfont, Heleninha Costa, Ademilde Fonseca, Bidu Reis, Nora Ney, Jorge Goulart, Neuza Maria, Adelaide Chiozzo, Jorge Fernandes, Dolores Duran, Lenita Bruno, Carminha Mascarenhas, Violeta Cavalcânti, Vera Lúcia, etc. Em 1948, Dircinha Batista foi eleita "Rainha do Rádio" substituindo a irmã Linda Batista. No ano seguinte, teve início a eletrizante disputa pelo título de "Rainha o Rádio" entre as cantoras Emilinha Borba e Marlene. Esta última, foi eleita no ano seguinte com o apoio da Companhia Antártica Paulista, que lançava o Guaraná Caçula e fez dela sua garota propaganda, tendo o total de 529.982 votos. Marlene repetiu o feito no ano seguinte. Em 1952 e 1953, a Rainha foi Mary Gonçalves. Por volta de 1950 foi criado na emissora o Departamento de Música Brasileira, que obteve um de seus maiores êxitos no ano seguinte no programa "Cancioneiro Rayol" com a série "No mundo do baião", apresentada pelo radialista Paulo Roberto. A chefia do Departamento de Música Brasileira foi entregue inicialmente ao compositor Humberto Teixeira. Outro programa musical ligado ao departamento de Música Brasileira e que fez muito sucesso foi "Lira de Xopotó", apresentado pelo radialista Paulo Roberto e que incentivava as bandas do interior que apresentavam músicas com arranjos do maestro Lírio Panicali. Igualmente Programa marcante dessa época foi "Música em surdina", criado por Paulo Tapajós e apresentado em estúdio no final da noite por Chiquinho, no acordeom, Garoto, ao violão e Fafá Lemos ao violino, interpretando um repertório eclético e que deu ensejo ao sugimento do Trio Surdina. O violinista Garoto por sinal, foi um dos artistas que se destacou na Rádio Nacional nos anos 1950, quando passou por diferentes grupos nos seus dez anos de permanência na programação. Atuou na Orquestra Brasileira de Radamés Gnattali e pelo Bossa Clube ao lado de Luis Bittencourt, Luis Bonfá, Valzinho, Bide, Sebastião Gomes e Hanestaldo. Ainda na década de 1950, destacaram-se os programas "Sua excelência a música" e "Quando os maestros se encontram". Esse último reunia cinco arranjadores da emissora, quase sempre os maestros Alexandre Gnattali, Lírio Panicali, Alberto Lazzoli, Léo Peracchi e Alceo Bocchino. Ainda no começo da década houve a tentativa frustada de criar o selo Nacional para gravação de discos que ficou apenas no primeiro, com Manezinho Araújo gravando o baião "Torei o pau", de Luiz Bandeira e a marcha "Um cheirinho só", de Manezinho Araújo e Armando Rosas. Destacaram-se também nessa década inúmeros programas mistos como "Coisas do Arco da Velha", de Floriano Faissal; "Gente que brilha" e "Nada além de 2 minutos", de Paulo Roberto; "Clube das donas de casa", de Lourival Marques; "Grande espetáculo Brahma", de Mario Meira Guimarães; "Hoje tem espetáculo", de Paulo Gracindo; "Música e beleza", de Roberto Faissal; "Nova Historia do Rio pela música" e "Recolhendo o folclore", de Almirante; "Passatempo Gessy", de Jota Rui; "Rádiosemana", de Hélio do Soveral; "Roteiro 21", de Dinarte Armando; "Seu criador Superflit", de Lourival Marques e "Todos cantam sua terra", de Dias Gomes. Entre os programas de Rádio-teatro merecem citação, "A vida que a gente leva" e "Boa tarde, madame", com Lucia Helena; "Consultório sentimental", com Helena Sangirardi; "Divertimentos Brankiol", com Ary Picaluga; "Edifício Balança mas não cai", com Paulo Gracindo; "Grande Teatro De Milus", com Dias Gomes; "Jararaca e Ratinho", com Joe Lester; "Marlene meu bem", com Mário Lago; "Os grandes amores da História", com Saint Clair Lopes; "Sabe da última?", com Rui Amaral e "Tancredo e Trancado", com Ghiaroni. Em 1951,  Paulo Tapajós criou o programa "A turma do sereno", de grande sucesso e no qual um repertório de serestas era apresentado por Abel Ferreira no clarinete, Irany Pinto no violino, João de Deus na flauta, Sandoval Dias no clarone, Waldemar de Melo no cavaquinho e Carlos Lentini e Rubem Bergman nos violões. Segundo as palavras de Paulo Tapajós, o programa "Turma do sereno ocupava apenas um cavaquinho, uma flauta, um clarinete, um clarone e um violino, além dos cantores e outros solistas convidados. A "Turma do sereno" era o reencontro da música com a rua mal iluminada pelo lampião a gás, era o momento em que a gente imaginava que numa esquina de rua encontravam-se os velhos amigos para fazer choro, para cantar valsas e modinhas; era a oportunidade da gente tirar dos velhos baús alguns xotes, maxixes, polcas, já um tanto amarelados". Nos anos de 1953 e 1954, a cantora Emilinha Borba foi eleita "Rainha do Rádio". Nos dois  anos seguinte, a consagrada foi Ângela Maria que chegou a obter o total de 1.464.996 votos. Em 1955, o radialista Almirante retornou à Rádio Nacional e criou os programas "A nova história do Rio pela música" e "Recolhendo o folclore". Por essa época, Renato Murce apresentou o programa "Alma do sertão", um dos maiores sucessos entre os programas sertanejos. Em 1959, o cantor e compositor Zé Praxédi passou a apresentar diariamente o programa "Alvorada sertaneja". Um dos mais famosos programas da década de 1950 foi o "Programa César de Alencar", que comemorou os dez anos no ar com um show para 20 mil pessoas no Maracanãzinho. Outros programas com animadores ficaram também célebres, como os de Paulo Gracindo e Manoel Barcelos. Outro estaque de sua história, foi o estúdio para rádio novelas e seriados diversos , como "Gerônimo, o herói do sertão" e "O Sombra", onde os truques de sonoplastia ficaram célebres especialmente os truques do sonotecnico Edmo do Valle.   Entre os programas de auditório apresentados na Rádio na década de 1950 podemos destacar: "Alegria, meus senhores" e  "Este mundo é uma bola", apresentados por Fernando Lobo; "Alô, memória", "Dr. Infezulino" e "Enquanto o mundo gira", apresentados por Paulo Gracindo; "Ganha tempo Duchen",  "O Cartaz da Semana" e "Parada dos Maiorais", com Hélio do Soveral; "Nas asas da canção", com Dinarte Armando; "Qualquer semelhança é mera coincidência", com Waldir Buentes; "Papel Carbono", Renato Murce e "Placar musical", com Nestor de Holanda Cavalcânti. Entre os programas musicais também merecem destaque, " A canção da lembrança", com Lourival Marques; "Audições Cauby Peixoto", apresentado por Mário Lago; "Audições Orlando Silva", com Ghiaroni; "Cancioneiro Royal", com Paulo Tapajós; "Cancioneiro romântico", com Rui Amaral; "Carrossel musical", com Ouranice Franco; "Clube do samba" e "Pelas estradas do mundo", com Fernando Lobo; "Fama e popularidade", com Oswaldo Elias; "Festivais G. E.", com Leo Peracchi; "Festivais de gaitas", com Cahuê Filho; "Horário dos cartazes", com Almeida Rego e "Preferências musicais", com Dinarte Armando. Dentre seus muitos locutores famosos está César Ladeira, uma das vozes de excelência de toda a história do Rádio no Brasil, especialmente lembrado com o programa "A crônica da cidade".  O declínio da Rádio, que se iniciara com a inauguração da televisão acentuou-se de forma definitiva com o Golpe militar de 1964 que afastou 67 profissionais e colocou sob investigação mais 81. Em 1972, os arquivos sonoros e partituras utilizadas em programas da Rádio foram doados ao Museu da Imagem e do Som, MIS. Durante as décadas de 1980 e 1990 o declínio da Rádio se acentuou devido à falta de investimentos e à concorrência cada vez maior da televisão e também das Rádios FM. A emissora foi perdendo audiência e deixando de disputar os primeiros lugares na preferência do público. Manteve no entanto durante esse tempo diversos programas tradicionais da emissora apresentados por radialistas como Dayse Lucide, Gerdal dos Santos e outros que ainda arrastavam atrás de si a audiêencia de ouvintes fiéis e saudosos dos tempos de glória da emissora.  A partir de junho de 2003, passou a estar sob a direção de Cristiano Menezes, que iniciou um plano de revitalização da PRE - 8. Em 2004,  foi assinado um convênio entre a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro e a Petrobras, que acertou a digitalização de todo o acervo de partituras da Rádio. Entre as obras estão raridades dos maestros Radamés Gnattali e Guerra-Peixe. Nesse ano, a Rádio saiu do ar por 15 dias para passar por reformas que incluem a troca de transmissores e instalação de novos estúdios no antigo prédio da Praça Mauá, no Rio de Janeiro. Além disso, a Rádio Nacional passará a ser a primeira Rádio Digital AM. Tudo dentro de um plano de revitalização da Rádio. O famoso auditório da Rádio será reformado e terá sua capacidade reduzida de 500 para 150 lugares e voltará a abrigar shows. Entre os novos programas estão previstos, o "Homenagem Nacional", no qual um sexteto permanente acompanhará a homenagem a um grande nome da história da música popular brasileira, com um astro atual interpretando sucessos do artista homenageado. Programa-se ainda o "Memória Nacional", que deverá ser apresentando ao vivo, reunindo nomes como Cauby Peixoto, Marlene, Emilinha, Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas e Adelaide Chiozzo, que foram sucessos nos anos de ouro da Rádio Nacional.  
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Ela ficou conhecida como "A escola do Rádio", o que por si só dá o tamanho de sua importância histórica. Em 2007, foi lançado pela Casa da Palavra o "Almanaque da Rádio Nacional" de autoria do sociólogo Ronaldo Conde Aguiar, no qual o autor fez um inventário minucioso sobre a rádio. O livro é acompanhado por um CD com trechos de programas e jingles que marcaram a Rádio Nacional. Ainda em 2007, envolta em incertezas quanto ao seu futuro, a Rádio comemorou 71 anos de fundação com uma programação especial que incluiu no programa "Rádio memória", de Gerdal dos Santos as presenças de Adelaide Chiozzo, Bidu Reis, Bill Farr, Carmélia Alves, Gilberto Milfont, Jorge Goulart e Tito Madi. Em outros programas estiveraM presentes nomes como Dona Ivone Lara, João Roberto Kelly, Arlindo Cruz e outros. Em 2011, por ocasião das comemorações dos 75 anos de fundação da Rádio, foi lançado no Cine Odeon, no centro do Rio de Janeiro o documentário "Rádio Nacional", dirigido por Paulo Roscio, que durante seis anos entrevistou cantores como Marlene, Cauby Peixoto, e Roberto Carlos, jornalistas, humoristas e pesquisadores que falaram sobre a importância da Rádio.        BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:   CABRAL, Sérgio. A MPB na Era do Rádio. São Paulo: Moderna, 1996. MURCE, Renato. Bastidores do rádio - fragmentos do rádio de ontem e de hoje. Rio de Janeiro: Imago, 1976. SAROLDI, Luiz Carlos e MOREIRA, Sonia Virginia. Rádio Nacional - O Brasil em sintonia. Rio de Janeiro: Funarte, 1984.

Radio Mayrink Veiga (texto)

Rádio fundada no Rio de Janeiro em 20 de janeiro de 1926 com o prefixo PRA-K intitulada Rádio Sociedade Mayrink Veiga. Diz a  pesquisadora Norma Hauer: "Segundo o radialista e pesquisador Paulo Tapajós, em alguns de seus trabalhos sobre a história da rádio no Brasil, a Mayrink foi fundada em 1925, saindo logo do ar e voltando em 1926". Em 1933, a Rádio foi citada por Lamartine Babo em seu cateretê "As cinco estações" gravada em conjunto por ele, Carmen Miranda, Almirante e Mário Reis. Dizia a letra dessa música: "Sou a Mayrink popular e conhecida." No final da década de 1920, apresentaram-se esporadicamente em seu microfone nomes que se tornariam emblemáticos na música popular brasileira: Carmen Miranda, Francisco Alves, Silvio Caldas e Vicente Celestino. Em 1930, começou a ser apresentado um dos mais famosos programas da emissora, o "Esplêndido programa", comandado pelo radialista Valdo Abreu. Em 1932, o prefixo da Rádio passou a ser PRA-9. A partir de 1933, a direção da Rádio passou a ser de César Ladeira, iniciando o período de maior esplendor da emissora. Ainda em 1933, Carmen Miranda assinava contrato de exclusividade com a Mayrink nela ficando até 1935, e retornando depois em 1938. Fizeram parte do cast da emissora nomes como Francisco Alves, Carmem Miranda, Aurora Miranda, Jorge Fernandes, Patrício Teixeira, Noel Rosa, Gastão Formenti, João Petra de Barros, Victor Barcelar, Eriberto Muraro, José Maria de Abreu, Romualdo Peixoto, o Nonô, Silvinha Melo, Mário Reis, Moreira da Silva, Barbosa Júnior, Madelou de Assis, e outros. Dentre os inúmeros programas de destaque lá apresentados podem ser citados "Canção do dia", com Lamartine Babo; "Trem da alegria", com Lamartine Babo, Iara Sales e Heber de Boscoli, "Picolino", com Barbosa Junior; "Horas do outro mundo", com Renato Murce, e o "Programa Casé", com Ademar Casé, entre outros. Em 1937, assinou contrato com a Rádio o cantor Carlos Galhardo, nela permanecendo até 1948 quando transferiu-se para a Rádio Nacional, retornando em 1954 e nela ficando até 1965 num total de 22 anos, o mais longo período de um cantor naquela Rádio. Ele gravou o hino composto para a emissora por Urbano Lóes e Britinho. Em 1962, a Rádio tornou-se a líder da chamada "Cadeia da legalidade" dirigida por Leonel Brizola, o que levaria ao fechamento de emissora em 1965 pelo regime militar. Foi ao lado da Rádio Nacional uma das duas mais importantes emissoras do período que ficaria conhecido como a "Era do Rádio".
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terça-feira, 21 de março de 2017

Campinarte Caipira (primeira parte)

Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão...
Campinarte Caipira é para recordarmos que a lua que nasce por detrás da verde mata, mais parece um sol de prata, prateando a solidão...
Vamos pegar na viola e pontear... E deixar as canções e a lua cheia nascerem de novo nos nossos corações.
Na seqüência ouviremos – 100% caipira (Edmilson Porfírio) / Pagode em Brasília (Tião Carreiro e Pardinho) / Chico Mineiro (Tonico e Tinoco) / Minha viola quebrou (Pena Branca) / Pousada de Boiadeiro (Geraldo Viola e Dino Guedes)

Campinarte Toca Polca


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Dança de salão em compasso binário, geralmente em tom maior e andamento alegreto, originária da Boêmia (parte do império austro-húngaro, depois Thecoslováquia e atualmente República Theca). Chegou a Paris em meados dos anos de 30 do século XIX, difundindo-se daí para todo o mundo ocidental e tornando-se nele a principal dança de salão. Chegou ao Brasil na noite de 3 de julho de 1845, quando foi mostrada pela primeira vez no teatro São Pedro, (atual João Caetano), no Rio de Janeiro, pelos casais Felipe e Carolina Catton e de Vecchi e Farina. Foi tão grande o sucesso que, três dias depois, o casal Catton abriu um curso de polca. Três meses após, o jornal humorístico "Charivari" dizia que "se dançava à polca, andava-se à polca, trajava-se à polca, enfim tudo se fazia à polca". Em 1846, criou-se a Sociedade Constante Polca, que anunciava bailes carnavalescos com a quadrinha: 
Chegai, senhores, chegai!/Vinde o adeus receber/Da polca que será nossa/Mesmo depois de morrer !!! Literatos, compositores e chorões concordavam em elogiar a nova dança. Machado de Assis, numa crônica, disse: "A polca é eterna, enquanto não houver mais nada, nem sol, e tudo tornar às trevas, os últimos dois ecos da catástrofe derradeira usarão ainda, no fundo do infinito, esta polca, oferecida ao criador: Derruba, meu Deus. Derruba." Pixinguinha, por sua vez, falando ao Museu da Imagem e do Som, confirmou: "Quando eu fiz o Carinhoso (por volta de 1916 ou 1917), era uma polca. Polca lenta. Naquele tempo, tudo era polca, qualquer que fosse o andamento." O velho chorão Alexandre Gonçalves Pinto, no livro "O Choro", de 1935, juntou sua voz popular ao coro: "A polca é como o samba - uma tradição brasileira. A polca é a única dança que encerra nossos costumes, a única que tem brasilidade." Esses elogios encontravam razão de ser na fusão dos elementos da polca com os afro-brasileiros do lundu, e na aceitação da rítmica daí resultante pelos conjuntos populares de flauta, cavaquinho e violão, gerando gêneros como o tango (brasileiro), o maxixe e, posteriormente, o próprio choro. Essa aceitação chegou a atingir o meio rural, criando um tipo de polca sertaneja, cujo caráter melódico e rítmico se afasta do original estrangeiro, e um outro tipo denominado puladinho. (Arthur de Oliveira)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Especial / Elson do Forrogode

Elson Cruz
 20/3/1948 São Fidélis, RJ 
Cantor. Compositor. Seu nome artístico resultou da fusão do nome de dois ritmos brasileiros: o forró e o pagode.

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística no começo da década de 1970. Contratado pela RCA Victor gravou, em 1973, um compacto simples com as músicas "Janira", de Paulo Diniz e Roberto José, e "Viola Violar", de Milton Nascimento e Márcio Borges. Em 1974, também pela  - RCA Victor, gravou um segundo compacto simples com as músicas "Pode Acreditar", de (...)

Obras

  • Alala - com Totonho e Rafael Triger
  • Amor da Minha Vida - com Sérgio Caetano e Mauro Jovani
  • Ardente Calor - com Roberto Lopes
  • Baile de Barraca - com Arylton Chaves e Sérgio Fonseca
  • Bem Feito Pra Mim - com Sérgio Caetano
  • Brejeira Saudade - com Totonho

Discografia

  • (2013) Me leva • CD
  • (2000) Amor na palma da mão • CID • CD
  • (1998) Só vale a paixão • RGE • LP
  • (1996) Elson do Forrogode • RGE • LP
  • (1994) Coisas do peito • RGE • LP
  • (1993) Cada dia quero mais • RGE • LP

Especial / Bando da Lua

Componentes

Aloysio de Oliveira

Hélio Jordão Pereira

Vadeco

Ivo Astolfi

Afonso Osório

Armando Osório

Stênio Osório
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Dados Artísticos

Conjunto vocal. Sua formação definitiva tinha como componentes Aluísio de Oliveira, no violão e vocal; Hélio Jordão Pereira, no violão; Vadeco, apelido de Osvaldo Moraes Éboli, no pandeiro; Ivo Astolfi, no violão tenor e banjo; Afonso Osório, no ritmo e flauta; Armando Osório, no violão e Stênio Osório, (...)
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Discografia

  • (1991) Samba da minha terra • Revivendo • CD
  • (1955) Sou feliz/Se queres meu amor • Polydor • 78
  • (1941) Marchinha do grande galo/Maria boa • Victor • 78
  • (1940) E o vento levou/Ora, ora • Columbia • 78
  • (1940) Samba da minha terra/Quero ver • Columbia • 78
  • (1938) Arara/Não quero não • Victor • 78
[Saiba Mais]

Bibliografia Crítica

  • ALBIN, Ricardo Cravo. O livro de ouro da MPB - A História de nossa música popular de sua origem até hoje. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
  • AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
  • MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.
  • SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. Volume1. São Paulo: Editora: 34, 1999.
  • VASCONCELOS, Ari. Panorama da música popular brasileira - volume 2. Rio de Janeiro: Martins, 1965.
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domingo, 19 de março de 2017

Especial / Quatro Ases e um Coringa


Componentes

Evenor de Pontes Medeiros

José de Pontes Medeiros

Permínio de Pontes Medeiros

André Batista Vieira

Esdras Falcão Guimarães

Jorginho do Pandeiro (2)

Nilo

Miltinho
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Dados Artísticos

Conjunto vocal e instrumental.

Seus integrantes eram todos da cidade de Fortaleza: Evenor de Pontes Medeiros, nascido em 1915, violonista e compositor; José de Pontes Medeiros, nascido em 1921, violonista e cantor; Permínio de Pontes Medeiros, gaitista e cantor; André Batista Vieira, o Coringa, nascido em 1920, pandeirista, cantor e compositor e Esdras Falcão Guimarães, o Pijuca, nascido (...)
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Obras

  • Dora, meu amor (Constantino Silva e André "Curinga" Vieira)
  • Gauchada (César Siqueira e Evenor de Pontes)
  • Sá Mariquinha (Evenor de Pontes e Luís Assunção)
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Discografia

  • ([S/D]) No tempo de Carlito/Ela • Marajoara • 78
  • ([S/D]) Turma da praia • Marajoara • 78
  • (1992) Samba da minha terra • Revivendo • CD
  • (1960) A corneta do sambaPratos bossa nova • Odeon • 78
  • (1956) Noiva do mar/Mariazinha • Mocambo • 78
  • (1956) É por aqui que se vai • Mocambo • 78
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Bibliografia Crítica

  • AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
  • MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.
  • SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. Volume1. São Paulo: Editora: 34, 1999.
  • VASCONCELOS, Ari. Panorama da música popular brasileira - volume 2. Rio de Janeiro: Martins, 1965.
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Especial / Trovadores Urbanos - "Canções Paulistas Ao Vivo" - YouTube



Componentes

Edu Santana

Juca Novaes

Maida Novaes

Valéria Caram
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Dados Artísticos

O histórico do grupo remonta à década de 1980, em Avaré, quando membros das famílias Novaes e Caram costumavam realizar serenatas em residências familiares de Avaré.

Em 1990, residindo em São Paulo, Juca Novaes, Maida Novaes e Valéria Caram publicaram um anúncio na revista "Veja", divulgando seu trabalho, o que lhes valeu (...)
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Discografia

  • (2010) Amor até o fim (Trovadores urbanos) – Dabliú – CD
  • (2002) Copacabana (Trovadores urbanos) • Dabliú • CD
  • (1999) Canções paulistas (Trovadores urbanos) • Independente • CD
  • (1997) Brejeiro (Trovadores urbanos) • Independente • CD
  • (1995) Serenata (Trovadores urbanos) • CID • CD
  • (1993) Trovadores Urbanos (Trovadores urbanos) • RGE • CD
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22 de Novembro é dia de Santa Cecília...

Padroeira dos músicos, por isso hoje também é comemorado o dia do músico. O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor. Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.
O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, em pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações. A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.
A santa dos músicos
Santa Cecília viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convence-lo. Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo.

Mito grego
Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Fonte: UFGNet

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